quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O BOLSONARISMO NO MARANHÃO


 

Por Franklin Douglas

Doutor em Políticas Públicas, jornalista e advogado

 

A vinda de Flávio Bolsonaro a São Luís está mais para “a montanha pariu um rato” – expressão adequadíssima, por sinal – do que para “um furacão passou pelo Maranhão”.

NEM MAIS, NEM MENOS. Nem superestimar, nem subestimar. Essa deve ser a avaliação concreta que se deve fazer sobre o bolsonarismo no Maranhão. Aqui, em 2022, foram 28,87% dos votos, no segundo turno: cerca de 1.100.000 votos. Particularmente em São Luís, obteve 238.285 votos (39,62%) – Lula totalizou 60,38% (363.131), na capital (71% no estado). Se unificada a votação do bolsonarismo em um candidato, elege um senador. Mesmo distribuído, tende a eleger no mínimo 04 deputados federais. 

Não é pouca coisa! Mas Flávio fez o feijão com arroz, animou e organizou o próprio time, frente a um cenário, inclusive, de ausência de Lula no Maranhão.

Mas, no meio do caminho, existe uma estrutura oligárquica na política maranhense.

O bolsonarismo maranhense é uma versão piorada de seu viés nacional. Não tem líder natural e se divide em três campos que disputam essa referência:

1) o bolsonarismo raiz – que emergiu a partir de 2013 e foi de consolidando em sua moldura mais ideológica, com acampamento em frente ao 24º BC do Exército, sustentando o golpe de janeiro de 2023. Uma de suas expressões é o Dep. Fed. Alan Garcês; por aqui também transita o ex-senador Roberto Rocha (apesar de sua incursão pelo dinismo, quando foi eleito senador, filiado ao PSB). Há ainda a sua vertente religiosa, a exemplo da Dep. Est. Mical Damasceno (embora também tenha transitado pelo dinismo);

2) o bolsonarismo de ocasião – Bolsonaro forte, está com o bolsonarismo. Bolsonaro na prisão, afasta-se do bolsonarismo. Adere até mesmo a seu contraponto, o lulismo (por mera ocasião, também). Maior expressão é o Dep Fed e candidato a senador André Fufuca. Nele também está Josemar do Maranhãozinho e família;

3) o sarnobolsonarismo – sarneista antes de ser bolsonarista, mas se completam perfeitamente. O dep. Fed. Aluízio Mendes é uma de suas maiores expressões.

O bolsonarismo é frágil no Maranhão porque forte é a estrutura oligárquica, que o subsume, subordina, inclui em sua lógica.


Por não ter um partido, nos moldes tradicionais, unificado, é fraco; mas, por possuir um partido digital articulado, é ideologicamente fortíssimo.

Para vencer o bolsonarismo é preciso enfrentá-lo sem medo. Dialogo olho no olho junto ao povo, cujo estado letárgico e de cansado com o status quo lhe empurra para a saída imediatamente mais fácil, mas a um alto custo a longo prazo. NÃO VACILEMOS. Tampouco nos intimidemos.

Flávio Bolsonaro só serviu para animar o time do patriotas que mobilizam-se pela pátria em frente à estátua da liberdade, da Havan... o maranhense é melhor do que isso!

Sou Franklin, candidato a deputado estadual 50.100

Com Lula, pelo Maranhão, pelo Brasil, pelo passe livre estudantil!



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