quinta-feira, 30 de junho de 2011

Poesia de Quinta - Número 131


Por Deíla Maia


Imagino que nem todos saibam ainda e agora já me sinto segura o suficiente para divulgar: estou grávida de 3 meses e ontem descobri que será uma menina!!!!!

Olha, é preciso ter o coração forte para ser mãe, esta é uma das muitas lições que estou aprendendo. Cada ultrassom é uma PANCADA DE EMOÇÃO!!!! Meu Deus!!! Ontem, quando eu vi a minha fofinha, com seus bracinhos, perninhas, mãozinha na boca, cabecinha, coração a 150 batimentos por minuto!!!!! (será que estava mais acelerado do que o meu? Duvido!!! kkkk), eu me desmanchei de emoção. Achei tão linda a minha filha... Minha mãe até brincou comigo que só eu mesma (e as mães em geral, imagino) para achar "linda" uma imagem de ultrassom, toda em preto e cinza. Mas eu achei. Minha filha é linda e ponto!!!!!! kkkkk

E é para ela, com todo amor do mundo, que dedico esta poesia de quinta de hoje, de Cecília Meireles, A bailarina!!!!!!

Não sou uma mãe tradicional e nem espero que minha filha venha a ser... :) Mas comecei a fazer ballet com 3 anos e sempre gostei, como até hoje adoro, de dançar. Não vejo a hora de ver o rostinho da minha pequena bailarina perto de mim. E ontem ela já dançava dentro da minha barriga. Muito fofa!!!! Estou tão emocionada. Eu queria MUITO que fosse menina. Deus é maravilhoso mesmo comigo. 

Beijos felizes e radiantes.

Deíla

A bailarina

   Cecília Meireles
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá.
—–
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
—-
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
—-
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
—-
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
—-
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças


Em tempo:
Atualizando a coluna. Essa Poesia de Quinta nº 131 foi originalmente enviada em 09/6/2011

A vaia no ex-faz-tudo e o repúdio ao piti da dona da casa grande

Faz-tudo do Sarney vai ter que mudar de apelido para faz-quase-tudo.

Bagunçar com audiência de quilombolas, por exemplo, não faz mais.

A humilhante vaia e o "Fora daqui" em Chiquinho Escórcio, na audiência das ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Luiza Bairros (Igualdade Racial), no auditório do INCRA, reduziram o deputado ao tamanho do que ele é na luta pela terra no Maranhão: um nada!

Abaixo, confira a vaia dada no Chiquinho "quero 200 milhões para 'minhas casas' do INCRA"  Escórcio, o agora faz-quase-tudo dos Sarneys.

Leia, ainda, a nota de repúdio dos quilombolas maranhenses.





Quilombolas detonam Roseana Sarney

Veja nota de repúdio a governadora Roseana Sarney emitida pelo Movimento Quilombola da Baixada Ocidental:
O Movimento Quilombola da Baixada Ocidental Maranhense (MOQUIBOM) vem a público manifestar seu repúdio, diante de várias notíciaspublicadas em veículos controlados pela senhora Roseana Sarney Murad, sobre a recente vinda, ao Maranhão, das Ministras de Estado Maria do Rosário (DireitosHumanos), Luiza Bairros (Igualdade Racial), Márcia Quadrado (DesenvolvimentoAgrário, em exercício), do presidente nacional do Incra, Celso Lisboa deLacerda e do presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araújo.
Após décadas de grilagem, pistolagem, assassinatos, torturase todo tipo de violência contra os camponeses do Maranhão, causa indignação ver a senhora Roseana Sarney noticiar, orgulhosa, que teria dado “uma bronca” neste grupo de autoridades federais, que vieram para cá ouvir nossas legitimas e históricas reivindicações. A suposta grosseria virou notícia e, segundo essas mesmas notícias, o problema teria sido a quebra do protocolo. Às favas com o protocolo! Nós não estamos nenhum pouco preocupados com isso. No Maranhão, diante de tanto sangue derramado de nossos irmãos e irmãs, da impunidade que favorece assassinos de camponeses, da corrupção evidente, da completa degeneração do poder público e do avanço avassalador da grilagem, nós não temos nenhum compromisso com protocolos palacianos.
Por razões bem diferentes, o povo maranhense também grita! 
A senhora Roseana, se gritou, foi porque certamente queria um espetáculo de mentiras, com fotos e imagens de TV e ela no papel de benfeitora, com todos os outros atores políticos (inclusive as vítimas do latifúndio) atuando como meros coadjuvantes. Jamais compactuaremos com isso! (leia mais aqui)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Uma pergunta ao novo diretor da FAO, José Graziano




Uma boa pergunta o novo diretor-geral da FAO (Organização
das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, da sigla
em inglês), o brasileiro José Graziano da Silva:
O sistema de estatísticas da FAO (FAOSATAT) não divulga
o consumo de agrotóxicos no Brasil desde 2002. Quando
esses dados voltam a ser divulgados?
Abaixo, veja na tabela os dados de 2000 a 2001, o crescente
uso de inseticidas (de 19 mil toneladas para mais de 21 mil),
herbecidas (de 36 mil toneladas para mais de 44 mil), de
fungicidas e bactericidas(de 6 mil a mais de 9 mil toneladas)
no País. Dados só divulgados até 2001...

Ruy Castro: "Para Sarney, o Brasil é um enorme Maranhão"

Tudo por fazer
Por Ruy Castro
Reportagem de Breno Costa, de Brasília, na Folha de domingo, informa que o ministro do Turismo, Pedro Novais Lima, precisou completar seis meses no emprego para assinar, há dias, seu primeiro ato oficial. Não por acaso, dois convênios (no valor de R$ 22,6 milhões) com o governo do Maranhão, seu Estado, governado por Roseana Sarney (PMDB), cuja família foi responsável por sua nomeação pela presidente Dilma.
O fato de o ministro Novais Lima ter 80 anos não o desabilita para controlar uma área tão moderna como o turismo. Se ele for uma autoridade no assunto, com vasta experiência internacional, qual é o problema? Acontece que o ministro, renitente deputado e quase contemporâneo de Gonçalves Dias, nunca foi do ramo. Sua única relação com o turismo se deu há pouco, quando, ao assumir o cargo, pediu reembolso ao Tesouro de R$ 2.000 gastos num motel.
No futuro, os historiadores nos dirão tudo sobre a dívida que o Estado brasileiro deve ter com a família Sarney e que parece impossível de pagar -ou não se justificaria sua inesgotável influência, sai década, entra década, para pôr tanta gente de sua confiança nos postos mais surpreendentes. Um desses, o Ministério do Turismo. Para Sarney, o Brasil é um enorme Maranhão.
Seria interessante saber o que o ministro Novais está fazendo pela modernização da indústria hoteleira, pelo incremento do turismo gay -a grande novidade no setor- ou pela divulgação do Brasil no exterior. Ou de seus planos para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Países como a Espanha e a Grécia, hoje pulando miudinho para fechar as contas, têm no turismo uma de suas principais receitas. Acontece que, neles, o turismo já pode ter atingido o seu limite de excelência. No Brasil, não. O potencial é enorme e -com ministros como este- literalmente resta tudo por fazer.

Folha de São Paulo - 29/06/2011, p. 2 (aqui, só para assinantes)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

“Bem-vindo ao Sarneyquistão”

Em quase cinco décadas de domínio, Sarney pouco fez para livrar o Maranhão da pobreza


Leonardo Coutinho
Veja
No Maranhão, um em cada quatro moradores vive com renda familiar per capita entre zero e R$ 70 – um total de 1,7 milhão de pessoas, que representam 25,7% da população. Foto: Celso Junior / AE
No Maranhão, um em cada quatro moradores vive com renda familiar
per capita entre zero e R$ 70 – um total de 1,7 milhão de pessoas,
que representam 25,7% da população. Foto: Celso Junior / AE

“A terminação “istão”, em algumas das línguas faladas na Ásia Central, significa “lugar de morada” ou “território”. Assim, o Quirguistão é o lugar de morada dos quirguizes. O Cazaquistão, o território dos cazaques, e o Tadjiquistão, dos tadjiques. Também por esse motivo, o estado do Maranhão – tão miserável quanto as antigas repúblicas da extinta União Soviética e igualmente terminado em “ão” – poderia muito bem ser rebatizado de Sarneyquistão.
Há 46 anos, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ao lado de sua família e apaniguados, comanda o estado que, segundo o Censo 2010, abriga 32 dos cinqüenta municípios mais miseráveis do país.
Quando Sarney chegou pela primeira vez ao poder, no longínquo ano de 1965, o Maranhão ocupava as últimas posições do ranking nacional de desenvolvimento. A partir de então, seu grupo venceu dez eleições para governador, chefiou o Executivo local por 41 anos e… conseguiu o feito de nada mudar.
O “Sarneyquístão” continua ostentando os indicadores sociais mais vexatórios do país, comparáveis aos das nações mais desvalidas do planeta. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) concluído há duas semanas mostra que a pobreza extrema atinge 14% da população. Em 82 das cidades do estado, a renda média é inferior ao que o Bolsa Família paga em benefícios.
Indicadores sociais do Estado do Maranhão.
Indicadores sociais do Estado do Maranhão.
Outro estudo afirma que 78% dos maranhenses dependem de algum programa oficial de transferência de renda. E não foi a natureza que condenou os maranhenses à miséria.
O estado foi um dos mais prósperos do Brasil até o século XIX. Tem uma localização estratégica, mais próximo dos países ricos do Hemisfério Norte, e terras férteis (que só recentemente, com o cultivo da soja, passaram a ser devidamente exploradas). Seus habitantes vivem no atraso por outras razões.
O historiador Wagner Cabral da Costa, da Universidade Federal do Maranhão, identifica três delas. Nos anos 60, o governo estadual distribuiu grandes extensões de terra a empresas privadas, com a justificativa de assim desenvolver a economia local. A conseqüência foi a formação de latifúndios improdutivos que, utilizados para atividades altamente subsidiadas, como a exploração de madeira e pecuária, resultaram em quase nenhum retorno financeiro para a economia maranhense.
O autor da medida? Ele mesmo, José Sarney. Pautados pelo menos duvidosos critérios que não necessariamente os do interesse público, seus sucessores deram continuidade ao erro, esvaziando os cofres do estado para levar para lá indústrias que demandavam pouca mão de obra. Resultado: metade da população economicamente ativa hoje depende da pequena agricultura.
Segundo o historiador, a terceira razão do atraso é a corrupção. “No Maranhão, ela é endêmica”, diz Cabral da Costa. “A rigor, a República nunca chegou por aqui.”
Em quase cinco décadas, Sarney só perdeu o domínio sobre o seu Sarneyquistão uma vez. Em 2006, Jackson Lago (PDT) derrotou sua filha e herdeira política, Roseana, que concorria ao terceiro mandato de governadora. Mas foi apenas um hiato na história. Em 2009, Lago teve o mandato cassado por compra de votos. Morreu há três meses, não sem antes ver seu adversário ressurgir das cinzas com uma aliança inusitada. Com apoio do ex-presidente Lula, Sarney engajou o PT no projeto de perpetuação de seu clã, conseguiu mais um mandato para Roseana e indicou os titulares dos principais órgãos federais do estado. Lá, a aliança dos dois antigos inimigos foi batizada de “sarnopetismo”. O Maranhão não merecia mais essa praga

domingo, 26 de junho de 2011

"Como é mentiroso esse Décio Sá: incompetente, lambe-botas, muarino"

 Do Blogue do Pedrosa. Ecos das Lutas assina embaixo. 

Só não concorda em xingá-lo de muarino/de besta. Isso é sacanagem com os quadrúpedes citados!


Como é mentiroso esse Décio Sá

Não é à toa que Décio Sá tem um blog oficial da família Sarney. Ele mente muito. Agora fez uma postagem desesperada sobre o episódio  envolvendo o Governo Estadual e o acampamento quilombola. 

O governo Roseana realmente deve estar muito preocupado com o desgate que sofreu, diante de tantas autoridades do governo federal. Por isso, o tema ocupa tanto espaço no blog do Décio.

Ele  agora diz que audiência pública foi uma armação de alguns petistas, mancomunados com o superintendente interino do INCRA, Luiz Alfredo Soares - uma pêta carente de lógica.

Primeiro porque Luiz Alfredo é candidato à superintendência do órgão com apoio da bancada governista. Portanto, não teria nenhum interesse de contribuir com o desgaste de Roseana, com quem mantém relação de confiança política, desde a sua primeira gestão à frente do órgão.

Segundo, porque PSTU e PSOL não teriam nenhum motivo para se aliarem ao Deputado Domingos Dutra (PT), a quem reconhecem como um defensor do governo federal. Esse campo político inclusive não teria também nenhum motivo lógico para criticar o governo roseana e poupar o governo federal, de quem são opositores no plano local e nacional.

Terceiro, porque supõe que as duas Ministras e o presidente nacional do INCRA seria estúpidos o suficiente para serem manobrados pelo Deputado Domingos Dutra, quando estavam em contato com o movimento quilombola, desde a semana anterior, preparando a audiência pública.

Quarto, porque Décio é um jornalista incompetente até para mentir, quando se refere a um suposto diálogo  mantido entre mim e o presidente da OAB-MA, Mário Macieira. Se houvesse tido tal diálogo, seria correto supor que o sistema mirante tem grampos telefônicos na OAB.  Pelo visto não tem. É só mentira mesmo. 

Tudo ocorreu extamente ao contrário do que afirmou o jornalista lambe-botas. O presidente da OAB, por telefone e por mensagem de e-mail, manifestou o desejo de participar da mesa de abertura dos trabalhos, representando diretamente a OAB-MA. No dia seguinte, de manhã, por incompatibilidade de agenda, avisou, por telefone a mim, que não poderia mais estar presente no local - e pediu para que eu representasse a OAB-MA. Como não houve mesa de abertura, sequer tal representação se fez necessária.

E a mentira foi tão burra que Décio ainda diz como a frase fora formulada no imaginário diálogo do presidente da OAB-MA comigo:" Se tem Ministro, só o presidente e a vice-presidente podem participar" . Uma regra inexistente na OAB. Dei boas risadas lendo essa pêta ridícula.

Por último, certamente a mando de algum interesse político, o jornalista muarino (isso mesmo, de muar, ou besta) afirma que eu sou candidato de Domingos Dutra à superintendência do INCRA, omitindo que todas as organizações tradicionais do movimento social agrário do Estado, incluindo a CNBB, indicaram o meu nome, como alternativa à disputa de sempre, do jogo político-partidário. Se eu tiver também o apoio dele e do deputado Bira, melhor ainda, embora o cargo não seja nada atrativo para um sujeito como eu, que sou honesto e não ando com a polícia federal no meu encalço.

Em vez de incentivar publicações deste tipo, o Governo Estadual deveria estar mais preocupado com a pauta dos quilombos. Pelo menos o governo federal meteu a cara e sinalizou por atender alguma coisa que foi reivindicada. 

A Comissão de Direitos Humanos da  OAB-MA não tem nenhum interesse nesse jogo sujo da disputa política local. Atuamos em favor dos quilombos, assim como atuamos em favor de vários outros segmentos injustiçados da sociedade. Nossa atuação se coaduna com a nota divulgada neste mês, pela presidência da OAB-MA, assinada pelo próprio Mário Macieira. E eu mantenho relação estreita com o presidente da nossa Ordem. 

Não temos controle absoluto sobre os movimentos sociais. Nem mesmo as entidades de assessoria aos movimentos sociais têm. Numa plenária de mais de mil pessoas, seria demais esperar uma única expectativa sobre os governos. A crítica, ainda que insolente, não deveria supreender, diante de uma dívida tão grande. Para efeito de simples exemplo, basta mencionar que na pauta existem territórios em conflito desde quando era recém-formado em direito. Saco das Almas - um caso crônico de desídia - data do início da década de setenta. 

Muito embora eu pessoalmente e os colegas de comissão descordem de vaias e de críticas ofensivas, os governos não poderiam esperar que essas pessoas jogassem flores e estendessem um tapete vermelho para brindar a presença das autoridades

O governo que não quiser ser criticado pela sociedade que trabalhe. É simples.

sábado, 25 de junho de 2011

Tiririca: "Nepotismo não pode. Mamãe continue costurando pra fora; papai, continue catando latinha"

Com essa forma criativa de assumir bandeiras políticas sérias, Tiririca vai acabar se tornando um "Sassá Mutema": vai parar no Senado Federal eleito como antítese das práticas estabelecidas por lá, especialmente as de seu presidente, José Sarney.

Abaixo, a mais nova sacada de Tiririca.

Mas sem deixar de tratar o assunto com a devida seriedade, um pouco mais abaixo segue artigo do economista e servidor federal Salvador Fernandes.Nele, Salvador denuncia o nepotismo entranhado na cultura política maranhense.





Nepotismo nos poderes do Maranhão


Salvador Fernandes(*)

Alguns blogueiros da imprensa ludovicense têm postado com frequência notícias de nepotismo cruzado envolvendo autoridades superiores dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Noticia-se uma verdadeira farra de troca de favores centrada, preferencialmente, em parentes próximos. É a fina flor da elite maranhense abocanhando uma fatia expressiva do orçamento estadual. Boa parte, parasitas que ostentam riquezas duvidosas com espaço cativo nas colunas sociais. A meritocracia que se dane, estudar por meses e anos a fio para garantir o ingresso no serviço público mediante a aprovação em concurso, como dispõe a Constituição Federal, nem pensar.  O que importa é a relação de parentesco, por ela se alcançam os elevados postos da burocracia e polpudas remunerações. O ócio é a norma; o labor, exceção, mas o cargo DAS é condição do acordo. É a supremacia da máxima de que uma "mão lava a outra".

Acham tudo normal. Dizem que faz parte do exercício do Poder. Quando denunciados, muitos preferem o silêncio dos mortos. Na imprensa, poucos comentam. Não pode ser tema na grade da mídia governista. Nos seus atos, maculam os princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e da eficiência para fazer valer tratativas escusas, sempre com as digitais do privilégio familiar.

Fenômeno recorrente, porém indignante. Órgãos que deveriam ser republicanos, não passam de espaços burocráticos opacos de afirmação de privilégios pessoais, em detrimento de regras universalistas. Se não bastasse, choca qualquer cidadão o descaso de órgãos estaduais de controle da gestão pública, como o  Ministério Público e o Tribunal de Contas. Em âmbito estadual, não se tem informação de nenhuma ação com vistas a conter esta quermesse com o dinheiro público. Nos municípios, alguns promotores se aventuram, diga-se numa tarefa quase sempre inglória, em tentar estancar a escancarada prática do nepotismo direto promovida pelos gestores municipais.

Na sociedade civil, poucas são as vozes que denunciam tal descalabro. Boa parte dos organismos populares, amordaçados pelas transferências governamentais, acaba silenciando. No caso, tem-se o sentimento de que o combate à corrupção pública, à qual o nepotismo está fortemente associado, é saudosismo de ativistas agarrados ao passado. O mais grave, os ditos Partidos da Esquerda maranhense, naturais baluartes na luta contra a corrupção, em regra não se animam em assumir esta “sensível” empreitada política. Uns por acharem que esta questão não passa de uma falsa moralidade burguesa, outros por terem, quando à frente dos governos estadual e municipais, se lambuzado nas mesmas práticas nepotistas.

Aqui, deixando de lado os melindres e as elucubrações fatalistas, pode-se afirmar que a maldita herança patrimonialista da coroa portuguesa é preservada e amplamente exercitada. Para eles é benigna, perene e imutável.

(*) Salvador Fernandes é Economista, Servidor Público Federal e ex-Presidente Estadual do PT/MA

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vias de Fato: A violência e a impunidade, a culpa e o cinismo


Nesta quarta-feira (22/6), chega a São Luís as ministras dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e da Igualdade Racial, Luiza de Bairros. Pelas (des)informações das páginas do jornal da oligarquia, elas vêm ver o mar de rosas de como tudo vai bem no Governo do Maranhão nessas áreas.

Pura balela. Vêm porque foi o compromisso que o Governo Federal estabeleceu com 19 lavradores e 02 padres para suspenderem uma greve de fome, semana passada, por conta das denúncias da violência no campo no Maranhão.

Vêm ouvir as lideranças rurais que denunciam o estado de violência e assassinato no campo que ronda o Maranhão dos Sarneys.
 
Seria bom que não ligassem a TV no Sistema Mentira, que não folheassem o jornal da oligarquia e que lessem o editorial do jornal Vias de Fato. Ficariam melhor informadas da situação maranhense...
 
Leia abaixo.
 
Editarial do Jornal Vias de Fato (www.viasdefato.jor.br) em 18/06/2011
"Um show de cinismo! Foi isso que alguns maranhenses assistiram, no último dia de 13 de junho, por volta das 19 horas, quando o jornal da TV Mirante (ligada à rede Globo) informou que, naquele dia, “vândalos entraram na sede regional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), reviraram e quebraram tudo”. A matéria reconheceu o fato de haver membros da coordenação local da CPT ameaçados, mas, deixou no ar a possibilidade de ter sido um assalto. Uma rápida fala do Padre Clemir também foi veiculada. E ponto final.
 
A matéria confundiu muito mais do que explicou. Ela serviu, principalmente, para os donos da emissora (grupo Sarney) tentar passar para a opinião pública que não têm nenhuma relação com os tais “vândalos”, quando, na verdade, estes são os eternos capangas de latifundiários, protegidos pelo mesmo grupo Sarney, os cínicos donos da mesma TV Mirante.
 
Estamos falando de um fato dramático. No ano de 2011, em pleno século XXI, a sede da Comissão Pastoral da Terra (CPT), no Maranhão, localizada no centro da capital, em São Luís, foi invadida durante a madrugada do dia 13 de junho. E esta invasão é resultado do clima de violência e de total impunidade vivido num Estado onde a oligarquia/máfia de José Sarney, o presidente do Senado Federal, continua mandando - e promovendo desmandos - no INCRA, no Tribunal de Justiça e no Governo do Estado.
 
A notícia realmente importante é que a CPT, ao lado de lavradores quilombolas ameaçados de morte, esteve participando da coordenação de um acampamento feito na Praça Pedro II, em frente à sede do Tribunal de Justiça e do Palácio dos Leões, indo em seguida para a sede do INCRA, no bairro do Anil. O acampamento durou entre os dias 1º e 10 de junho e denunciou a violência e a impunidade, colocando o governo Roseana e o grupo Sarney entre os principais responsáveis por este problema do Maranhão.
 
O que não pode ser escondido é o fato de dois padres da CPT e 19 lavradores ameaçados, terem feito greve de fome, durante o acampamento do INCRA, para chamar a atenção para o problema da impunidade e da violência no Maranhão. A greve foi suspensa junto com o acampamento no dia 10 de junho e, nas primeiras horas do dia 13, a sede da CPT foi invadida.
 
É fundamental registrar - junto com a notícia da invasão da sede da Pastoral - que estes lavradores e os dois padres só suspenderam a greve e desocuparam a sede do INCRA, quando uma Ministra de Estado assumiu o compromisso de vir ao Maranhão para ouvi-los. E neste caso, tem que ser dito que, apesar do governo Dilma andar de braços dados com a máfia maranhense, apenas uma autoridade federal poderia resolver o impasse.
 
Para os acampados, os representantes do Governo Roseana não valem um Cibazol. Prova disso é que quatro secretários de estado assinaram um documento endereçado a eles e a proposta foi recebida com indignação, considerada ridícula, com ninguém levando a sério o documento assinado por Conceição Andrade (Secretária de Desenvolvimento Agrário), Claudett de Jesus Ribeiro (Secretária de Igualdade Racial), Luiza de Fátima Amorim Oliveira (Secretária de Direitos Humanos) e Aluízio Guimarães Mendes Filho (Secretário de Segurança).
 
A oligarquia/máfia tem o poder para segurar e manipular processos em diferentes tribunais, indicar ministro de Estado e eleger seus apadrinhados na base do abuso de poder político e econômico. Porém, vem de longe o fato de todo este poder ser colocado contra a população do Maranhão, especialmente, contra os mais pobres, caso de trabalhadores rurais (lavradores), ameaçados há décadas pelo avanço do latifúndio, da grilagem de terras e da violência no campo. As organizações populares pagam um preço alto por ficar ao lado das vítimas dessa estrutura de poder. 
 
Hoje, a grande imprensa, controlada pela oligarquia-máfia, só fala em desenvolvimento e em grandes projetos. Sobre a violência no campo e seus verdadeiros responsáveis, o assunto é tratado, por esse mesmo sistema de comunicação, como se o problema fosse na lua.
 
Nos últimos anos, após a volta de Roseana ao governo, aumentou no Maranhão o número de assassinatos no campo. O Poder Executivo (com o auxílio de figurinhas carimbadas do Judiciário) acoberta os mandantes desses crimes. Os casos ocorridos recentemente em Açailândia e São Vicente Férrer (noticiados em edições anteriores deste jornal) são escandalosos e estão aí para provar o que estamos afirmando.
 
O Maranhão sobrevive sob o manto da impunidade. O poder institucional do Estado está a serviço do crime organizado. No caso da terra, as instituições defendem os interesses dos grandes grileiros. Com isso, o latifúndio se esparrama e o clima de barbárie se instala em várias regiões. Isso já foi dito outras vezes neste jornal. E será repetido, sempre que for necessário. 
 
Em 2009, tocaram fogo em uma associação de lavradores quilombolas da Baixada e o governo de Roseana não apurou as responsabilidades. Em 2010, mataram o presidente dessa mesma associação (Flaviano Pinto Neto) e, até hoje, os mandantes estão soltos. Outra liderança da comunidade do Charco, conhecido como Manoel do Charco, vive sob a proteção da Força Nacional. E agora, em 2011, a residência do vice-presidente da mesma associação, Almirandir Pereira, foi alvejada com 3 tiros. Por último, invadiram a sede da Comissão Pastoral da Terra, localizada em plena Rua do Sol, no centro de São Luís.
 
E a TV Mirante diz que a Policia vai investigar. É mesmo? E Roseana? Quer que investigue? E Sarney? E João Alberto? Estão todos preocupadíssimos com o caso de “vandalismo”? É o cúmulo do cinismo!
 
O caso da CPT merecia (no mínimo!!!) uma entrevista com o secretário de segurança do Estado. Quanto à secretaria de Direitos Humanos essa não adiantaria ouvir, afinal, ela efetivamente não existe, só servindo para distribuir umas "medalhas" no final do ano.
 
Encerramos lembrando que, em julho de 1969, José Sarney assinou a Lei de Terras do Maranhão e abriu as portas do estado para os grandes grileiros, tumultuando o processo de regularização fundiária e provocando êxodo rural e violência no campo. Em 2011, a oligarquia-máfia criada por ele (com Roseana no papel de porta estandarte) fala em desenvolvimento e de grandes projetos, mas, na verdade, permite que os ladrões de terras (travestidos de empresários e pecuaristas) atuem como se estivessem no século XIX.
 
Mas, havia uma vantagem naquele tempo. Pois, no século XIX, os coronéis, chefes dos pistoleiros, não tinham uma emissora de TV para confundir a opinião pública e acobertar, cinicamente, os verdadeiros culpados pela violência e pela impunidade."

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Há um ano, greve de fome denunciava intervenção do PT nacional no PT-MA para apoiar Roseana

Há um ano...

... os petistas militantes, de esquerda e contra a oligarquia venciam um Encontro histórico, o que deliberaria pela coligação do PT com Flávio Dino para governador.

... Paulo Frateschi, secretário nacional de Organização, saiu do Maranhão dizendo que o encontro tinha sido legal, legítimo e correto: seria respeitado. Chegando em São Paulo, foi o defensor da tese da intervenção no PT maranhense, na reunião que o Diretório Nacional remeteria de tática para estratégica a aliança com a oligarquia Sarney. Não era mais Lula, agora era o PT aliançado ao sarneismo.

... Dutra e Manoel da Conceição faziam, em Brasília, e Terezinha Fernandes, em São Luís, greve de fome contra a intervenção.

Um ano depois, o algoz do petismo radical maranhense, Paulo Frateschi, volta ao Maranhão. Participou do Encontro Estadual de Organização do partido, sob promoção de Bira do Pindaré (secretário de Organização) e Raimundo Monteiro (presidente), no sábado passado.

Há um ano veio empacotar o PT estadual para o Sarney... e agora, terá empacotado o da capital?


Abaixo, porque o povo tem memória, confira o que Ecos publicava sobre a greve de fome de Dutra e Mané.


domingo, 19 de junho de 2011

"ZECA PINHEIRO NUNCA ME ENGANOU" - Blog Marrapa

Zeca Pinheiro nunca negou sua amizade com Fernando Sarney(montagem)

Blog Marrapa (19/6/2011) - Coluna Falando com franqueza, de Lígia Teixeira:
"Zeca Pinheiro nunca me enganou
Dentre todos os auxiliares que conspiraram para que o Governo Jackson Lago (2007-2009) entrasse em colapso, o Secretário de Fazenda Aziz Santos, o chefe da Casa Civil Aderson Lago e o assessor de Comunicação, Zeca Pinheiro certamente foram os principais. Atrapalharam o ex governador por diversas razões: Aziz por ganância; Aderson por arrogância e Zeca Pinheiro por “trairagem”. Membro do alto clero do Palácio dos Leões por imposição do marqueteiro Evilson Almeida, dono da Imagine Propaganda , Zeca Pinheiro fazia  jogo duplo, levando informações aos adversários de Jackson e disseminava  intrigas entre os demais secretários. Tudo a mando dos que queriam destruir o governador.
Pelos serviços prestados ao grupo Sarney, a recompensa de Zeca chegou em forma de uma nomeação para  a assessoria especial do Senado Federal . Isso mesmo, Zeca Pinheiro agora é oficialmente assessor do Presidente do Senado, José Sarney:
Uma coisa não podemos negar, o Senador José  Sarney sabe como retribuir um favor"

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Flávio Dino não será candidato a prefeito de São Luís... sai a nomeação para a Embratur

Diário Oficial da União de 17/6/2011 - nº. 116
 confirma Flávio na Embratur


O Diário Oficial da União fez a fila andar na presidência da Embratur: sai Mário Augusto Lopes Moysés, entra Flávio Dino Castro e Costa.

A nomeação de Flávio Dino para a Embratur também traz uma consequência imediata às eleições na capital. A fila também andou no PCdoB: Flávio Dino não será candidato a prefeito de São Luís.

A sua escolha pela Embratur é também sua opção por 2014, e não 2012: "Irei me dedicar ao máximo para ajudar nosso país e honrar a confiança da presidente Dilma", anuncia Dino em seu twitter.

A confiança da presidente Dilma, e seu apoio político, não seria colocada em xeque por uma pretensão eleitoral de fazer da Embratur apenas um trampolim até as convenções eleitorais de junho de 2012, na verdade, menos de um ano depois, porque o afastamento dar--se-ia em abril de 2012.

Racionalmente improvável. E quem o conhece, sabe: Flávio não faz política irracional. É como um exímio jogador de xadrez.

E também tem pressa, apesar de estar na casa dos 40 anos. Viabilizar um projeto de esquerda de longo prazo e sustentável, com sua eleição a prefeito em 2012, a partir um leque de alianças com os setores progressistas da cidade, com vistas a construir uma reeleição em 2016, consolidando a ascensão de um verdadeiro bloco de poder sob novas práticas políticas, para então buscar o Governo do Estado, em 2018, seria muito tempo... para ele.

Certamente o ex-futuro candidato a prefeito de São Luís calculou os custos pessoais, políticos e eleitorais de uma candidatura em 2012. 

Diferente de 2008, onde tinha todas as condições políticas (apoio do Planalto, de Lula, do PT e era uma novidade), mas teve que correr atrás das condições eleitorais, para 2012, há apoio eleitoral e muito, mas falta apoio político.

Assim, Flávio convenceu-se que não valeria a pena. Deixaria Castelo à vontade para todo tipo de aliança com a oligarquia (não esqueçamos que Flávio teve o voto de Roseana Sarney e Gastão Vieira, no segundo turno de 2008...) e não teria, de imediato, o apoio de vários setores oposicionistas que lhe vêem com desconfiança, de tucanos a pedetistas, passando pela esquerda socialista. Sem o tempo de TV do PT, o apoio de parte da esquerda petista, que está caindo no canto da sereia de Washington que jura querer Bira de candidato a prefeito, e com seus principais financiadores voltados para a disputa em seus municípios, Dino também deve ter ponderado que não valeria a pena correr tanto risco.  Além do medo de uma terceira derrota consecutiva a cargo majoritário. Apesar dos 49 a 53% de votos que pesquisas internas dos partidos lhe confiam, Flávio não acredita que se ganhe só com a força do povo...

A QUE CUSTO?
Afora isso, há de se investigar o preço dessa nomeação para a Embratur: de 2002, quando Lula chegou ao Planalto, até Dilma (2011), nenhum oposicionista aos interesses da oligarquia Sarney emplacou em cargo federal algum no Maranhão, muito menos em Brasília: que o digam Haroldo Saboia, Domingos Dutra, Joãozinho Ribeiro, Márcio Jardim, Augusto Lobato, Silvio Bembem, Jomar e Terezinha Fernandes. Não fizeram o nosso jogo no Maranhão, espalhava José Dirceu e companhia sobre o veto a esses petistas. Qual o segredo de Flávio Dino? ...

SOBROU PARA O POVO
Quem morar nas vizinhanças do arraial da Praça Maria Aragão, o arraial oficial da Prefeitura de São Luís, que se prepare: vai ter muito foguete à noite toda hoje. Castelo comemorará bastante a saída de seu principal adversário do pário.

A roda gira nas eleições da capital maranhense. Emoções. E ainda falta mais de ano para o pleito.


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 Flávio Dino