sábado, 3 de maio de 2014

Dom Tomas Balduíno, presente!



NOTA DE FALECIMENTO
Dom Tomás Balduino, fundador da CPT, fez a sua páscoa

“Para tudo há uma ocasião certa;
há um tempo certo para cada propósito
debaixo do céu: Tempo de nascer e tempo de morrer,
tempo de plantar
e tempo de arrancar o que se plantou...
tempo de lutar e tempo de viver em paz”. 
(Eclesiastes 3:1-8)


É com grande pesar e muita tristeza que a Comissão Pastoral da Terra (CPT) comunica a todos e todas o falecimento de Dom Tomás Balduino. Fundador da CPT, bispo emérito da cidade de Goiás e frade dominicano, Dom Tomás lutou por toda sua vida pela defesa dos direitos dos pobres da terra, dos indígenas, das demais comunidades tradicionais, e por justiça social. Nem mesmo com a saúde debilitada e internado no hospital ele deixava de se preocupar com a questão da terra e pedia, em conversas, para saber o que estava acontecendo no mundo.

Aos 91 anos, completados em dezembro passado, Dom Tomás Balduino, o bispo da reforma agrária e dos indígenas, nos deixa seu exemplo de luta, esperança e crença no Deus dos pobres. Ficamos, hoje, todos e todas um pouco órfãos, mas seguimos na certeza de quem Dom Tomás está e estará presente sempre, nos pés que marcham por esse país e nas bandeiras que tremulam por esse mundo em busca de uma sociedade mais justa e igualitária.
Dom Tomás faleceu em decorrência de uma trombo embolia pulmonar, às 23h30 de ontem, 02 de maio de 2014. Ele permaneceu internado entre os dias 14 e 24 de abril último no hospital Anis Rassi, em Goiânia. Teve alta hospitalar dia 24, e no dia seguinte foi novamente internado, porém desta vez no Hospital Neurológico, também em Goiânia. 

O Corpo será velado na Igreja São Judas Tadeu, no Setor Coimbra, em Goiânia, até às 10 horas do domingo, dia 4 de maio, momento em que será concelebrada a Eucaristia, e logo em seguida será transladado para a cidade de Goiás (GO), onde será velado na Catedral da cidade até às 9 horas da segunda-feira, 5 de maio, e logo em seguida será sepultado na própria Catedral. 
Biografia de Dom Tomás Balduino
Dom Tomás Balduino nasceu em Posse, Goiás, no dia 31 de dezembro de 1922. Ele é filho de José Balduino de Sousa Décio, goiano, e de Felicidade de Sousa Ortiz, paulista. Seu nome de batismo é Paulo, Paulo Balduino de Sousa Décio. Foi o último filho homem de uma família de onze filhos, três homens e oito mulheres. Ao se tornar religioso dominicano recebeu o nome de Frei Tomás, como era costume.

Para melhor atender a enorme região da Prelazia que abrangia todo o Vale do Araguaia paraense e parte do baixo Araguaia mato-grossense, fez o curso de piloto de aviação. Amigos solidários da Itália o presentearam com um teco-teco com o qual prestou inestimável serviço, sobretudo no apoio e articulação dos povos indígenas. Também ajudou a salvar pessoas perseguidas pela Ditadura Militar.
Em 1967, foi nomeado bispo diocesano da Cidade de Goiás. Nesse mesmo ano foi ordenado bispo e assumiu o pastoreio da Diocese, onde permaneceu durante 31 anos, até 1999 quando, ao completar 75 anos, apresentou sua renúncia e mudou-se para Goiânia. Seu ministério episcopal coincidiu, a maior parte do tempo, com a Ditadura Militar (1964-1985).
Alguns movimentos nacionais como o Movimento do Custo de Vida, a Campanha Nacional pela Reforma Agrária, encontraram apoio e guarida de Dom Tomás e nasceram na Diocese de Goiás.
Dom Tomás foi personagem fundamental no processo de criação do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em 1972, e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 1975.  Nas duas instituições Dom Tomás sempre teve atuação destacada, tendo sido presidente do CIMI, de 1980 a 1984 e presidente da CPT de 1999 a2005. A Assembleia Geral da CPT, em 2005, o nomeou Conselheiro Permanente.
Depois de deixar a Diocese, além de ser presidente da CPT, desenvolveu uma extensa e longa pauta de conferências e palestras em Seminários, Simpósios e Congressos, tanto no Brasil quanto no exterior. Por sua atuação firme e corajosa recebeu diversas condecorações e homenagens Brasil afora.

Foi designado, em 2003, membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, CDES, do Governo Federal, cargo que deixou por sentir que pouco ou nada contribuía para as mudanças almejadas pela nação brasileira. Foi também nomeado membro do Conselho Nacional de Educação.

Fonte: CPT Nacional

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Artigo Wagner Baldez: BARRA DO CORDA NOS ARQUIVOS DO TEMPO


 

Wagner Baldez (*)



Com veemente disposição, submeto-me ao exaustivo labor de procurar nos arquivos do tempo acontecimentos relacionados com os descobrimentos dos municípios maranhenses. Ainda que todos despertassem no meu espírito profundo interesse, a verdade é que, neste particular, a BARRA DO CORDA mereceu o aporte de minha preferência, sobretudo pelo seu valioso e consagrado acervo histórico.

As diversas etapas de sua expressiva e fascinante trajetória exercem uma força telúrica arrebatadora, que acaba por vincular emocionalmente o leitor aos destinos do referido território.

Já nos albores de sua existência, os membros da expedição exploradora previram que naquele local surgiria uma civilização com a nobre missão de revitalizar o progresso do sertão, até então no mais completo isolamento, devido à falta de povoamento nessa extensa faixa de terra recém-descoberta.

Considerando a sua localização no centro geográfico do Estado, logicamente que a BARRA DO CORDA funcionaria, inclusive, como entreposto ou polo de integração, facilitando a aproximação de agrupamentos humanos distanciados um dos outros.

Tão logo espalhada a notícia do acontecimento, começou o fluxo de pessoas vindas dos mais longínquos recantos: mormente pelas informações obtidas de que o lugar possuía terras férteis, matas exuberante, rico em água, clima ameno, o que fazia do local o mais precioso jardim dos sertões maranhenses!

Não por acaso, pois, nasceu num berçário de flores, já que no mês de maio (3) de 1835, data oficial do seu descobrimento pelo sertanista cearense Manuel Rodrigues de Melo Uchoa.

A acolhida que espontaneamente era dispensada a todos que para lá se dirigiam com a finalidade de fixar moradia, contribuiu para que a sua ocupação se fizesse de forma acelerada.

Com o crescimento populacional, BARRA DO CORDA se encontrava apta a iniciar o seu desenvolvimento econômico, social, político e cultural, e foi exatamente isso que ocorreu.

Por inspiração do Dr. Isaac Martins, culto e digno magistrado, foi fundado o primeiro estabelecimento de instrução secundária da interland maranhense, inclusive em sistema de internato. “O Colégio Popular”, como viera a ser denominado, prestou relevantes serviços à mocidade de toda vasta região sertaneja.

O ensino ministrado era da mais perfeita qualidade, já que o corpo docente era constituído de renomados educadores!

BARRA DO CORDA passou a ser reconhecida como FAROL DO SABER e POLO IRRADIADOR DE CULTURA, a iluminar as mentalidades sequiosas de conhecimentos.

Dr. Isaac Martins foi também o criador do Jornal O NORTE, através do qual difundiu as ideias republicanas. Mas um título vinha a ser incorporado ao glorioso perfil da BARRA DO CORDA: MATRIZ DO MOVIMENTO REPUBLICANO no Estado do Maranhão!

Embora tenha deixado de enumerar outros eventos de significativa importância (dada à exiguidade do espaço), somente esses a que fiz alusão, tornam-se o suficiente para celebrizar o município que completa 179 anos de existência, o que, aliás, constitui motivo de orgulho para seus filhos, sobremaneira por saberem reconhecidos pela História os fatos memoráveis conquistados com acendrado amor e elevado civismo.

Parabéns BARRA DO CORDA, por completares 179 anos de caminhada no tempo; pois somente aqueles que se dispõem a este tipo de enfrentamento podem viver todos os dias com a certeza de chegar.


(*) Wagner Baldez - Funcionário Público Aposentado, é membro da Comitê de Defesa da Ilha e fundador do Instituto Maria Aragão. Integra a Direção Estadual do PSOL/MA.

domingo, 20 de abril de 2014

CRÔNICA DE UMA DERROTA ANUNCIADA?

Foto: CRÔNICA DE UMA DERROTA ANUNCIADA?

Franklin Douglas

Primeira afirmação: "Ele errou ao decidir vincular sua candidatura a do PSDB".

Segunda afirmação: "Num estado que tem o maior contigente de beneficiários dos programas sociais e do Bolsa-Família, ir para o palanque dos que chamam esse programa de bolsa-esmola é um suicídio. É o que ele está cometendo".

Terceira afirmação: "No Maranhão, Lula obteve a segunda maior votação no Brasil. O conjunto desse eleitorado não é Lula+Sarney, existe uma parcela significativa Lula+antissarney. Ao optar pelo tucano, ele abriu mão de disputar esse eleitorado"

Quarta afirmação: "Lula é Sarney. Onde Lula estiver, a gente tem que estar do lado contrário. Ele está certo, vamos com o PSDB".

Não, cara leitora, caro leitor, ao contrário do que parece, o ele em destaque não se trata de Flávio Dino, como o fato político da semana (a declaração de apoio do tucano Aécio Neves ao pré-candidato do PCdoB) dá a entender.

Refere-se, na verdade, a Jackson Lago, ex-governador, cassado em 2009, quando optou, na eleição de 2010, ao fechar aliança com José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República, naquele ano.

A chapa de Jackson teria como candidatos a senadores o deputado federal Roberto Rocha e o ex-ministro do STJ Edson Vidigal, ambos, então, tucanos, unindo PDT, PSDB e PTC, na coligação "O povo é maior".

A tática eleitoral resultou em 73% dos votos em Imperatriz, 15% dos votos em São Luís, as duas cidades administradas por tucanos (Sebastião Madeira e João Castelo), e num total de 19,54% dos votos ao final do primeiro turno, ficando atrás do outro candidato oposicionista vinculado ao lulismo, Flávio Dino (PCdoB-PSB-PPS), que alcançou o segundo lugar com 29% dos votos. Sob suspeita de fraude, a candidata da oligarquia levou a eleição no primeiro turno.

A soma dos dois candidatos instalados no condomínio do Planalto (Roseana - 50,08%; e Dino - 29,4%) teve cerca de 9% a mais que a quantidade de votos dados a Dilma no Maranhão - 70,5%, a maior votação obtida no país. No segundo turno, exatamente o mesmo percentual: Dilma totalizou 79,09% dos votos. Serra ficou com 15,09%, no primeiro turno, e 20,91%, no segundo turno.

Há outros elementos a acrescentar à análise, tais como: a intervenção do PT nacional no PT maranhense, forçando a coligação com Roseana; o uso, pelo candidato do PCdoB,  de que o candidato do PDT teria seu registro cassado, por estar enquadrado na Lei da Ficha Limpa - o que não aconteceu; a cristianização de Jackson, abandonado por sua coligação e empresários aliados que se afastaram do candidato no desenrolar do processo eleitoral; o "pragmatismo" dos prefeitos das cidades do interior e dos vereadores da capital, em sua maioria retornando à base da oligarquia, após a volta de Roseana via o golpe judiciário de 2009; o desgaste dos dois anos de governo da Frente de Libertação do Maranhão; a excelente performance do candidato do PCdoB na capital, fruto da quase vitória em 2012, evitada pelo (desastroso) apoio dado pelo PDT de Jackson à eleição de Castelo; dentre outros pontos.

Mas para a variável isolada em análise, o fato é que a tática eleitoral de unir-se aos tucanos para garantir a eleição no Maranhão é um equívoco já devidamente evidenciado pelo resultado das eleições passadas. Como corretamente avaliaram, naquela ocasião, dirigentes das correntes das alas antissarneysistas no PT, responsáveis pelas duas primeiras afirmativas no início deste artigo, e um alto comandante da campanha comunista, autor da terceira afirmação. E errou feio um alto dirigente pedetista, autor da quarta afirmação, que herdaria o controle partidário pós-Lago e, sem pudor algum, depois de votar em Serra, comporia o governo Dilma.

O que mudou? Estruturalmente nada. Eleitoralmente há um cenário de fragilização da coligação nacional, mas que não se reflete no Maranhão. Estadualmente, há um favoritismo oposicionista que não é inédito na história política maranhense, e foi revertida pela oligarquia a partir dos erros das oposições. Especialmente daquela que, vocacionada para ser oposição de esquerda, sucumbiu ao atalho fácil como o caminho para ganhar uma eleição, e se tornou uma oposição conservadora, de viés de direita: no projeto e nas alianças eleitorais.

Estaríamos, uma vez mais, diante da crônica de uma derrota anunciada?

Em tempo: o título deste artigo parafraseia o nome de um dos livros de Gabriel Garcia Marques- Crônica de uma Morte Anunciada, de 1981. Por ele, minha homenagem aquele que foi o abre-alas de literatura latino-americana para o Mundo. Partiu em 17/04/2014, aos 87 anos, mas deixou o legado de seu "realismo fantástico", neste tempos em que as atuais gerações tomam gosto pela literatura a partir de um "fantástico irrealismo".

Artigo aqui:
http://ecosdaslutas.blogspot.com.br/2014/04/cronica-de-uma-derrota-anunciada.html  
Franklin Douglas (*) 



Primeira afirmação: "Ele errou ao decidir vincular sua candidatura a do PSDB".
Segunda afirmação: "Num estado que tem o maior contingente de beneficiários dos programas sociais e do Bolsa-Família, ir para o palanque dos que chamam esse programa de bolsa-esmola é um suicídio. É o que ele está cometendo".
Terceira afirmação: "No Maranhão, Lula obteve a segunda maior votação no Brasil. O conjunto desse eleitorado não é Lula+Sarney, existe uma parcela significativa Lula+antissarney. Ao optar pelo tucano, ele abriu mão de disputar esse eleitorado".
Quarta afirmação: "Lula é Sarney. Onde Lula estiver, a gente tem que estar do lado contrário. Ele está certo, vamos com o PSDB".
Não, cara leitora, caro leitor, ao contrário do que parece, o ele em destaque não se trata de Flávio Dino, como o fato político da semana (a declaração de apoio do tucano Aécio Neves ao pré-candidato do PCdoB) dá a entender.
Refere-se, na verdade, a Jackson Lago, ex-governador, cassado em 2009, quando optou, na eleição de 2010, por fechar aliança com José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República, naquele ano.
A chapa de Jackson teria como candidatos a senadores o deputado federal Roberto Rocha e o ex-ministro do STJ Edson Vidigal, ambos, então, tucanos, unindo PDT, PSDB e PTC, na coligação "O povo é maior".
A tática eleitoral resultou em 73% dos votos em Imperatriz, 15% dos votos em São Luís, as duas cidades administradas por tucanos (Sebastião Madeira e João Castelo), e num total de 19,54% dos votos ao final do primeiro turno, ficando atrás do outro candidato oposicionista vinculado ao lulismo, Flávio Dino (PCdoB-PSB-PPS), que alcançou o segundo lugar com 29% dos votos. Sob suspeita de fraude, a candidata da oligarquia levou a eleição no primeiro turno.
A soma dos dois candidatos instalados no condomínio do Planalto (Roseana - 50,08%; e Dino - 29,4%) teve cerca de 9% a mais que a quantidade de votos dados a Dilma no Maranhão - 70,5%, a maior votação obtida no país. No segundo turno, exatamente o mesmo percentual dados a Roseana e Flávio no primeiro turno: Dilma totalizou 79,09% dos votos. Serra ficou com 15,09%, no primeiro turno, e 20,91%, no segundo turno.
Há outros elementos a acrescentar à análise, tais como: a intervenção do PT nacional no PT maranhense, forçando a coligação com Roseana; o uso, pelo candidato do PCdoB, de que o candidato do PDT teria seu registro cassado, por estar enquadrado na Lei da Ficha Limpa - o que não aconteceu; a cristianização de Jackson, abandonado por sua coligação e empresários aliados que se afastaram do candidato no desenrolar do processo eleitoral; o "pragmatismo" dos prefeitos das cidades do interior e dos vereadores da capital, em sua maioria retornando à base da oligarquia, após a volta de Roseana via o golpe judiciário de 2009; o desgaste dos dois anos de governo da Frente de Libertação do Maranhão; o excelente desempenho do candidato do PCdoB na capital, fruto da quase vitória em 2008, evitada pelo (desastroso) apoio dado pelo PDT de Jackson à eleição de Castelo; dentre outros pontos.
Mas para a variável isolada em análise, o fato é que a tática eleitoral de unir-se aos tucanos para garantir a eleição no Maranhão é um equívoco já devidamente evidenciado pelo resultado das eleições passadas. Como corretamente avaliaram, naquela ocasião, dirigentes das correntes das alas antissarneysistas no PT, responsáveis pelas duas primeiras afirmativas no início deste artigo, e um alto comandante da campanha comunista, autor da terceira afirmação. E errou feio um alto dirigente pedetista, autor da quarta afirmação, que herdaria o controle partidário pós-Lago e, sem pudor algum, depois de votar em Serra, comporia o governo Dilma.
O que mudou? Estruturalmente nada. Eleitoralmente há um cenário de fragilização da coligação nacional, mas que não se reflete no Maranhão. Estadualmente, há um favoritismo oposicionista que não é inédito na história política maranhense, e, em outras oportunidades, já foi revertido pela oligarquia, a partir dos erros das oposições. Especialmente daquela que, vocacionada para ser oposição de esquerda, sucumbiu ao atalho como o caminho fácil para ganhar uma eleição, e se tornou uma oposição conservadora, de viés de direita: no projeto e nas alianças eleitorais.
Estaríamos, uma vez mais, diante da crônica de uma derrota anunciada?

Em tempo: o título deste artigo parafraseia o nome de um dos livros de Gabriel Garcia Marques- Crônica de uma Morte Anunciada, de 1981. Por ele, minha homenagem aquele que foi o abre-alas de literatura latino-americana para o Mundo. Partiu em 17/04/2014, aos 87 anos, mas deixou o legado de seu "realismo fantástico", neste tempos em que as atuais gerações tomam gosto pela literatura a partir de um "fantástico irrealismo".



(*) Franklin Douglas -  jornalista e professor, doutorando em Políticas Públicas (UFMA), escreve ao Jornal Pequeno aos domingos, quinzenalmente. Publicado na edição de 20/04/2014, opinião - p. 03

quarta-feira, 2 de abril de 2014

PSOL: prisão de Coronel Melo é mais uma arbitrariedade do (des)governo Roseana Sarney





NOTA PÚBLICA:
PRISÃO DO CORONEL MELO É MAIS UMA ARBITRARIEDADE DO (DES)GOVERNO ROSEANA SARNEY!
Todo apoio à greve dos Policiais Militares e Bombeiros do Maranhão!
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) REPUDIA a prisão do Coronel da Polícia Militar do Maranhão, Francisco Melo, na data de hoje, ordenada pelo Comando da Polícia Militar deste mesmo Estado.
Até o momento, a única resposta dada pelo Governo do Estado para as reivindicações não atendidas, desde a greve de 2011, são prisões, ameaças a familiares, escutas telefônicas e outras modalidades de retaliações para criminalizar e reprimir o movimento grevista, deflagrado pelos policiais e bombeiros militares.
O PSOL reafirma seu compromisso político com a luta travada por policiais e bombeiros pela democratização e pela integração das polícias, o que significa enterrar o lixo autoritário representado pelos estatutos e regimentos que orientam um modelo de hierarquia e disciplina ultrapassado.
AFIRMAMOS como legítimo e necessário o movimento deflagrado pelos policiais e bombeiros militares do Estado do Maranhão, numa conjuntura em que a pauta da segurança pública se coloca na ordem do dia, apesar da indiferença e do autoritarismo do governo Roseana Sarney.
DENUNCIAMOS o governo Roseana Sarney por sua omissão em relação aos direitos dos policiais e bombeiros militares do Estado, que reivindicam hoje o Código de Ética, a Lei de Promoção, carga horária, constantes do acordo de 2011, jamais cumprido, e anistia para os grevistas.
TODO APOIO À GREVE DOS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES DO MARANHÃO!


São Luís (MA), 1º de abril de 2014.
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)

terça-feira, 1 de abril de 2014

50 anos de uma mentira - o golpe foi em defesa da Democracia...

http://hugo-freitas.blogspot.com.br/search?updated-max=2014-04-01T15:53:00-03:00&max-results=5

A imagem acima, "pesquei" do blog do Hugo Freitas (como ele diz). Dois textos de autoria dele são de boa leitura sobre o fato histórico.

Carlos Leen também tem produzido boas postagens sobre o Golpe de 64, confira aqui.

Sobre o papel da Rede Globo na legitimação dos governos dos generais, Luiz Carlos Azenha traz uma entrevista com César Bolaño - aqui.

Mas vem de um projeto viabilizado por estudantes de Jornalismo da FAMECOS (PUC/RS) o que considero a melhor Cronologia do Golpe. Registrado via Twitter, após extensa pesquisa histórica, o 
perfil Cronologia do Golpe expõe o desenrolar dos fatos em torno do Golpe Militar de 1964.

Vale a pena conferir em Cronologia do Golpe - @golpe1964.

Naquele 31 de março e 1º de abril, a maior mentira da História do Brasil: um golpe militar em defesa da democracia no país. Abaixo, como a mentira foi contada pelos jornais da época:

Capa da Folha de São Paulo é dedicada ao avanço militar da rebelião.

Folha de São Paulo, 1º de abril de 1964.




Jornal do Brasil também pede renúncia de Jango e acusa apoiadores do governo de invadirem a redação

Jornal do Brasil, 1º de abril de 1964

Correio da Manhã publica editorial intitulado "Fora!", exigindo a renúncia de Jango.

Correio da Manhã de 1º de abril de 2014.