terça-feira, 14 de maio de 2019

Boulos em São Luís, nesta terça-feira (14/5): rumo ao Dia Nacional pela Educação




Boulos na UFMA, nesta terça-feira (14/5), às 17h, na área de vivência

🚩 Em defesa da Universidade pública
     Contra o corte de verbas

🚩 Em defesa da aposentadoria
     Contra a reforma da previdência

🚩 Em defesa da soberania nacional
     Contra o acordo Bolsonaro-EUA que entrega o Centro de Lançamento de Alcântara aos americano

Um esquenta rumo ao Dia Nacional de Luta da Educação 15M


terça-feira, 2 de abril de 2019

PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA. PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA - Abril de muitos debates sobre a Ditadura Militar






Neste vídeo do Diretório Municipal do PSOL de São Luís, Sônia Guajarara, Wagner Baldez (87 anos, alfabetizado por Maria Aragão) e ativistas sociais reforçam o nosso grito para este 31 de Março de 2019: DITADURA NUNCA MAIS!

Vamos repudiar o golpe civil-militar que colocou o Brasil em 21 anos de Ditadura. Em memória dos que tombaram nos porões da tortura e em homenagem aos que resistiram pela construção da Democracia brasileira, às ruas e redes, praças e caminhadas, debates e panfletagens, companheiras e companheiros!

DOM | 31M às 10h
Tribuna Livre Marielle, na praça Benedito Leite, na Feirinha da Cidade, com adesivaço e caminhada do silêncio.
📍Ponto de Encontro: em frente à Igreja da Sé | Às 10 horas

Um minuto de silêncio e vários gritos de DITADURA NUNCA MAIS,
praça Benedito Leite (no domingo, 31/3)

DOM | 31M às 15h
Debate-depoimentos "O que sobrou da ditadura e os novos autoritarismo", com Joãozinho Ribeiro, Helena Heluy, Arleth Borges e Joisiane Gamba.
📍Onde: praça do Letrado (Vinhais) | Às 15 horas



 QUA | 3Abr às 17h30
Mesa-redonsa "Ditadura nunca mais", com Josefa Batista Lopes, Arleth Borges, Wagner Cabral e Francisco Gonçalves, sob promoção da APRUMA.
📍Onde: auditório setorial do CCH (UFMA) | Às 17h30min




 QUA | 4Abr às 9horas
Mesa-redonsa "Censura às artes na ditadura militar no Maranhão e na atualidade", com Alexandre de Albuquerque (artista, ex-pesquisador da Comissão Nacional da Verdade) e Murilo Santos (cineasta, ex-perseguido político), sob promoção do C.A de Artes Visuais.
📍Onde: Hall do CCH (UFMA) | Às 9h





 TER | 12Abr às 17h
Exibição do filme "Batismo de Sangue", seguido de debate com Marcus Baccega (Depto. História/UFMA) e Joana Coutinho (Depto. Sociologias/UFMA).
📍Onde: auditório Ribamar Caldeira do CCH (UFMA) | Às 17horas



segunda-feira, 1 de abril de 2019

TORTURA NUNCA MAIS!



Franklin Douglas (*)

Cara leitora, caro leitor, permito-lhe pular a leitura dos três próximos parágrafos deste artigo: são realmente desumanos os casos relatados... Trata-se de registros cruéis do que foi a prática da tortura no tempo da ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985), no seu período mais duro. São registros feitos no livro “Brasil Nunca Mais” (da Arquidiocese de São Paulo), coletados pela Comissão Nacional da Verdade e depoimentos levados ao ar, ao final de cada capítulo da novela “Amor e Revolução”, no ano de 2011. Dos quais, destaco estes:


Exemplo 1 de tortura pela Ditadura, uma atrocidade – Depoimento de Jarbas Marques na televisão, ao final da novela citada: ele foi torturado nu, com cobra e um jacaré de 1m20cm. Foi usado como cobaia em aula de tortura. Viu uma barata ser colocada na vagina de uma mulher, que estava sendo torturada no pau de arara. Viu um preso enlouquecer com as torturas tendo desvio de coprofagia (comia as próprias fezes). Sofreu tortura sexual e teve éter introduzido no ânus: “
A sensação do éter no ânus é que eu ia ter um edema de glote, por que minha língua inchou que parecia a língua de um boi...Antes de qualquer reação, pense, caro/a leitor/a: esse torturado poderia ter sido seu pai!





Exemplo 2 de tortura pela Ditadura, uma monstruosidade – Depoimento de Maria Amélia Teles: torturada por Brilhante Ustra (aquele militar, exaltado pelo presidente Bolsonaro), ela foi à chamada “cadeira de dragão”, uma cadeira de ferro, onde se amarrava a pessoa por braços e pernas e se aplicava eletrochoques de 220 volts, com eletrodos e fios elétricos nos órgãos genitais, orelhas, nariz. Ela sofreu tortura física, sexual e psicológica: “Trouxeram meus filhos para me ver. E um deles, de cinco anos, perguntou por que eu estava com a cor azul... eu, na verdade, estava toda roxa, após uma noite toda de tortura, com choque elétrico no ânus, na vagina, na boca... estava cheia de hematomas...Antes de qualquer reação, pense, caro/a leitor/a: essa torturada poderia ter sido sua mãe!





Exemplo 3 de tortura pela Ditadura, uma barbaridade – Depoimento de Derlei Catarina de Luca - PRESA POR ENGANO! Foi torturada, dias e noites, no pau de arara, com choques elétricos, porque achavam que ela seria uma procurada pelo regime, a agitadora Maria Aparecida Costa. Danrlei não era “terrorista”, não era filiada a partido, não militava contra o regime... Apenas foi confundida com outra pessoa... “
Recebi muitos choques... só parou quando desconfiaram que eu não seria a pessoa que procuravam e decidiram averiguar a minha documentação com as minhas impressões digitais... só aí concluíram que tinham se enganado...Antes de qualquer reação, pense, caro/a leitor/a: essa torturada poderia ter sido sua filha, sua irmã!







Fico nesses três brutais exemplos, apenas para tentar chamar a atenção dos que não leram, ouviram falar ou não têm qualquer conhecimento desse período ocorrido no Brasil e ficam a propagar sem noção um “viva à Ditadura Militar!”

Nesse período, de 30 a 50 mil pessoas foram presas ilicitamente e torturadas (o instrumento do
habeas corpus foi extinto nesse período); 4.841 pessoas punidas com a perda de direitos políticos, aposentados, demitidos do trabalho; 3.783 funcionários públicos foram perseguidos e demitidos ou compulsoriamente aposentados, dos quais 72 professores e 61 pesquisadores de nossas universidades.

De tais números e diversos casos, um dele foi reconhecido pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que concluiu pela condenação do Estado brasileiro pela tortura e morte do jornalista Vladimir Herzog, assassinado nas dependências do DOI/CODI, centro de tortura em São Paulo.

Por tudo isso e muito mais, o 31 de março de 1964, na verdade, o golpe militar de 1º de abril de 1964, o Dia da Mentira (mas ficaria uma piada pronta, no primeiro de abril se aplicar um golpe militar sob o argumento de que se estava salvando a democracia no País!!), não pode ser exaltado, comemorado ou rememorado sob a ótica defendida pelo presidente da República Jair Bolsonaro. Seria um escárnio com a vida desses milhares de torturados e perseguidos pela Ditadura Militar.

Três vivas, sim: à Defensoria Pública da União! À juíza federal Ivani Silva da Luz!! Às 19 seções estaduais do Ministério Público Federal que repudiaram essa tentativa de comemoração do golpe contra nosso Estado Democrático de Direito. A primeira entrou com ação civil pública contestando a moralidade e legalidade do ato presidencial. A segunda deu razão e deferiu favoravelmente o pedido da DPU. A nota dos 19 MPF´s nos estados (entre os quais está o do Maranhão e, vejam, não está o do Paraná, da operação Lavajato...), a convicção de que há vozes contrárias às ações que desconstruam nosso pacto democrático e nossa Constituição de 1988.

Ações relevantes, por estamos num tempo em que é preciso, para que não se esqueça de e para que nunca mais aconteça, dizer bem alto: DITADURA NUNCA MAIS!!!





(*) Franklin Douglas – professor e doutor em Políticas Públicas.
E-mail: franklin.artigos@gmail.com

sexta-feira, 15 de março de 2019

MARIELLE VIVE!





Franklin Douglas (*)

Três perguntas não calam, desde o dia 14 de março de 2018:

Primeira – quem matou Marielle?

Segunda – quem mandou matar Marielle?

Terceira – quem acoberta os que mandaram matar Marielle?

Marielle era a síntese das classes subalternas que ousam não se calar.

Era negra, tal qual cerca de 17 milhões da população brasileira que assim se autodeclararam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2017, divulgada pelo IBGE (PNAD Contínua 2017-IBGE) – precisos 8,6% dos brasileiros.

Era mulher, como a maioria da população do país, 51,6% (PNAD Contínua 2017-IBGE) – quase 107 milhões de mulheres.

Era da periferia, assim como significativa parte da população que reside em domicílios que têm dificuldades de acesso à água diariamente, de ligação com esgotamento sanitário, de coleta de lixo. Território onde juventudes estão sob a ameaça da violência, do tráfico de drogas, de milícias, da falta de escola e postos de saúde.

Por isso a vereadora do PSOL do Rio de Janeiro, em apenas um ano e meio de mandato, projetou-se como símbolo da luta antirracista, antimachista, por direitos de LGBTI´s, de jovens e da população da periferia. Foi, como diz o samba-enredo da vitoriosa Mangueira no carnaval deste 2019, a vez em que o Brasil passou a ouvir “Marias, Marielles e Malês”, pois trazia consigo “a história que a história não conta”.

Marielle ousou enfrentar os poderosos que se entranham no Estado e tratam a coisa pública como privada. Ousou ser uma voz de muitas e de muitos. Sua dureza na denúncia das mazelas sociais não se sobrepunha a sua ternura na forma de ver e encarar a vida.

Calar Marielle, assassinando-a, foi premeditadamente um crime para intimidar lutadores sociais, amedrontar os que vêm debaixo e exigem participar da cena pública como sujeitos de seu destino.

Os que a mataram, os que mandaram matá-la e os que acobertam os que mandaram matar Marielle falharam!

Foi-se a Marielle Franco no dia 14 de março de 2018, emergiram milhares de Marielles no dia seguinte! Vozes que gritam bem alto e exigem respostas para as três perguntas que continuarão sendo ecoadas enquanto o crime não for por completo elucidado: quem matou, quem mandou matar e quem acoberta quem mandou matar?

Uma CPI das Milícias, no Congresso Nacional, é urgente para buscar essas respostas. Todas as investigações, um ano depois, não avançam para jogar luz sobre os vínculos das milícias cariocas com o assassinato de Marielle. Só uma avalanche de assinaturas e mensagens junto aos parlamentares federais poderá garantir que essa CPI seja criada. Essa é uma movimentação a ser feita por aqueles e por aquelas que não deixam a voz de Marielle calar: exigir uma CPI das Milícias, já!

Tentaram calar uma voz, mas acordaram milhares! Não vamos deixar. MARIELE VIVE!!



(*) Franklin Douglas – professor e doutor em Políticas Públicas. E-mail: franklin.artigos@gmail.com

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Esperança para manter a resistência!




Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Com Mario Quintana, lhes desejo um 2019 de esperança!

Feliz ano novo aos amigos e amigas do Ecos das Lutas, porque o importante é ser feliz!

Franklin Douglas


quinta-feira, 27 de setembro de 2018

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2018: SETE ERROS E UM DESTINO



ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2018:
SETE ERROS E UM DESTINO
            Por Franklin Douglas (*)              

Nestas eleições à Presidência da República, o campo progressista precisa ter muito cuidado em sua luta política em defesa da Democracia. Do contrário, pode cometer erros fatais, especialmente na tentativa de derrotar o candidato do PSL, Jair Bolsonaro. São sete erros na disputa eleitoral que podem conduzir, ineditamente, pelo voto popular, o bolsonarismo ao Palácio do Planalto. São eles:
1. Tentar tirar votos do Bolsonaro xingando o eleitor e a eleitora do Bolsonaro;
2. Tratar o eleitor e a eleitora do Bolsonaro como um incapaz de pensar, refletir e raciocinar sobre o próprio voto;
3. Argumentar de forma mal humorada ou mal educada com o eleitor e a eleitora dele;
4. Dizer que o eleitor e a eleitora de Bolsonaro são iguais a ele, rotulando a opção desse eleitorado como um voto homofóbico, misógino, racista;
5. Argumentar a partir de dados de pesquisas de opinião;
6. Combater o voto em Bolsonaro pelo seu viés mais forte, a ideologia conservadora de viés fascista;
7. Tratar esta eleição como um plebiscito entre PT e antipetismo.
TEMOS QUE COBRAR DO ELEITOR E DA ELEITORA DO BOLSONARO A LEITURA DO PROGRAMA DE GOVERNO E DAS PROPOSTAS DELE!!! Se sabem quais são as propostas concretas do candidato para gerar empregos e tirar o Brasil da atual crise econômica.
Devemos travar com esse eleitorado um diálogo paciente, educativo, respeitoso e compreensivo, mas firme, frente à gritante situação social na qual o país se encontra. Um cenário que possibilita diversas pessoas em desesperadora situação social, de forma muito fácil, a aderir a opções e soluções imediatas e sem necessidade de grandes elaborações complexas.
E isso se faz por duas formas:
(i) expondo o eleitor e a eleitora de Bolsonaro a própria incoerência quando diante de propostas do candidato com as quais esse eleitorado não concorda e;
(ii) explorando a discordância do eleitor e da eleitora com propostas que não sabiam que Bolsonaro defende em seu programa de governo.
E mais: num país onde vices importam (e muito!), questionar o eleitor e a eleitora se eles conhecem o vice de Bolsonaro, o general que, estando o candidato esfaqueado na mesa de cirurgia, já conspirava para tomar o lugar do titular nos debates e atividades de campanha.
Lembremos: pela direita, o Brasil já teve as experiências de Jânio Quadros, nos anos 1960, e Collor de Mello, nos anos 1990. Mas, pela primeira vez, nos anos 2000, a extrema direita tem um líder tão popular e eleitoralmente forte, impondo sua pauta política, inclusive, aos setores de centro-direita no país. Jair Bolsonaro cresceu graças a um cenário de ampla frustração social e econômica das classes trabalhadoras. Incorpora o voto de protesto contra tudo que está aí, com uma pauta retrógrada.
Para não cometer esses erros capitais e não sofrer uma derrota para Bolsonaro e sua agenda de ódio, é preciso paciência e habilidade. Evidente, esse esforço é destinado ao eleitorado que, sinceramente, busca uma saída (imediata) para a crise do país, e está seduzido por ele.
Para o eleitor e a eleitora ideológica e politicamente engajados, pouco ou nada adiantará todo esse trabalho e cuidado, pois já saíram do âmbito da racionalidade sobre o próprio voto para o nível de torcida. E, nesse caso, é como religião e futebol, não adianta nada argumentar!
A isto tudo, acrescente-se: devemos fazer amplas mobilizações em defesa do projeto humanista e de civilização que se contraponha à barbárie, do amor versus a política do ódio. Cidadãos e cidadãs, mulheres, educadores, intelectuais e artistas, cristãos autênticos, gente do povo e de paz, estão todas e todos desafiados a não ficar parados e se movimentarem à favor de um Brasil sem ódio.
Como já dizia Apparício Torelly (1895-1971), o “Barão de Itararé”: “Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.” Não fosse difícil desmontar Bolsonaro e seu discurso, tudo seria fácil nestas eleições de 2018!



(*) Prof. Franklin Douglas – jornalista e advogado, tem doutorado em Políticas Públicas.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

terça-feira, 2 de maio de 2017

Deputados de classe... Organização empresarial homenageia deputados à favor da terceirização



PELA TERCEIRIZAÇÃO

Dos deputados ligados ao grupo Sarney: Aluisio Mendes, Cleber Verde, Hildo Rocha, João Marcelo, Júnior Marreca, Juscelino Filho e Victor Mendes

Dos deputados com Flávio Dino: José Reinaldo Tavares e Pedro Fernandes.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Artigo Haroldo Saboia - (Cena da política maranhense) BRIGA DE GENTE GRANDE


Por Haroldo Saboia - via Facebook


O episódio de Bacabal - em que o ministro Gilmar Mendes concede liminar assegurando a posse do ruralista José Vieira -, além de ilustrar intrincadas relações de poder, revela o governador Flávio Dino absolutamente à vontade no exercício de velhas práticas políticas.
Já não se trata do jovem egresso da política estudantil de esquerda com uma década de experiência na magistratura.

Nem tampouco do novo e repentino amigo e aliado do governador José Reinaldo (ainda nos Leões, em ruptura com os Sarneys) que o elege deputado federal, em 2006, e governador, em 2014, ao comandar uma poderosa articulação de forças locais em dissidência com a velha oligarquia.

Não! Não! Nem mais uma sombra de qualquer romantismo de esquerda! Nada! A imagem com que Flávio se apresenta, hoje, aos maranhenses é de um político inteligente, astuto e ambicioso, cada vez mais ávido de poder e fama, mesmo que às custas de fatias crescentes do orçamento público da Comunicação.

O episódio de Bacabal é emblemático pela frieza com que é apunhalado um adversário até então dócil e cordial. 

É briga de gente grande que lembra disputas florentinas ora refinadas, ora de inusitadas atrocidades!

Envolve diretamente o Senador João Alberto e o governador Flávio Dino.
Reza a lenda que sua origem está nas relações do grupo do Senador do PMDB com o Palácio dos Leões.


João Alberto, governista empedernido, desde o início do governo Dino buscou estabelecer laços franciscanos e pontes fisiológicas com os novos palacianos. Cedo constituiu o PMDB chapa branca liderado na Assembleia pelo Deputado Roberto Costa – votando sempre ou quase sempre as propostas governistas.





Na Assembleia, a oposição ao governo Flavio Dino, em consequência, ficou restrita ao PMDB autenticamente oligárquico, integrado por deputados familiares: Andrea Murad, Adriano Sarney, Edilásio Filho e Sousa Neto.

A pedido do governador, João Alberto teria levado o PMDB de São Luís a não apoiar qualquer candidatura “competitiva” à prefeitura, para não ceder, portanto, seu precioso tempo de TV. O PMDB chapa branca do senador optou por lançar na Capital candidatura própria.

Em Bacabal, em contrapartida, seu candidato, Roberto Costa, navegou em céu de brigadeiro. Mesmo sem a maioria dos votos, Costa foi proclamado eleito, pois José Vieira, vitorioso nas urnas, concorrera sub judice já que sua candidatura houvera sido indeferida pela Lei de Ficha Limpa.

Eis que, de repente, uma liminar assinada pelo reconhecidamente insuspeito ministro Gilmar Mendes se abate sobre o pupilo do senador.






A decisão que impede Roberto Costa de tomar posse teria sido recebida por João Alberto como um brutal contragolpe, um verdadeiro rompimento de um pacto, como uma traição a um acordo firmado desde o início do governo dinista.

É que o Brasil todo conhece as excelentes relações do ultraliberal e conservador Gilmar Mendes com o presumível comunista Flávio Dino, do PC do B.

Dino ainda juiz, após ter assessorado Nelson Jobim no STF, aproximou-se e tornou-se amigo de Gilmar Mendes.

Eleito deputado federal em 2006, e derrotado ao pleitear o governo do Estado, em 2010, Flavio, sem mandato, no início de 2011, aceitou convite de Gilmar Mendes para dirigir o seu Instituto de Direito Público (IDP) - em Brasília.

E lá permaneceu até que o PCdoB viabilizasse junto a presidente Dilma Rousseff sua ida para a presidência da EMBRATUR.

Governador, Flávio Dino não esqueceu nem o Instituto de Direito Público nem o seu amigo ministro Gilmar Mendes.


Já no primeiro ano de sua gestão, contratou o Instituto de Direito Público (IDP), através da Escola de Governo do Maranhão, para ministrar o curso “Aperfeiçoamento e Atualização nos Fundamentos e Procedimentos da Administração”.




Do valor global do contrato, já foram pagos 1.446.966,40 reais (entre abril e setembro de 2016) do total de 4.793.932,00 reais empenhados desde 2015.

QUASE 5 MILHÕES DE REAIS DO ORÇAMENTO DE UM ESTADO POBRE por um curso de 102 horas-aula “que utiliza metodologia online na modalidade Ensino a Distância (EaD)”: dividido em três módulos com a previsão de serem abertos “por seminários presenciais com renomados profissionais” (site da Escola de Governo do Maranhão,EGMA,01/03/2016 ).

Diante desse cenário, uma pergunta circula nos três poderes maranhenses e na Justiça Eleitoral: como será o próximo round desta contenda João Alberto X Flávio Dino, dessa “briga de gente grande”?!


domingo, 21 de fevereiro de 2016

Artigo de Wagner Baldez: 50 anos... O SUFICIENTE PARA DEIXAR O MARANHÃO DE MULETAS!





Por Wagner Baldez (*)

Um dos momentos mais divertidos que experimentamos, nesses últimos tempos, aconteceu quando, em tom de blague, um amigo enviou-nos um exemplar do jornal O ESTADO DO MARANHÃO, contendo nesse um encarte cujas páginas e respectivos espaços foram reservados - só que de maneira apócrifa - para tecer exacerbada apologia a respeito da trajetória política do ex-senador JOSÉ DE RIBAMAR FERREIRA ARAÚJO COSTA, por cognome JOSÉ SARNEY.



As tais obras, acrescidas de incontáveis projetos enumerados na sua entrevista, se assemelham às pilhérias do Almanaque Capivarol, do que algo jamais acontecido, sobretudo quando afirma haver, como governador, executado em 4 anos o mais profundo programa educacional do Estado: UMA FACULDADE POR ANO; UM GINÁSIO POR MÊS; UMA ESCOLA POR DIA.
Foi nesse exato momento em que fomos acometidos de um surto de risos!
No desejo de prosseguir com a leitura, procuramos controlar tal situação, o que se tornou um tanto complicado; pois não é, para surpresa nossa, que a própria mentira se dispôs a fazer cócegas em nosso corpo, não só por considerar fantasiosa as afirmações contidas na fala do ex-parlamentar, como para ajudar-nos a sustentar as justificadas gargalhadas! A essas alturas tanto ríamos, como ela também.
Os recursos adaptados na entrevista iam além das mentiras, passando a ser uma patacoada, segundo o conceito emitido pela senhora mentira.
Mediante citado comportamento, inferimos que se dela dependesse, recusaria a prestar serviço de tal natureza. E logo para quem?!... Justamente para a pessoa que sempre procurou usá-la em ocasiões que requeresse, necessariamente, a sua ajuda.
Após alguns minutos em que assumira dita tarefa, a senhora mentira retornou ao seu lugar de origem para continuar representando o triste e solitário papel para a qual fora destinada.
O Brasil tem conhecimento da forma como mencionado personagem se revelou na politicagem.
Quatro foram as vertentes para conseguir suas execráveis conquistas: ambição pelo poder e glória (sofre de doxomania); traição; conveniência e cabotinismo; afora outros defeitos possíveis e impossíveis!


Para ele, toda atividade condenável adquire aparência de normalidade. O que interessa não são os meios, mas os fins.
Igualmente consta ter o mesmo a fama de experiente convolador.
Quanto à afirmação de haver sido a geração de jovens poetas os principais elementos a mudar as péssimas condições em que se encontrava o estado, não passa de um despautério ou embuste.
Apenas quatro foram os poetas a participar da luta contra o referido modelo vigente: José Nascimento Morais – aliás, o mais autêntico e combativo; Bandeira Tribuzi, até então comunista; Carlos Cunha e Nauro Machado. O restante, inclusive uma parcela expressiva de intelectuais, vivia pendurado na frauda do senador Vitorino Freire; posição esta assumida para garantir-lhes, exclusivamente, seus interesses pessoais, seguindo o exemplo do jovem Sarney, ao tempo, Deputado Federal.
O entrevistado sequer, por um dever moral, cívico e partidário, faz alusão aos que realmente foram os principais atores desse movimento histórico: La Rocque, Millet, Neiva Moreira e demais próceres!
Também omitiu a decidida contribuição prestada pelos deputados La Rocque e Millet, ao conseguirem que o TSE retirasse das folhas de votação mais de 200 mil votos fraudados, o que concorreu para a vitória do candidato, acidentalmente, apresentado pelas Oposições.

Se dependesse, como ele próprio assegura, da geração de poetas, intelectuais, inclusive reforçado pelas suas palavras messiânicas, jamais em tempo algum seria eleito, já que era estigmatizado por ser egresso do Vitorinismo-Newtismo! Essa é a verdade incontestável!
Portanto, bem diferente das suas intervenções quando entrevistado, cujo texto não passa de enxertos verbais ou retórica de fumaça!
Ele, Sarney, simula desconhecer que há mais de 20 anos vinha o grupo Oposicionista lutando obstinadamente contra o Vitorinismo, a fim de libertar o povo maranhense. Enquanto isso acontecia, Sarney comodamente permanecia aboletado nas poltronas do Palácio dos Leões se aproveitando das benesses que lhe eram proporcionadas.
Perguntem, os leitores, qual a posição por ele assumida na greve de 1951: se do lado do movimento oposicionista, rebelde e paredista ou ao lado de Eugênio de Barros, candidato do senador Vitorino Freire e do governador Newton Belo? E se, também, não fora ele recompensado, inclusive, a história registra, com a nomeação do seu irmão Evandro para a Chefia de Gabinete desse mesmo governo?!
Tampouco trata haver sido Presidente do Partido do militares, e depois de alguns anos de serviços prestados a essas instituições gregárias, passou a ocupar o Palácio do Planalto, oportunidade em que, com sua habitual empáfia e sem o mínimo escrúpulo, se proclamou PALADINO DA DEMOCRACIA!!!


Sobre mencionada particularidade, ele, de forma temerosa, se recusa a tratar do referido assunto, a fim de que não chegue ao conhecimento da NOVA GERAÇÃO... 
Outro detalhe que merece destaque: para o entrevistado prestar de forma cabotina suas desastrosas afirmações a respeito das obras executadas pelo seu governo, é desconhecer ou destratar, propositadamente, as realizações concretizadas pelos doutores Paulo Ramos e Jackson Lago quando ocuparam, para orgulho das pessoas de bom senso, a chefia do Executivo maranhense.
De todas as pregações que recolhemos da entrevista, a cena considerada tragicômica, foi sem dúvida a parte dedicada ao reconhecimento da vida pública do mencionado personagem, já que nenhum dos expoentes máximo da política nacional ou mesmo estadual se manifestou para os encômios de praxe: talvez receosos de comprometerem suas imagens perante o público... Ficando essa difícil e ridícula missão ao deputado SARNEY FILHO e ao neto ADRIANO SARNEY; depoimentos que não passam de acintoso vitupério!


Temos renovado em nossos artigos a máxima de nossa autoria: PASSADO COMPROMETEDOR, FUTURO DUVIDOSO!...
 “A glória só é um bem quando alguém é digno dela”. Não é o caso do senhor José Sarney!!




(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Direção Estadual do PSOL/MA