Por Franklin Douglas
Doutor em Políticas Públicas, jornalista e advogado
A vinda de Flávio Bolsonaro a
São Luís está mais para “a montanha pariu um rato” – expressão adequadíssima,
por sinal – do que para “um furacão passou pelo Maranhão”.
NEM MAIS, NEM MENOS. Nem superestimar, nem subestimar. Essa deve ser a avaliação concreta que se deve fazer sobre o bolsonarismo no Maranhão. Aqui, em 2022, foram 28,87% dos votos, no segundo turno: cerca de 1.100.000 votos. Particularmente em São Luís, obteve 238.285 votos (39,62%) – Lula totalizou 60,38% (363.131), na capital (71% no estado). Se unificada a votação do bolsonarismo em um candidato, elege um senador. Mesmo distribuído, tende a eleger no mínimo 04 deputados federais.
Não é pouca coisa! Mas Flávio fez o feijão com arroz, animou e organizou o próprio time, frente a um cenário, inclusive, de ausência de Lula no Maranhão.
Mas, no meio
do caminho, existe uma estrutura oligárquica na política maranhense.
O bolsonarismo maranhense é uma versão
piorada de seu viés nacional. Não tem líder natural e se divide em três campos
que disputam essa referência:
1) o bolsonarismo raiz – que emergiu
a partir de 2013 e foi de consolidando em sua moldura mais ideológica, com acampamento
em frente ao 24º BC do Exército, sustentando o golpe de janeiro de 2023. Uma de
suas expressões é o Dep. Fed. Alan Garcês; por aqui também transita o
ex-senador Roberto Rocha (apesar de sua incursão pelo dinismo, quando foi eleito
senador, filiado ao PSB). Há ainda a sua vertente religiosa, a exemplo da Dep.
Est. Mical Damasceno (embora também tenha transitado pelo dinismo);
2) o bolsonarismo de ocasião – Bolsonaro
forte, está com o bolsonarismo. Bolsonaro na prisão, afasta-se do bolsonarismo.
Adere até mesmo a seu contraponto, o lulismo (por mera ocasião, também). Maior
expressão é o Dep Fed e candidato a senador André Fufuca. Nele também está Josemar
do Maranhãozinho e família;
3) o sarnobolsonarismo – sarneista
antes de ser bolsonarista, mas se completam perfeitamente. O dep. Fed. Aluízio
Mendes é uma de suas maiores expressões.
O bolsonarismo é frágil no
Maranhão porque forte é a estrutura oligárquica, que o subsume, subordina,
inclui em sua lógica.
Por não ter um partido, nos
moldes tradicionais, unificado, é fraco; mas, por possuir um partido digital articulado,
é ideologicamente fortíssimo.
Para vencer o bolsonarismo é
preciso enfrentá-lo sem medo. Dialogo olho no olho junto ao povo, cujo estado
letárgico e de cansado com o status quo lhe empurra para a saída imediatamente mais
fácil, mas a um alto custo a longo prazo. NÃO VACILEMOS. Tampouco nos
intimidemos.
Flávio Bolsonaro só serviu para
animar o time do patriotas que mobilizam-se pela pátria em frente à estátua da
liberdade, da Havan... o maranhense é melhor do que isso!
Sou Franklin, candidato a
deputado estadual 50.100
Com Lula, pelo Maranhão,
pelo Brasil, pelo passe livre estudantil!


Nenhum comentário:
Postar um comentário