terça-feira, 29 de setembro de 2026

O INEDITISMO DAS ELEIÇÕES DE 2026 NO MARANHÃO

 


Por Franklin Douglas

Doutor em Políticas Públicas, jornalista e advogado

 

A história não se repete: ou é tragédia ou farsa. Já sabemos. Mas há algo de absolutamente inédito nesta eleição maranhense de 2026: a renovação geracional da estrutura oligárquica.

Orleans Brandão (MDB) tem 31 anos. Se eleito governador, será o mais jovem governador a chegar ao cargo, superando José Sarney, em 1965, quando foi eleito com 35 anos. É a completa renovação da oligarquia, sendo o clã Brandão o herdeiro do espólio que o clã Sarney sustentou por décadas no estado, alguns mandatos divididos com o clã Lobão.

Eduardo Braide (PSD) possui 50 anos. Chegando ao Palácio dos Leões, tornar-se o legítimo herdeiro da “dissidência oligárquica”: campo político que já foi representado pelo malufista Cafeteira, pelo collorido João Castelo e pelo tucano Roberto Rocha.

Felipe Camarão (PT) soma 44 anos. Trata-se da única opção de renovação por fora da estrutura oligárquica, que sinaliza um rompimento com ela, ainda que oriundo por dentro dessa estrutura. Na prática, consolidou-se como uma opção pela esquerda, algo mais próximo desse feito só visto nas eleições de 1990 (com Conceição Andrade – PSB, Neudson Claudino – PT, na vice) e de 1994 (com Jackson Lago – PDT, Jomar Fernandes – PT, na vice). Desde lá, a esquerda se perdeu no caminho de trilhar uma perspectiva própria alternativa.

Vencedores, qualquer um dos três significará uma inédita condição na política maranhense:

1) Orleans Brandão governador será o mais novo mandatário no cargo. Pelo menos 20 anos de mando. Se perder, terá sido o primeiro a não ser eleito pelo Palácio dos Leões. Os Leões nunca perderam uma eleição no Maranhão, desde a redemocratização. Em 2006, estava ao lado de Jackson, no rompimento de José Reinaldo Tavares com os Sarneys. Em 2014, Roseana não colocou os Leões para abocanhar a candidatura de Flávio Dino, cristianizando Lobão Filho (MDB);

2) Eduardo Braide governador será a consolidação da política digital das redes sociais. Nunca antes um candidato ganhou por fora do apoio das estruturas reais do poder local no Maranhão. Será pelo menos mais 10 anos no poder;

3) Felipe Camarão eleito será a primeira vitória nas urnas de um petista ao comando dos Leões. Abre-se uma janela de perspectivas para a oposição pela esquerda.

O SISTEMA É FODA! Popularizou o filme Tropa de Elite. No Maranhão, não é diferente. Gesta sua renovação sob controle, por dentro e pela “dissidência” de sua estrutura oligárquica de poder.

O debate da Rede Globo/TV Mirante de hoje define qual cenário se consolida, aponta se teremos um ou dois turnos e deve reafirmar: no Maranhão, nestas de eleições de 2026, TUDO MUDARÁ PARA QUE TUDO PERMANEÇA COMO ESTÁ!


Sou Franklin, candidato a deputado estadual 50.100

Com Lula, pelo Maranhão, pelo Brasil, pelo passe livre estudantil!


quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O BOLSONARISMO NO MARANHÃO


 

Por Franklin Douglas

Doutor em Políticas Públicas, jornalista e advogado

 

A vinda de Flávio Bolsonaro a São Luís está mais para “a montanha pariu um rato” – expressão adequadíssima, por sinal – do que para “um furacão passou pelo Maranhão”.

NEM MAIS, NEM MENOS. Nem superestimar, nem subestimar. Essa deve ser a avaliação concreta que se deve fazer sobre o bolsonarismo no Maranhão. Aqui, em 2022, foram 28,87% dos votos, no segundo turno: cerca de 1.100.000 votos. Particularmente em São Luís, obteve 238.285 votos (39,62%) – Lula totalizou 60,38% (363.131), na capital (71% no estado). Se unificada a votação do bolsonarismo em um candidato, elege um senador. Mesmo distribuído, tende a eleger no mínimo 04 deputados federais. 

Não é pouca coisa! Mas Flávio fez o feijão com arroz, animou e organizou o próprio time, frente a um cenário, inclusive, de ausência de Lula no Maranhão.

Mas, no meio do caminho, existe uma estrutura oligárquica na política maranhense.

O bolsonarismo maranhense é uma versão piorada de seu viés nacional. Não tem líder natural e se divide em três campos que disputam essa referência:

1) o bolsonarismo raiz – que emergiu a partir de 2013 e foi de consolidando em sua moldura mais ideológica, com acampamento em frente ao 24º BC do Exército, sustentando o golpe de janeiro de 2023. Uma de suas expressões é o Dep. Fed. Alan Garcês; por aqui também transita o ex-senador Roberto Rocha (apesar de sua incursão pelo dinismo, quando foi eleito senador, filiado ao PSB). Há ainda a sua vertente religiosa, a exemplo da Dep. Est. Mical Damasceno (embora também tenha transitado pelo dinismo);

2) o bolsonarismo de ocasião – Bolsonaro forte, está com o bolsonarismo. Bolsonaro na prisão, afasta-se do bolsonarismo. Adere até mesmo a seu contraponto, o lulismo (por mera ocasião, também). Maior expressão é o Dep Fed e candidato a senador André Fufuca. Nele também está Josemar do Maranhãozinho e família;

3) o sarnobolsonarismo – sarneista antes de ser bolsonarista, mas se completam perfeitamente. O dep. Fed. Aluízio Mendes é uma de suas maiores expressões.

O bolsonarismo é frágil no Maranhão porque forte é a estrutura oligárquica, que o subsume, subordina, inclui em sua lógica.


Por não ter um partido, nos moldes tradicionais, unificado, é fraco; mas, por possuir um partido digital articulado, é ideologicamente fortíssimo.

Para vencer o bolsonarismo é preciso enfrentá-lo sem medo. Dialogo olho no olho junto ao povo, cujo estado letárgico e de cansado com o status quo lhe empurra para a saída imediatamente mais fácil, mas a um alto custo a longo prazo. NÃO VACILEMOS. Tampouco nos intimidemos.

Flávio Bolsonaro só serviu para animar o time do patriotas que mobilizam-se pela pátria em frente à estátua da liberdade, da Havan... o maranhense é melhor do que isso!

Sou Franklin, candidato a deputado estadual 50.100

Com Lula, pelo Maranhão, pelo Brasil, pelo passe livre estudantil!



sexta-feira, 11 de setembro de 2026

O LULISMO NO MARANHÃO

 




Por Franklin Douglas

 

No Maranhão, o lulismo é muito maior do que o petismo. No ranking dos estados com maior votação, o Piauí ocupa a primeira posição (com 76% dos votos dados a Lula, em 2022), seguido por Bahia (72%) e Maranhão (71%). Nos dois primeiros, o petismo é forte; no terceiro, frágil.

1) No Piauí, o PT elegeu: Rafael Fonteles para o governo; Wellington Dias para o Senado; 04 deputados federais; e 12 deputados estaduais;

2) Na Bahia, consagrou-se com a eleição de Jerônimo Rodrigues; mantém Jacques Wagner como senador; elegeu 07 deputados federais; e 09 deputados estaduais;

3) No Maranhão, não tem deputado estadual, possui um deputado federal, passou a ter uma senadora (que não foi eleita pelo partido) e tem um vice-governador.

O petismo nunca se fortaleceu a partir do lulismo no Maranhão.

Lá atrás, em 2006, atrelou-se a Jackson Lago (PDT) e, em 2010, a Roseana Sarney (PMDB); em 2014 e 2018, ancorou-se em Flávio Dino (PCdoB/PSB); em 2022, entrou num acordo (não cumprido) com Carlos Brandão (PSB/PMDB).

No Maranhão, o lulismo é capturado por forças oligárquicas, majoritariamente, o chamado lulismo de ocasião: estão com Lula enquanto Lula tem força. Exemplo maior: a família Sarney, o clã Brandão.

Na mesma trilha, pelo centro que orbita o poder, qualquer um que seja o mandatário(a) à frente da Presidência da República: o caso mais emblemático é o de Fufuca, ex-ministro de Esporte do Lula (mas que ele oculta isso em sua propaganda eleitoral... só diz que foi ministro do Esporte, mas não de qual governo...). Isso, para não perder o votos do “lulismo sem Lula”, representado nesta eleição por Eduardo Braide.

Diante dessas três vertentes do lulismo (o lulopetismo; o sarnolulismo; e o lulismo sem Lula), a posição  política e eleitoral que se exige é TODO APOIO A LULA. O que está em jogo é um projeto civilizacional no planeta. Reeleger Lula é derrotar o trumpismo e o projeto de barbárie da extrema direta mundial e no Brasil.

Com a mão no nariz, façamos a coisa certa: Lula é de todos! O que não nos impede de buscar a eleição de nossos parlamentares que reforcem uma bancada popular que enfrente o Congresso Inimigo do Povo. À luta, temos muita campanha ainda pela frente!

CONSTRUIR A VITÓRIA DE LULA E LIBERTAR ELE DO CONGRESSO INIMIGO DO POVO, eis nosso rumo em 2026!

 

Sou Franklin, candidato a deputado estadual 50.100

Com Lula, pelo Maranhão, pelo Brasil, pelo passe livre estudantil!