sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Situação indígena em Arame é gravíssima: assassinato de indiozinho de 8 anos é ponta do iceberg

Um bom trabalho de jornalismo foi feito por Lissandra Leite e Rogério Tomaz Júnior, a partir da denúncia trazida a público por Alice Pires. Sinal de que há vida inteligente e comprometida com os direitos humanos no jornalismo maranhense. É a única coisa positiva dentro dessa tragédia indígena em Arame.

Cheguei a conversar com a liderança indígena Sonia Guajajara. É exatamente o que relatam os colegas. E mais: a situação está ficando habitual, de tão repetitiva na região. O extraordinário foi o fato vir a público.

Confira as informações sobre o caso:

Quarta-feira (4/01): Alice Pires, do Vias de Fato, torna público o assassinato de um indiozinho de 8 anos em Arame


E quando os Guajajaras me ligaram ontem dizendo que o índio que os madeireiros jogaram álcool e tocaram fogo e ficaram assistindo ele queimar até morrer, tinha só uns 8 aninhos de idade não consegui mais dormir....O indiozinho era da etnia Awá-Gwajá, da reserva de Araribóia, município de Arame no Maranhão.


Quinta-feira (5/01)
Rogério Tomaz Júnior, de Brasília, repercute denúncia no blogue Conexão BrasíliaMaranhão:


Sexta-feira (6/01)
Rogério Tomaz Junior, em trabalho de apuração, confirma, estarrecido, que a situação é pior do que pensava, a partir de nota do CIMI (Conselho Indigenista Missionário):

Lideranças denunciam assassinato de criança indígena Awá-Guajá na Terra Indígena Araribóia

Lideranças indígenas do povo Guajajara da aldeia Zutiwa, Terra Indígena Araribóia, no Maranhão, denunciam o assassinato de uma criança Awá-Guajá que pertencia a um grupo em situação de isolamento.
O corpo foi encontrado carbonizado em outubro do ano passado num acampamento abandonado pelos Awá isolados, a cerca de 20 quilômetrosda aldeia Patizal do povo Tenetehara, região localizada no município de Arame (MA). A Fundação Nacional do Índio (Funai) foi informada do episódio em novembro e nenhuma investigação do caso está em curso. (continue lendo aqui)


Sexta-feira (6/01)
Jornalista Lissandra Leite traz mais informações sobre o caso, em seu facebook:

Está causando revolta nas redes sociais a denúncia do assassinato de uma criança indígena, da etnia Awa-Gwajá, que teria sido queimada por madeireiros na região da terra indígena de Araribóia, no município de Arame-MA. A denúncia foi feita por índios guajajaras à jornalista Alice Pires, da OAB, e a Gilderlan Rodrigues da Silva, do Conselho Indigenista Missionário – CIMI.

Segundo Gilderlan, os guajajaras das aldeias Jititiua e Patisal, durante suas atividades de caça, já vinham travando algum contato com o grupo Awá que se encontrava acampado a cerca de 20 km da aldeia Patisal. Desde o final de setembro, entretanto, com a entrada de madeireiros na área do acampamento, surgiram relatos de conflitos e os Awá se retiraram da área. A morte do indígena teria acontecido neste período. O CIMI está buscando mais informações sobre o caso, inclusive um novo contato com o índio Clóvis Guajajara, liderança da aldeia Patisal, que teria visto o corpo e repassado a informação à organização, para fazer uma denúncia formal.

Por telefone, o chefe de posto da Funai em Amarante, Luís Carlos Guajajaras, também confirmou que vários indígenas da região estão relatando este caso, mas que ainda não pôde fazer uma visita ao local do acampamento, onde estaria o corpo carbonizado. “Como é uma região de conflitos, é bastante perigoso andar por lá”, explica. Segundo ele, os indígenas da região dizem que há restos humanos em uma coivara – fogueira feita com a madeira que será dispensada em uma ação de desmatamento –, mas não soube precisar se seriam de uma criança. Acredita-se que a morte tenha sido causada por madeireiros exatamente pela situação de conflito e pelo fato da possível vítima estar queimada em um resto de desmatamento. Mas não há confirmação das condições em que teria acontecido a morte.

Não foi possível fazer contato com nenhum indígena da região que tenha visto o corpo. Há relatos de que os guajajaras que foram até o local do acampamento chegaram a fazer um vídeo do corpo, com um celular, mas o CIMI ainda está buscando essa gravação.

Ninguém obteve relatos diretos dos Awás que pudessem esclarecer o que de fato aconteceu antes do grupo deixar o acampamento. “Pelas informações que recebemos, eles devem estar próximos à Lagoa Comprida, em Amarante, área mais protegida da ação dos madeireiros”, informa Gilderlan. O CIMI nacional deve emitir uma nota pedindo a apuração das denúncias. “O histórico de violência contra indígenas na região é grande e já foram feitas denúncias de situações diversas ao Ministério Público de Imperatriz e à Frente de Proteção Etnoambiental da Funai”, conclui Gilderlan.

No momento, ainda não há investigações conduzidas pela Polícia, pois não há uma denúncia formal. É importante ressaltar que a Funai já tem conhecimento das denúncias desde novembro, mas não realizou nenhuma visita à área para confirmar a existência do corpo.


Deputado Domingos Dutra anuncia que vai solicitar que a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados investigue o caso

Esse caso está apenas começando... e a "IMPRENSA" de nosso estado, não vai dizer nada??

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Segundo IG, nem deputados são autorizados a visitar navio da Vale prestes a afundar

Yan Boechat, do iG São Paulo, informa que nem os deputados estaduais são autorizados a visitar o navio da Vale.
A Assembleia Legislativa, que não consegue sequer apurar seus "malfeitos" no caso de propina da  lei antibabaçu, é tratada com desdém pela Vale. Também, a empresa deve saber com quem está lhe dando...
Abaixo, o texto do iG.

Deputados não são autorizados a visitar navio da Vale que ameaça afundar

Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do MA ameaça convocar a Vale para explicações se não for autorizada a conhecer problemas do Vale Beijing de perto



Os deputados maranhenses estão sendo impedidos de visitar o navio Vale Beijing, que ameaça afundar na costa maranhense por conta de rachaduras no seu casco. O presidente da comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Léo Cunha (PSC), pretende convocar a Vale e a Capitania dos Portos de São Luís para prestar explicações a respeito da situação do navio caso não seja autorizado até a quinta-feira a visitar a embarcação. Léo Cunha enviou um requerimento à Capitania dos Portos no dia 22 de dezembro pedindo que a autoridade marítima permitisse que os deputados visitassem o navio, que corre risco de afundar no litoral maranhense por conta de uma rachadura em seu casco.
Até quarta-feira, no entanto, a Comissão de Meio Ambiente não havia recebido nenhum comunicado da Capitania. “Estamos muito preocupados com a situação e nem nós e nem a população temos sido informados sobre o que está acontecendo com esse navio”, afirmou o deputado.
De acordo com ele, os parlamentares decidiram aguardar até a quinta-feira para tomar outras medidas a fim de obter informações sobre o que está sendo feito para evitar um desastre ecológico em São Luís. “Se não nos responderem, vamos convocar a Capitania dos Portos e a Vale para prestar explicações sobre o que está acontecendo”, disse ele. “Isso não pode continuar assim, vamos adotar um posicionamento forte”, afirmou o parlamentar.
O Vale Beijing apresentou rachaduras no casco exatamente há um mês, quando estava sendo carregado com mais de 360 mil toneladas de minério de ferro no porto da Ponta da Madeira, em São Luís. Em um primeiro momento o navio foi rebocado para uma posição na entrada do canal, a 11 quilômetros de distância do porto. Após tentativas fracassadas de retirar parte das sete mil toneladas de combustível com que esta carregado, o navio foi novamente rebocado. Dessa vez, para uma posição em alto mar, a 64 quilômetros da costa maranhense.
Até agora pouco se sabe sobre as dimensões das rachaduras no casco do navio, que fazia sua viagem inaugural. Em nota divulgada ontem, a STX Pan Ocean, a dona da embarcação, que está arrendada para a Vale por 25 anos, informou apenas que “grande plano de ação de reparos está sendo realizado”, sem, no entanto dar mais detalhes sobre o que está sendo feito. A Vale, que encomendou 35 navios do mesmo modelo, conhecidos como Valemax, afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto pelo fato de a embarcação pertencer a outra empresa.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

triste reputação...

     Sarney, o "algema de ouro" de 2011    
Sarney lidera a disputa; Dirceu em segundo
SARNEY LIDERA COM FOLGA CONCURSO "ALGEMA DE OURO"
RIO - O movimento contra a corrupção 31 de Julho, do Rio, prorrogou a votação para o Troféu Algemas de Ouro 2011, que vai "premiar" os que abusam dos "malfeitos" na política. Os critérios para a escolha dos candidatos são dos organizadores do concurso. Os interessados podem fazer suas escolhas até o dia 15 de janeiro no Facebook.

Até a virada de 2011 para 2012, foram apurados 3.177 votos. O resultado parcial mostra que o senador José Sarney (1.739 votos) passou o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu (686) e agora lidera a “corrida” pelas algemas douradas. A terceira colocada é a deputada federal Jaqueline Roriz, com 293 votos. Ao todo, são nove candidatos: Antonio Palocci (176 votos), Carlos Lupi (107), Alfredo Nascimento (93), Wagner Rossi (32), Orlando Silva (28) e Pedro Novais (21) completam a lista.

Para Ana Luiza Archer, integrante do movimento, o ranking mostra que os eleitores tardam a esquecer denúncias de corrupção:
— O Sarney e o Dirceu não estão no foco da mídia, mas estão disparados na frente. O brasileiro demora para esquecer as denúncias.

A premiação, que será feita com sósias ou bonecos, está marcada para o dia 19 de janeiro, em local ainda indefinido.


Nessa eleição, Ecos das Lutas recomenda: TODO APOIO A SARNEY

Vote no Facebook, aqui.

Triste educação superior...

Rir para não chorar do curso de Medicina do Uniceuma e sua campanha publicitária
UNICEUMA É PUNIDO PELO MEC E PERDE VAGAS NO CURSO DE MEDICINA 
Ao complemento à "charge eletrônica" publicada no Marrapá (leia aqui), Ecos das Lutas acrescenta, repercutindo o artigo "Tem estudante que faz crítica..." (Jornal Pequeno, 25/12/11), a análise do Grupo de Estudo da Imagem do curso de Licenciatura em Artes Visuais da UFMA (Anacleta Santos, André Brandão, Celiane Louzeiro, Fernando Nascimento, Saulo Simões e Eugênio Araújo-cood.) que vai direto ao que interessa: a nova campanha publicitária do Uniceuma é preconceituosa e equivocada.
Alerta o grupo:
"A referida campanha (...) apela para o sentido polivalente de seus estudantes, com slogans do tipo: 'Tem bailarina que faz Direito', 'Tem músico que faz Arquitetura', 'Tem fotógrafo que faz Administração', 'Tem artista plástico que faz Nutrição', etc sempre precedidos pela frase chave: 'O Uniceuma tem o seu perfil' " (...)
"No nível subliminar a campanha parece afirmar o fracasso das profissões artísticas, o que tornaria conveniente e quase obrigatório ao profissional da arte ter uma segunda carreira (...) Parece que só artista fracassa e tem que recorrer a outras profissões (...)"
E conclui:
"Campanhas publicitárias traduzem a posição ideológica e social de uma empresa (...) Nenhuma atividade é superior a outra, cada uma tem seu papel na formação e desenvolvimento da sociedade"
Não por outro motivo,  o escracho da "charge eletrônica" acima sobre a campanha ganhou repercussão nas redes sociais.

Triste liderança...

Maranhão é primeiro no ranking do trabalho escravo
MARANHÃO TEM 22 NOMES NA LISTA DO TRABALHO ESCRAVO 
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou o Cadastro de Empregadores flagrados explorando mão-de-obra análoga à escrava no país. Conhecido como "Lista Suja", o Cadastro apresenta 52 inclusões e passa a conter 294 infratores, entre pessoas físicas e jurídicas, número recorde. Apenas dois nomes foram retirados da lista, após comprovarem terem cumprido os requisitos para a exclusão.
O estado do Maranhão é um dos que mais tem nomes na lista, chegando a 22 dos 294Dos 52 novos que integraram a lista suja em 2011, o Maranhão colocou cinco. Existe empregadores maranhenses que estão figurandos na lista desde 2004, quando o cadastro foi criado.
Criação da "Lista Suja"
Para coibir o uso ilegal de mão-de-obra análoga a de escravo, o governo criou em 2004 um cadastro onde figuram os empregadores flagrados praticando a exploração. Ao ser inserido nesse cadastro, o infrator fica impedido de obter empréstimos em bancos oficiais do governo e também entra para a lista das empresas pertencentes à "cadeia produtiva do trabalho escravo no Brasil". O cadastro é utilizado pelas indústrias, varejo e exportadores para a aplicação de restrições e não permitir a comercialização dos produtos advindos do uso ilegal de trabalhadores.

A lista passa por atualizações maiores a cada seis meses. Os nomes são mantidos por dois anos e, caso o empregador não volte a cometer o delito e tenha pago devidamente os salários dos trabalhadores, o registro é excluído. A inclusão do nome no Cadastro ocorre após decisão administrativa relativa ao auto de infração, lavrado em decorrência de ação fiscal, em que tenha havido a identificação de trabalhadores submetidos ao “trabalho escravo”.
As novas inclusões foram efetuadas com base em pesquisas realizadas no Sistema de Acompanhamento de Combate ao Trabalho Escravo (SISACTE); consultas no Controle de Processos de Multas e de Recursos (CPMR) e no Setor de Multas e Recursos (SEMUR) das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego - (SRTE), além de consultas a banco de dados do governo federal, como o da Procuradoria da Fazenda Nacional.
As exclusões derivaram do monitoramento pelo período de dois anos da data da inclusão do nome do infrator no Cadastro, verificadas a não reincidência na prática do “trabalho escravo”; do pagamento das multas resultantes da ação fiscal, bem como da comprovação da quitação de eventuais débitos trabalhistas e previdenciários.
Veja os maranhenses que passaram a integrar a lista em 2011
Francisco Costa da Silva - São João do Curu/MA - 20 dezembro/11
Rui Carlos Dias Alves da Silva - Codó/MA - 7 de dezembro/11
Lidenor de Freitas Façanha Júnior - Governador Archer/MA - 5 dezembro/11
José Rolim Filho - Peritoró/MA - 24 julho/11
Antônio Aprígio da Rocha - Santa Luzia/MA - 11 dezembro/11

Confira todos os 22 inclusos maranhenses na lista
1- Vilson de Araújo Fontes 021.649.575-04
Fazenda Cabana da Serra – Morcego – Santa Luzia/MA (7 julho/05)

2- Rui Carlos Dias Alves da Silva 050.386.934-15
Fazenda Agranos/Sanganhá/Pajeú, Estrada Codó/MA, sentido Governador
Archer, entrando no Dezessete, Codó/MA (7 dezembro/11)

3- Roberto Barbosa de Souza 336.490.655-68
Rodovia BR 222, Km 413 – Zona Rural de Santa Luzia/MA (20 julho/08)

4- Ramilton Luis Duarte Costa 745.079.823-91
Faz. Terra Bela, Zona Rural, Gov. Edson Lobão - MA (10 dezembro/10)

5- Nyedja Rejane Tavares Lima 014.036.277-03
Fazenda Thâmia -BR 222, km 47 Mata Sede –Santa Luzia/MA (30 dezembro/06)

6- Max Neves Cangussu 096.217.687-72 
Fazenda Cangussu – Bom Jardim/MA (19 junho/04)

7- Lidenor de Freitas Façanha Júnior 253.380.723 - 00
Fazenda Maria de Jesus, Zona Rural, Estrada Codó, Lugarejo São Félix, Governador Archer/MA (5 dezembro/11)

8- José Rolim Filho 095.565.913-20
Fazendas São Raimundo/São José, Povoado Quatorze, Povoado São Raimundo, Zona Rural, Peritoró – MA (24 julho/11)

9- José Escórcio de Cerqueira 014.487.307-91
Fazenda Santa Bárbara e Fazenda Bom Jesus Rodovia BR 222, Km 135 – Zona Rural de Monção/MA (31 julho/08)

10- José Egídio Quintal 011.739.109-30
Fazenda Redenção, Zona Rural, Açailândia - MA (3 dezembro/10)

11- José Celso do Nascimento Oliveira 256.803.665-68
Fazenda Planalto II, Zona Rural, Santa Luzia - MA (27 dezembro/10)

12- João Feitosa de Macedo 012.821.073-72
Fazenda J. Macedo, Povoado Morada Nova – Zona Rural de Bela Vista do Maranhão/MA (17 julho/08)

13- Gilberto Andrade 032.316.072-72
Fazenda Boa Fé – Caru – Povoado Caru – Centro Novo/MA (18 novembro/05)

14- Francisco Costa da Silva 154.167.984-91
Fazenda Asa Branca I e III, fazenda Asa Branca, São João do Curu/MA (20 dezembro/11)

15- Edésio Antônio dos Santos 130.382.903-78
Fazenda Ilha, Povoado Alto Verde Veneza, s/n, Zona Rural, Capinzal do Norte – MA (29 dezembro/10)

16- Diego Moura Macedo 992.103.803-63
Br 316, Km 383 – Zona Rural de São Luiz Gonzaga do Maranhão/MA (27 julho/08)

17- MA Antônio Fernandes Camilo Filho 263.193.146-72
Fazenda Lagoinha – Rod. BR 222, km 80 – Bom Jesus das Selvas-MT (27 dezembro/07)

18- Antônio das Graças Almeida Murta 078.759.166-15
Fazenda Lagoinha – Rod. BR 222 – Km 85 - Zona Rural - Açailândia/MA - Fazenda Lagoinha - Rua Rio Grande, 900, Açailândia – MA 48 e 65  (junho/04 e novembro/03)

19- Antônio Barbosa Passos 463.980.665-53
Fazenda Reluz – Rod. BR 222 – km 100 a 48 km ã direita Bom Jesus das Selvas/MA (21 dezembro/06)

20- Antônio Aprígio da Rocha 044.352.903-59
Fazenda Barro Branco, Povoado Barro Branco, Zona Rural, Santa Luzia/MA (11 dezembro/11)

21- Alcides Reinaldo Gava 050.597.207-72
Fazendas Reunidas São Marcos e São Bento – Zona Rural - Carutapera/MA (18 junho/04)

22- Alsis Ramos Sobrinho 224.376.303-68
Carvoaria do Alsis – Rod. BR 222 – Km 25- Zona Rural – Açailândia/MA (2 julho/05)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Enquete sobre navio Vale Beijing no Ecos.

Vale Beijing a 7km da costa: parece que sai mais "barato" ao capital deixar  afundar... mas qual será o preço a ser pago pelo meio ambiente?
Deixe seu voto, na enquete do Ecos das Lutas: "Na sua opinião, qual é a instituição mais omissa no caso do navio cargueiro Vale Beijing?"

Com essa enquete, o blogue inicia 2012 demarcando um assunto pouco repercutido na imprensa local: o que de fato está acontecendo com o supercargueiro da Vale, depois de sofrer rachaduras nos dois lados do casco?

Após ser carregado com quase 260 mil toneladas de minério de ferro e tem 7.000 toneladas de óleo combustível, o supernavio virou barquinho de papel na Baia de São Marcos.

Diante de uma situação tão complicada e desastrosa para o que pode vir a acontecer com o meio ambiente do litoral maranhense, o blogue quer saber de você qual a instituição mais omissa nessa questão:

Alternativa 1 - A Assembleia Legislativa - cuja Comissão de Meio Ambiente nada diz, nada cobra? Ela é composta pelos deputados Léo Cunha (PSC), Gardênia Castelo (PSDB), Alexandre Almeida (PSD), Magno Bacelar (PV), Carlos Filho (PV), Manoel Ribeiro (PTB) e Eliziane Gama (PPS);

Alternativa 2 - A Capitania dos Portos;

Alternativa 3 - O Governo do Maranhão, cuja Secretaria de Meio Ambiente, dirigida por Vitor Mendes (PV), também nada diz, nada vê...;

Alternativa 4 - O IBAMA;

Alternativa 5 - O Ministério Público.

Voz "atuante" à favor do Meio Ambiente, desde que em Brasília, o Deputado Federal Sarney Filho (PV) nada diz... o mesmo acontecendo com a "oposição consentida" e o prefeito da capital, que também deveria posicionar-se ante a situação - sua filha inclusive é integrante da comissão de Meio Ambiente da Asssembleia.

Que dirão os pré-candidatos a prefeito de São Luís, São José de Ribamar e Raposa: praias cheias de óleo e um acidente ambiental não serão pautas importantes, sobretudo em ano eleitoral?

Ambientalistas do Maranhão e do mundo, gritemos!!!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Em 2012...




Em 2012...
... [Não] vamos celebrar a estupidez humana...


... [Não] vamos celebrar nosso país e sua corja de assassinos, covardes, estupradores e ladrões...

... [Não] vamos celebrar nossa polícia podre e televisão...

... [Não] vamos celebrar nosso governo e nosso estado que não é nação...

... [Não vamos] celebrar a juventude sem escolas, as crianças mortas...

... [Não vamos celebrar] todos os mortos nas estradas, os mortos por falta dos (72 prometidos) hospitais...

... [Não] vamos celebrar nossa justiça, a ganância e a difamação...

... [Não] vamos celebrar os preconceitos, o voto dos analfabetos, queimadas, mentiras e sequestros...

... [Não vamos celebrar] Castelo, o trabalho escravo, toda a hipocrisia e todo roubo e toda indiferença...

... [Não] Vamos festejar a violência e esquecer a nossa gente que trabalhou honestamente a vida inteira e não tem mais direito a nada...

... [Não] Vamos celebrar a aberração de toda a nossa falta de bom senso, o descaso (da oligarquia) por educação...

... [Não] Vamos celebrar a fome, não ter a quem ouvir, não se ter a quem amar.


Em 2012,  [não] vamos alimentar o que é maldade, [não] vamos machucar o coração.

Que seja um ano em que nossa luta e paixão contribuam para um outro mundo, no qual a perfeição da letra da Legião Urbana em retratar nossa realidade seja menos celebrada, inclusive este que vos deseja um FELIZ ANO NOVO!

Franklin Douglas
Sob letra de Renato Russo
(link para ler a letra, ver o clip e ouvir a música PERFEIÇÃO: http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/46967/)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Só um partido autenticamente de esquerda poderia publicar uma nota dessas...

Como não concorda com o capitalismo monopolista em rearticulação no País a partir do governo federal...
... Como não diz amém à oligarquia...
... Como não deve qualquer financiamento de campanha à Vale...
... e como está antenado na luta ambiental, a partir do ecossocialismo...
... só o PSOL poderia publicar a nota abaixo: eis porque o PSOL é um partido necessário ao Brasil e ao Maranhão!




PSOL RESPONSABILIZA GOVERNO DO ESTADO E VALE SE HOUVER ACIDENTE ECOLÓGICO NA BAIA DE SÃO MARCOS

 
PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (PSOL)
Diretório Estadual do Maranhão

PSOL RESPONSABILIZA GOVERNO DO ESTADO E VALE
SE HOUVER ACIDENTE ECOLÓGICO NA BAIA DE SÃO MARCOS
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), através de sua Secretaria de Meio Ambiente, emitiu nota pública onde externa sua preocupação com a situação do navio Vale Beijing.
Para Lamartine Serra, secretário de Meio Ambiente do PSOL/MA, qualquer vazamento das sete mil toneladas de combustível será uma tragédia para todo o ecossistema ambiental, em proporções inimagináveis para a plataforma continental, atingindo todo o litoral e praias da orla maranhense, cuja maior responsabilidade será do Governo do Estado do Maranhão, inoperante em exigir que a VALE faça os reparos na fissura do casco do navio.
O dirigente psolista também denuncia o desinteresse que a VALE demonstra pelo estado do Maranhão e o descaso em solucionar o grave problema; a empresa prioriza administrar unicamente seus astronômicos lucros, acusa o PSOL.
“Não basta deslocar o navio para águas mais profundas, longe de seu porto, como forma de tentar minimizar o problema, a sociedade exige, clama por soluções seguras e transparentes, contra os possíveis danos ambientais e não meros paliativos”, critica Lamartine Serra.
Nós do PSOL do Maranhão alertamos a sociedade maranhense para a gravidade do que poderá vir acontecer em nosso estado nesse caso. Para se ter exemplo, o governo da China proibiu que esses navios da Vale atracassem em seus portos, pois não constataram as garantias de segurança contra acidentes ambientais de navios desse porte. Enquanto o governo chinês toma precauções e protege sua população e seu meio ambiente marítimo quanto a esses possíveis desastres ecológicos, no Maranhão o governo da oligarquia diz amém à Vale, conclui.
Leia, abaixo, a nota do partido na íntegra:
O PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (PSOL) vem a público externar sua preocupação com a situação do navio Vale Beijing. Para o PSOL/MA qualquer vazamento das sete mil toneladas de combustível será uma tragédia para todo ecossistema ambiental, em  proporções inimagináveis para plataforma continental, atingindo todo o litoral e praias da orla maranhenses, cuja maior responsabilidade será do Governo do Estado do Maranhão, inoperante em exigir que a VALE faça os reparos na fissura do casco do navio.
Por sua vez, a VALE demonstra seu total desinteresse pelo estado do Maranhão, e descaso em solucionar o grave problema,  prioriza administrar unicamente seus astronômicos lucros. Não basta deslocar o navio para águas mais profundas, longe de seu porto, como forma de tentar minimizar o problema, a sociedade exige, clama por soluções seguras e transparentes, contra os possíveis danos ambientais e não meros paliativos.
O PSOL do Maranhão alerta a sociedade maranhenses para a gravidade do que poderá vir acontecer em nosso estado nesse caso. Para se ter exemplo, o governo da China proibiu que esses navios da Vale atracassem em seus portos, pois não constataram as garantias de segurança contra acidentes ambientais de navios desse porte. Enquanto o governo chinês  toma precauções e protege sua população e seu meio ambiente marítimo quanto a esses possíveis desastres ecológicos, no Maranhão o governo da oligarquia diz amém à Vale.
Os maranhenses estão fartos de propaganda e enganação: QUEREM UM GOVERNO DE VERDADE PARA O MARANHÃO!
Lamartine SerraSecretário de Meio Ambiente do PSOL/MA
Fonte: psolma.wordpress.com

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

10 anos sem Cassia Eller (dez1962 - 29dez2011)

SITUAÇÃO NO BEIJING DA VALE É DE DESESPERO!


Blog do Ricardo Fonseca:

MENSAGEM DE UM TRIPULANTE DE CATAMARà AO LADO DO BEIJING DA VALE

"Bom dia, estamos no catamara ACQQUA 2, ancorados exatamente entre o INDUSTRIAL FAITH e VALE BEIJING ha 20 milhas da Raposa, por enquanto tudo parado mas os rebocadores estao a postos, a XINGU voltou ontem pro porto, a cobertura aqui oscila bastante. Tao falando aqui q a real solucao seria um navio encostar no Vale (Beijing)  e fazer o desabastecimento de forma segura. A XINGU eh barcaca de rio, nao eh adequada para ALTO MAR, inclusive tao dizendo que ela eh cheia de oleo, mais o peso das defensas YOKOHAMA, pode virar na primeira onda.Estao criticando a organizacao falando q o local ideal seria o CUJUPE, 30m d profundidade.Porem la nao eh area de FUNDEIO vetado pela CAPITANIA. Aqui ta parecendo BIG BROTHER, tensao aumentando, marinheiros querendo se amotinar e trocando farpas pelo radio.Nego XINGANDO e falando alto no telefone.OPERACAO ABORTADA. XINGU  nao vira mais, estao estudando outra possibilidade, mais 1 dia de expectativa.
Nota do Blog do Ricardo Fonseca: Esses sao relatos da situacao real do Navio VALE BEIJING, relatados por um tripulante que trabalha na operacao de resgate e solucao para os problemas do navio. Via mensagem de celular. Acesso o Blog do Ricardo Fonseca aqui."

Quando ser neutro significa ser cúmplice...



Nesse contexto da reflexão do Noblat, como noticiar os 72 hospitais prometidos por Roseana e Ricardo Murad? A construção da Via Expressa? O saque de 29 milhões para obras que Castelo não fez com os 73 milhões de convênios deixados por Jackson Lago? A queda dos ministros de Dilma? As mortes no trânsito de São Luís ocasionadas por "playzinhos" da cidade?


O limite do ideal de jornalismo do Noblat é que ele não compreende que o jornalismo não é neutro: em momento algum! O que não quer dizer que seja sempre partidário, antiético, desfocado do interesse público.


Ricardo Noblat
Quando ser neutro significa ser cúmplice

Os jornalistas aprendem nos bancos escolares que títulos de notícias e notícias devem se limitar a apresentar os fatos da maneira mais neutra possível. Caberá aos leitores, e somente a eles, tirarem suas próprias conclusões.
A regra faz sentido? Acho que sim. Mas como toda regra ela comporta exceções. Abri várias ao longo dos meus quase 45 anos de jornalismo – uma delas quando vi em Brasília um rapaz agredir um idoso à saída de uma área de lazer chamada Pier 21.
O rapaz tinha discutido com sua mulher na mesa de um restaurante. Ela fora embora aborrecida. Ele depois saiu atrás dela e, na altura do estacionamento pago do Pier, pensou tê-la visto entrando em um carro na companhia de um senhor.
Não hesitou: atacou o homem pelas costas. Derrubou-o. E ao cair, o homem bateu com o braço direito na quina da calçada. O braço se partiu. O rapaz montou no homem e começou a esmurrá-lo. Até que foi tirado de cima dele.
Só depois, já detido por policiais, o rapaz constatou que não era dele a mulher que entrava no carro na companhia daquele homem que jazia no chão. Era mulher do homem que ele nunca vira antes e que agredira.
Ambas as mulheres eram louras. Ambas, baixinhas. A do agressor tinha pouco mais de 20 anos de idade. A outra, pouco menos de 50. “Eu me confundi, eu me confundi”, desculpou-se o rapaz nervoso.
Ele foi levado para a 1ª Delegacia de Polícia, interrogado e solto, embora tenha sido preso em flagrante. O homem foi levado para o Hospital de Base. Em face da fratura no braço, ficaria inativo por 60 dias.
O título da reportagem publicada pelo Correio Braziliense foi “O Selvagem do Shopping”. Poderia ter sido um título neutro do tipo “Rapaz agride homem à saída do Pier 21”. Ou: “Rapaz agride homem por engano”.
Mas como qualificar o ato do rapaz senão como um ato de selvageria, e de uma selvageria absurda, sem nenhuma explicação, sem atenuante algum? E se foi um ato de selvageria por que não dizê-lo com todas as letras?
A imprensa não deve ter medo de chamar as coisas pelo seu próprio nome. Não deve ser neutra diante de fatos comprovadamente graves e sobre os quais não reste a menor dúvida. Eu vi o rapaz espancar o homem. Ninguém me contou.
Quando a Polícia Militar do Pará invadiu um acampamento de sem-terras desarmados e matou uma dezena deles, o ato foi classificado de “massacre” por quase todos os jornais. E como massacre é tratado até hoje.
Foi um crime “bárbaro” o assassinato do jornalista Tim Lopes no Rio de Janeiro. Ele foi torturado por traficantes de drogas antes de ser morto. E depois de morto, seu corpo foi esquartejado e partes dele enterradas em locais diferentes.
Bush invadiu o Iraque a pretexto de que ali havia armas de destruição em massa. A ONU não encontrara tais armas – nem vestígios delas. Elas não foram localizadas desde a invasão.
Por que seria errado publicar uma foto de Bush na capa de um jornal sob a manchete: “Ele mentiu”. E por que você não se recorda de algum jornal que tenha feito isso?
Certa vez, li o perfil do presidente francês Jacques Chirac publicado pelo jornal espanhol “El Pais”. Ali foram descritos os métodos desonestos de Chirac de se manter no poder. E ele foi comparado ao chefe de uma gangue.
Se o autor do perfil reuniu informações suficientes e confiáveis para afirmar o que afirmou por que não deveria fazê-lo? E por que o jornal não deveria publicar?
Há fatos, pois, e muitos fatos, diante dos quais a imprensa não pode e não deve ser neutra. Se for sob a desculpa de tentar ser isenta estará apenas sendo cúmplice. E desinformando ao invés de informar.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Para Hobsbawm, protagonismo da classe média marca revoltas de 2011

O historiador britânico Eric J Hobsbawm (Rex Features)
Para historiador, classe operária perdeu seu papel histórico


A classe média foi a grande protagonista e força motriz das revoltas populares e ocupações que marcaram o ano de 2011. Esta é a opinião de Eric Hobsbawm, um dos mais importantes historiadores em atividade.
Andrew Whitehead, do Serviço Mundial da BBC

Em entrevista à BBC, o historiador marxista nascido no Egito, mas radicado na Grã-Bretanha, afirma ainda que a classe operária e a esquerda tradicional - da qual ele ainda é um dos principais expoentes - estiveram à margem das grandes mobilizações populares que ocorreram ao longo deste ano.
''As mais eficazes mobilizações populares são aquelas que começam a partir da nova classe média modernizada e, particularmente, a partir de um enorme corpo estudantil. Elas são mais eficazes em países em que, demograficamente, jovens homens e mulheres constituem uma parcela da população maior do que a que constituem na Europa'', diz, em referência especial à Primavera Árabe, um movimento que despertou seu fascínio.
''Foi uma alegria imensa descobrir que, mais uma vez, é possível que pessoas possam ir às ruas e protestar, derrubar governos'', afirma Hobsbawm, cujo título do mais recente livro, Como Mudar o Mundo, reflete sua contínua paixão pela política e pelos ideais de transformação social que defendeu ao longo de toda a vida e que segue abraçando aos 94 anos de idade.
As ausências da esquerda tradicional e da classe operária nesses movimentos, segundo ele, se devem a fatores históricos inevitáveis.
''A esquerda tradicional foi moldada para uma sociedade que não existe mais ou que está saindo do mercado. Ela acreditava fortemente no trabalho operário em massa como o sendo o veículo do futuro. Mas nós fomos desindustrializados, portanto, isso não é mais possível'', diz Hobsbawm.
Hobsbawm comenta que as diversas ocupações realizadas em diferentes cidades do mundo ao longo de 2011 não são movimentos de massa no sentido clássico.
''As ocupações na maior parte dos casos não foram protestos de massa, não foram os 99% (como os líderes dos movimentos de ocupação se autodenominam), mas foram os famosos 'exércitos postiços', formados por estudantes e integrantes da contracultura. Por vezes, eles encontraram ecos na opinião pública. Em se tratando das ocupações anti-Wall Street e anticapitalistas foi claramente esse o caso.''

À sombra das revoluções
Hobsbawm passou sua vida à sombra - ou ao brilho - das revoluções.
Ele nasceu apenas meses após a revolução de 1917 e foi comunista por quase toda a sua vida adulta, bem como um autor e pensador influente e inovador.
Ele tem sido um historiador de revoluções e, por vezes, um entusiasta de mudanças revolucionárias.
O historiador enxerga semelhanças entre 2011 e 1848, o chamado ''ano das revoluções'', na Europa, quando ocorreram uma série de insurreições na França, Alemanha, Itália e Áustria e quando foi publicado um livro crucial na formação de Hobsbawm, O Manifesto Comunista, de Marx e Engels.
Hobsbawm afirma que as insurreições que sacudiram o mundo árabe e que promoveram a derrubada dos regimes da Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen, ''me lembram 1848, uma outra revolução que foi tida como sendo auto-impulsionada, que começou em um país (a França) e depois se espalhou pelo continente em um curto espaço de tempo''.

Historiador diz que revoluções no mundo árabe tomaram rumo inesperado
Para aqueles que um dia saudaram a insurreição egípcia, mas que se preocupam com os rumos tomados pela revolução no país, Hobsbawm oferece algumas palavras de consolo.
''Dois anos depois de 1848, pareceu que alguma coisa havia falhado. No longo prazo, não falhou. Foi feito um número considerável de avanços progressistas. Por isso, foi um fracasso momentâneo, mas sucesso parcial de longo prazo - mas não mais em forma de revolução''.
Mas, com a possível exceção da Tunísia, o historiador não vê perspectivas de que os países árabes adotem democracias liberais ao estilo das europeias.
''Estamos em meio a uma revolução, mas não se trata da mesma revolução. O que as une é um sentimento comum de descontentamento e a existência de forças comuns mobilizáveis - uma classe média modernizadora, particularmente, uma classe média jovem e estudantil e, é claro, a tecnologia, que hoje em dia torna muito mais fácil organizar protestos.''