domingo, 21 de julho de 2024

CRIADA A FRENTE PELO SIM NO PLEBISCITO SOBRE O PASSE LIVRE ESTUDANTIL!

 

Plebiscito! Sociedade se articula para garantir passagem gratuita para estudantes de São Luís

Frente em favor do Sim vai fazer campanha pela passagem gratuita para os estudantes

A Frente a favor do SIM no plebiscito sobre o Passe Livre Estudantil em São Luís foi formalizada no sábado (20/07), no auditório do Sindicato dos Bancários do Maranhão, na Rua do Sol, no Centro de São Luís.

Na ocasião, foi aprovado o Estatuto da Frente a favor do SIM e eleita a Direção da Frente, que será composta por um Conselho Político, Presidência, Tesouraria, Coordenação Geral e Comissões de Trabalho.

Leia também: Plebiscito! Estudantes de São Luís podem ter passagens de ônibus gratuita

O presidente da Frente é o vereador Marlon Botão (PSB), a Coordenação Geral é da professora e comunicadora popular Rejane Galeno (Agência Tambor) e a tesouraria ficou a cargo de Paulo de Tasso Martins (PSOL). Além destes, compõem a direção mais 15 coordenações das comissões de mobilização da campanha por universidade, mulheres, juventudes, áreas regionais de bairros, comunicação.

As professoras Rejane Galeno (Coordenadora da Frente do Sim) e Talita Everton.

Foram definidos os limites de gastos para a campanha da Frente a favor do SIM e atribuídos poderes à direção da Frente para deliberar sobre questões necessárias à formalização da Frente junto à Justiça Eleitoral.

Em artigo publicado na Agência Tambor, o jornalista e professor da Universidade Federal do Maranhão, Franklin Douglas, lembrou que, após a redemocratização, somente duas experiências nacionais de consulta ampla e direta foram realizadas no Brasil.

Ele recordou o plebiscito de 1993 sobre a forma de governo – República ou Monarquia – e o sistema de governo – Presidencialismo ou Parlamentarismo, e o Referendo de 2005 sobre a proibição do comércio de armas de fogo.

A cidade de São Luís viverá nesta eleição de 2024 um momento especial, quando seus eleitores votarão sim ou não, em relação ao Passe Livre Estudantil na capital maranhense.

São Luís será a única capital a decidir sobre uma política pública relacionada aos transportes e mobilidade urbana. Uma luta que marca a juventude da ilha desde 1979.

Como não haverá horário eleitoral gratuito para o plebiscito e nem financiamento público para as campanhas, o plebiscito será um grande desafio de mobilização.

No caso de São Luís, poderá ser um passo na reforma do sistema de transportes para viabilizar no futuro um serviço mais eficiente, transparente, sob o controle da sociedade e com a garantia da gratuidade na passagem de ônibus para todos os estudantes de São Luís.

Vereador Marlon Botão, com microfone

terça-feira, 9 de julho de 2024

Plebiscito sobre o Passe Livre Estudantil: um fato, muitas versões



 

O ineditismo do exercício da Democracia  Direta - algo experimentado, pós-redemocratização no Brasil, somente em 1993 (plebiscito sobre República/Monarquia/Presidencialismo/Parlamentarismo) e em 2005 (referendo sobre o comércio de armas), no país - faz muita gente não entender o que está acontecendo, e muitos outros querendo ou pegar carona ou desqualificar a proposta.

Muita calma nessa hora! Só tem um plebiscito sobre o passe livre estudantil regulamentado pelo TRE e valendo para as eleições de outubro. E não é plebiscito sobre Tarifa Zero. 

Que venha o debate de conteúdo na campanha do Plebiscito sobre o Passe Livre Estudantil!

A REPERCUSSÂO DO PLEBISCITO NA BLOGOSFERA

SITE A NOTÍCIA DIGITAL:  TRE aprova realização de consulta sobre passe livre estudantil em São Luís - aqui


BLOG ISAÍAS ROCHA: APÓS INDICAÇÃO DA CÂMARA, TRE-MA APROVA PLEBISCITO SOBRE PASSE LIVRE ESTUDANTIL EM SÃO LUÍS  - aqui


BLOG JORGE ARAGÃO: TRE-MA aprova consulta sobre passe livre estudantil em São Luís - aqui


BLOG DO NETO FERREIRA: São Luís terá plebiscito sobre passe livre estudantil - aqui


BLOG DO JURACI FILHO: TRE-MA aprova plebiscito sobre passe livre estudantil em São Luís - aqui


BLOG DO LINHARES: TRE-MA aprova plebiscito sobre passe livre estudantil em São Luís - aqui


PORTAL IMARANHENSE: TRE aprova realização de consulta sobre passe livre estudantil em São Luís - aqui


Blog do Mário Carvalho: O povo vai decidir se terá ou não passe livre em São Luís - aqui


BLOG DANIELA BANDEIRA: São Luís terá plebiscito sobre passe livre estudantil - aqui


BLOG GLAUCIO ERICEIRA; São Luís terá plebiscito sobre passe livre estudantil - aqui


BLOG DO MINARD: TRE-MA aprova plebiscito sobre passe livre estudantil em São Luís - aqui


BLOG JOHN CUTRIM: São Luís terá plebiscito sobre passe livre estudantil - aqui


BLOG JORGE ARAGÃO: Álvaro Pires foi quem propôs debate sobre passe livre estudantil em SLZ - aqui


Blog do Marco Aurélio D`Eça: Álvaro Pires propõe plebiscito sobre Tarifa Zero… - aqui


BLOG DIEGO EMIR: Vereador Álvaro Pires propõe plebiscito para decidir sobre tarifa zero no transporte público de São Luís - aqui


BLOG EDUARDO ERICEIRA: Sob intermédio do Profº Sá Marques, Consulta Pública sobre o Passe Livre Estudantil em São Luís é aprovada no TRE-MA - aqui


Em enquete na MiranteNews (ex-Mirante AM):
83% apoiam o passe livre estudantil



segunda-feira, 8 de julho de 2024

Plebiscito sobre o Passe Livre Estudantil será regulamentado pelo TRE. Confira matéria na TV Difusora

 


Proposta de Plebiscito sobre o Passe Livre Estudantil chega ao Tribunal Regional Eleitoral. Matéria do JMTV detalha a audiência realizada no TRE

 


TRE/MA: Passe livre estudantil pode ser tema de consulta pública em São Luís

Pedido está sendo analisado pelo TRE-MA

Assessoria do TRE/MA, em 04/07/2024


O desembargador-presidente José Gonçalo de Sousa Filho recebeu na tarde desta quinta, 4 de julho, em seu gabinete, os professores Franklin Douglas e Leonel Torres, autores de abaixo-assinado apresentado e aprovado pela Câmara de São Luís para que a o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão realize consulta pública durante o primeiro turno das eleições 2024 para adoção ou não de passe livre estudantil na capital. 

O pedido será levado para apreciação da Corte na sessão administrativa do dia 8 de julho, às 15h,  com transmissão ao vivo pelo canal TRE-MA do youtube. 

O requerimento ao TRE-MA de consulta pública foi aprovado pela Câmara de São Luís na sessão ordinária do dia 19 de junho e, de acordo com o documento, a consulta poderá ser realizada concomitantemente com as eleições para saber a opinião da população ludovicense sobre a gratuidade nos ônibus a estudantes dos ensinos fundamental, médio, técnico, profissionalizante, de cursos pré-vestibulares, superior, educação de jovens e adultos, de faculdades teológicas e seminários, ou seja, das pessoas que estejam devidamente  matriculadas e frequentando uma instituição de ensino com sede em São Luís. 

Franklin Douglas e Leonel Torres ressaltaram que tal medida pode ajudar a reduzir os custos de deslocamentos de estudantes e de suas famílias, pois esta implementação do passe livre estudantil promoveria o acesso à educação para estudantes de diversos níveis de ensino, contribuindo para a inclusão e a igualdade de oportunidade.

Ainda segundo o professor Franklin Douglas, o passe livre estudantil já é realidade em algumas cidades brasileiras, como o Rio de Janeiro, Fortaleza, São Paulo, Distrito Federal e Florianópolis. Completou que a inclusão de consulta popular nas eleições municipais está prevista no artigo 14, parágrafo 12 da Constituição Federal, incluído pela Emenda Constitucional 111, de 2021. 

Caso a população ludovicense decida em sua maioria pelo passe livre estudantil, o assunto será debatido na Câmara Municipal pelas pessoas eleitas para os cargos a partir de 2025 e que terão que decidir como vão regulamentar o passe livre estudantil. 

Participaram da reunião membros da Corte, corpo técnico e a imprensa (equipes das TVs Mirante e Difusora).


quarta-feira, 3 de julho de 2024

A GRANDE NOVIDADE DA ELEIÇÃO

 

Artigo publicado em O Imparcial (Opinião, p. 2) e no
Jornal Pequeno (Geral, p.8), de 03 jul. 2024

A grande novidade destas eleições de outubro de 2024 será a inédita participação direta da população na definição de uma política pública de transportes voltada à juventude da ilha: o plebiscito sobre o Passe Livre Estudantil.

Explico, cara leitora, caro leitor.

O artigo 14, parágrafo 12, da Constituição Federal, estabelece que “serão realizadas concomitantemente às eleições municipais as consultas populares sobre questões locais aprovadas pelas Câmaras Municipais e encaminhadas à Justiça Eleitoral até 90 (noventa) dias antes da data das eleições [...]”. Esse texto foi incluído pela Emenda Constitucional nº 111, de 2021.

Ou seja: no dia 6 de outubro (domingo), enquanto 156 milhões de brasileiros elegerão 5.568 prefeitos e cerca de 60 mil vereadores, a capital maranhense – talvez a única do país – dará um terceiro voto. Será a resposta (Sim ou Não) à seguinte questão: O município de São Luís deve implantar o Passe Livre Estudantil?

Aprovada no Congresso em 2021, a Emenda Constitucional nº 111 permitiu que os municípios façam consultas populares, no mesmo dia das eleições para prefeito e vereadores, a respeito de temas locais, desde que as Câmaras de Vereadores dos respectivos municípios aprovem a solicitação até 6 de julho de 2024. O que foi feito em São Luís, a partir de indicação do Ver. Sá Marques, subscrito por 11 outros parlamentares (a exemplo de Ivaldo Rodrigues, Jhonatan-Coletivo Nós, Pavão Filho, Álvaro Pires, André Monteiro, Marlon Botão, Ribeiro Neto, dentre outros).

A indicação ao TRE/MA aprovada pelos vereadores foi fruto de abaixo-assinado organizado por professores (como o Prof Leonel Torres), servidores públicos (como o técnico da UFMA Paulo de Tasso), ativistas da luta pela mobilidade urbana e o Passe Livre, a exemplo de organizações das juventudes e da luta docente.

Dessa forma, os quase 750 mil eleitores de São Luís irão às urnas exercitar um mecanismo da Democracia Direta, tão frequentado em outros países (como Estados Unidos e Suíça), mas que, no Brasil, é uma raridade: colocar o povo decidindo o destino de uma questão da cidade. No País, só se viu essa experiência em Petrópolis, em 2018, para decidir sobre o uso de tração animal nos passeios turísticos por meio de charretes na região. A população rejeitou a proposta.

Aos que têm 35 anos hoje, só puderam vivenciar essa experiência, se eleitores em 2005, no Referendo sobre a proibição do comércio de armas de fogo. Igualmente, só os acima de 50 anos participaram do plebiscito sobre a forma de governo (República/Monarquia) e o sistema de governo (Presidencialismo/Parlamentarismo), realizado no País, em 1993. Abaixo dessas idades, Plebiscitos? Referendos? A resposta é tipo a letra da música do Zeca Pagodinho sobre caviar: “nunca vi [nem comi], só ouço falar”... Ou nas páginas dos livros de História. Fora uma ou outra consulta sobre desmembramento de regiões, será a primeira eleição em que as cidades poderão definir políticas públicas para seus cidadãos e cidadãs. São Luís fará história!

No contexto dos 45 anos da luta pela meia-passagem, a chamada Greve de 1979, consultar o povo se cabe ou não a gratuidade total nos transportes de São Luís, com o Passe Livre Estudantil, será uma grande homenagem à geração que conquistou na marra esse direito.

É tempo de ampliar essa conquista, agora nas urnas. Sem dúvida, uma verdadeira novidade democrática!

 

 

(*) Franklin Douglas – professor, doutor em Políticas Públicas, jornalista e advogado. E-mail: franklin.artigos@gmail.com.

Agência Tambor na divulgação do Plebiscito sobre o Passe Livre Estudantil

 


A íntrega da entrevista pode ser acessada aqui, a partir dos 27 minutos.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Plebiscito sobre o Passe Livre Estudantil é destaque no Jornal Rádio Universidade. Confira a matéria de Borges Júnior.

 





O plebiscito sobre o Passe Livre Estudantil foi destaque no jornal Rádio Universidade.  Primeiro desafio é a sociedade saber que, nestas eleições, votará três vezes: para prefeito, para vereador e no plebiscito.

terça-feira, 25 de junho de 2024

Em "Os Analistas", saiba mais sobre o Plebiscito do Passe Livre Estudantil, a grande novidade destas eleições em São Luís



Neste bloco de Os Analistas (com os jornalistas Geraldo Iensen e Natanael Júnior), explico como surgiu a ideia da consulta popular, a Emenda Constitucional nº 111/2021, que permitiu que a população opine sobre questões locais, o processo de aprovação da indicação ocorrido na Câmara Municipal de Vereadores - apresentado por Sá Marques -, o que é o Passe Livre Estudantil, o próximo passo junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MA) e por que votar no SIM, na urna eletrônica, no dia 6 de outubro.





Aqui, o outro bloco da entrevista, com temas variados.

quarta-feira, 17 de abril de 2024

15 ANOS DO GOLPE EM JACKSON LAGO

 


Por Franklin Douglas (*)

Em 16 de abril de 2009, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sacramentou o processo de votação que levaria à cassação do mandato do governador Jackson Lago (PDT), o primeiro a derrotar a oligarquia Sarney, a quase 50 anos no poder no Maranhão. Jackson venceu a mais autêntica das representantes da oligarquia, a própria herdeira da família, Roseana Sarney, no segundo turno de 2006, mesmo Lula levantando – e quase arrancando – o braço da candidata, em Timon, conclamando os maranhenses a votarem em “Roseani”. NÃO VOTARAM!

Três anos depois, o Maranhão serviria de laboratório para um tipo específico de golpe: por dentro das regras da justiça eleitoral, sustentado por uma ampla campanha de desestabilização política do governo, a partir do uso da mídia e das forças políticas no parlamento: um golpe parlamentar-judiciário-midiático.

Para derrotar os quase 50 anos da oligarquia no poder, a Frente de Libertação de Jackson Lago foi um condomínio que reuniu todos os interesses antissarney:

- a oposição dissidente da oligarquia (João Castelo, Roberto Rocha, Sebastião Madeira);

- o racha intraoligárquico liderado pelo então governador José Reinaldo Tavares (e, com ele, oligarquias municipais lideradas por Humberto Coutinho, João Evangelista, Rubens Pereira, Cleomar Tema, e o ex-ministro do STJ Edison Vidigal, dentre outras);

- a oposição histórica da esquerda maranhense (Haroldo Saboia, Neiva Moreira, Willian Moreira Lima, Manoel da Conceição, Pe Victor Asselin, Freitas Diniz e outras);

- a ala à esquerda do PT liderada por Domingos Dutra, Augusto Lobato, Marcio Jardim, Franklin Douglas, Silvio Bembem, Bira do Pindaré, Messias Neto, Terezinha e Jomar Fernandes, dentre outras;

- os movimentos sociais da cidade e do campo, a exemplo do MST e da FETAEMA, a juventude – à frente o movimento “Xô, Rosengana” –, artistas, intelectuais, sindicatos urbanos e uma mínima rede de comunicação alternativa, a partir de rádios comunitárias e programas de rádio e TV articulados na rede do programa de rádio Marrapá, em contraposição ao poderio do Sistema Mirante de Comunicação.



Uma vitória inesperada, frente ao poder de Sarney à frente da presidência do Senado, interditando as políticas do governo Lula no Maranhão ou apadrinhando-as para seu grupo, a partir do controle de quase 50 cargos federais nomeados pela família Sarney e seus aliados no estado.

Tamanha vitória precisaria de imensa resposta por parte da oligarquia: o desgaste do governo, a partir do erro de impor um subsídio como forma de pagamento aos professores estaduais, cotidianamente nos jornais e programas da TV Mirante; a sabotagem junto ao governo federal; a influência junto aos tribunais superiores. Caldo que deu substância a uma cassação a partir de uso de convênios entre Governo de Estado, gestão José Reinaldo, e prefeituras, como pretexto do uso da máquina pública a favor da candidatura oposicionista.



O TSE cassou o mandato dado pelo povo a Jackson. Pouco mais de dois anos depois, com os mesmos convênios, idêntica argumentação e jurisprudência, o mesmo TSE rejeitaria a cassação do mandato de Roseana Sarney, eleita, no primeiro turno, por pouco mais que 15 mil votos de diferença em relação à soma dos votos dados a Flávio Dino e Jackson Lago, em 2010...




Absolvido pela História, a luta de Jackson Lago e do movimento da Balaiada que resistiu e denunciou ao país a manobra oligárquica, além da fraude eleitoral que elegeu Roseana em 2010, foi o acúmulo de forças que levou à segunda derrota da oligarquia, em 2014, com Flávio Dino – em estratégia análoga, de um condomínio de poder no qual a esquerda tinha pouca força – e o resultado foi o pouco avanço das reformas estruturais que o Maranhão precisa.

Que estes 15 anos do golpe oligárquico em Jackson Lago nos deixe mais que lembranças: nos deixe muitas lições!!

 

 (*) Franklin Douglas – professor e doutor em Políticas Públicas. E-mail: franklin.artigos@gmail.com. Aritgo publicado no Jornal Pequeno, edição de 17 abr. 2024, p. 11.

sexta-feira, 15 de março de 2024

MARIELLE SEMENTE!

 



Há seis anos Marielle Franco e Anderson Gomes foram brutalmente assassinados. Passados 2.191 dias desde a bárbara execução, persistem dúvidas acerca do mandante e suas motivações para eliminar a vereadora do PSOL do Rio de Janeiro.

Já se sabe quem matou e quem ajudou a matar dirigindo ou fazendo vigília sobre a rotina da vereadora. Mas ainda resta elucidar quem mandou matar Marielle e por quê. No percurso das investigações, evidencia-se a falência das instituições cariocas: sua polícia, seu Ministério Público, seus poderes constituídos. Marielle foi vítima de todo tipo de atraso político, do conservadorismo reacionário, da violência miliciana e da estrutura de poder que não tolera a ascensão política da mulher, dos negros, dos oprimidos, daqueles que não baixam a cabeça e não se dispõem a servir de capitães do mato da política neofacista destes tempos.

Elucidar esse crime é compromisso com a construção de um projeto de sociedade justa, que não treme frente aos poderes das organizações criminosas, do tráfico e da política, doa a quem doer!

Dessa forma, o 14 de março continua a ser um dia de luta por justiça. Mas também deve ser um dia de relembrar o legado de Marielle. Parlamentar que, em pouco tempo de mandato, aprovou 10 Leis Ordinárias, uma Lei Complementar e um Decreto-Lei.

Iniciativas na área de assistência técnica gratuita à construção de moradias populares: Marielle não esqueceu sua origem na favela!

Proposições de proteção à infância: Marielle não deixou as crianças pobres da periferia sem amparo!

Sugestões legais para o enfrentamento ao assédio sexual: Marielle não abandonou a luta em defesa dos direitos das mulheres!

Homenagens a liderança negras como Tereza de Benguela e o combate ao encarceramento da juventude negra: Marielle não baixou a cabeça para o racismo!

Eis o legado de Marielle. Essas são suas sementes que multiplicaram Marielles em todas as partes do país e do mundo. E de nada adianta quebrar as placas com o seu nome!

A luta de Marielle é como querer matar uma, duas ou três rosas, sem conseguir deter a chegada da primavera: jamais conseguirão impedir o crescimento das sementes plantadas por Marielle Franco!

(*) Franklin Douglas – professor e doutor em Políticas Públicas. E-mail: franklin.artigos@gmail.com

sábado, 10 de fevereiro de 2024

MARIA ARAGÃO: HEROÍNA DA PÁTRIA!

Jornal Pequeno, 10 fev. 2024, p. 08


Há 114 anos nascia Maria José Camargo Aragão (10/02/1910 – 23/07/1991), em Engenho Central, atual município de Pindaré-Mirim. A nossa mulher maranhense do século XX!

Em 2001, por votação popular, iniciativa promovida pela TV Globo e afiliadas nos diversos estados brasileiros, a fim de eleger as mais importantes personagens históricas de cada unidade da federação, na virada do século 20 para o 21, ela figurou entre os dez finalistas. Em votação em urnas colocadas nas praças e shoppings, Maria ficou atrás apenas de João do Vale, escolhido, com 61 mil votos, o “Maranhense do Século”.

Era a terceira de sete filhos do casal Emídio Aragão e Rosa Camargo. A mais destemida em cumprir a orientação da mãe, analfabeta, que queria ver os filhos formados e doutores. No início do século XX, o máximo que uma mulher poderia sonhar era ser professora normalista. Após formar-se como professora no Maranhão, Maria, ante adversidades de alguém que passara fome na infância, estudante pobre, mulher, negra, do interior do estado, decidiu seguir ao Rio de Janeiro para arrancar de seu destino a improvável possibilidade de ser médica. Ousou lutar, ousou vencer! Foi uma das quatro mulheres formadas na turma de 1942 da Universidade de Medicina do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – a única mulher maranhense da turma, junto com os também maranhenses Antonio Dino e Carneiro Belfort.

No Rio, outro ato de rebeldia de Maria. A partir de um comício que assistiu de Luís Carlos Prestes, descobriu-se socialista: “Que diabo é ser comunista? Mas ia achando que só podia ser coisa muito séria, porque ele [Prestes] só falou no interesse do povo [...] e quem fala em povo, fala em miséria, fala em fome, fala em todas essas coisas que eu sempre soube. Decidi: Vou entrar para o Partido desse homem” (Maria Aragão – A razão de uma vida, depoimentos a Antonio Francisco, 1992, p. 80).

Por essa opção, Maria virou a ‘Besta Fera”, alcunha que lhe foi dado por segmentos da Igreja Católica, quando retornou ao Maranhão para organizar o PCB. Mas também possuía o respeito de outros padres, a exemplo de Pe. Marcos Passerini, que lhe deu de presente uma placa, onde estava escrito “Praça Maria Aragão”. Para colocar na praça, quando fizerem uma para você, disse-lhe Passerine.

Maria não chegaria a ver a praça e, mais ainda, um Memorial com seu nome –  inaugurados há 20 anos (no dia 24 de junho de 2004, na gestão Tadeu Palácio) –, no local onde ela mais gostava de olhar a beira-mar. E ficaria, sem dúvida, satisfeita de saber que fora projetada por seu camarada Oscar Niemeyer, iniciada na gestão de seu parceiro de lutas Jackson Lago, a partir de ideia de seu amigo Haroldo Saboia, reforçada por aqueles que a conheceram em vida e fundariam o Instituto Maria Aragão para manter viva a memória de suas lutas (como Ironildes Vanderlei, Josefa Batista Lopes, João Otávio Malheiros, César Teixeira, Célia Pires, Lúcia Nascimento, Sylvia Parga, Carlos Nina, dentre outros). 

Maria Aragão recebeu diversas homenagens, a mais marcante delas, em vida, foi ser o tema da Escola Favela do Samba, no carnaval de 1989, por sugestão de Euclides Moreira Neto. Sob o samba-enredo “A peleja contra os dragões da maldade”, de autoria de Escrete e José Henrique Raimundo Gonçalves, Maria viu sua história de vida e suas ideias tomarem conta da passarela do Anel Viário.

Mas ainda falta mais um reconhecimento à trajetória dessa magnífica mulher: ter o nome dela inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Criado em 1992, por iniciativa do então senador Marco Maciel (PE), o livro reúne protagonistas da liberdade e da democracia que marcaram a vida ao país em algum momento da história.

Nesse livro, figuram, até o momento, 79 personagens: 63 homens e 16 mulheres. Lá estão heróis do país, em todos os seus espectros: De Duque de Caxias a Zumbi dos Palmares; de D. Pedro I a “Tiradentes”; Zilda Arns e Chico Xavier; Machado de Assis e Luís Gama; do Barão do Rio Branco a Chico Mendes... Nenhum maranhense.

Em 2016 e em 2019, tentou-se inscrever Maria nesse Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Nem Rubens Júnior nem Bira do Pindaré conseguiram – autores de projetos de lei naquelas legislaturas, respectivamente. Em 2022, a senadora Eliziane Gama conseguiu aprovar no Senado Federal essa indicação. Para que o nome seja inscrito no Livro de Aço, o Projeto de Lei 761/2022 precisa ser aprovado também na Câmara dos Deputados. Lá, está agora sob responsabilidade da relatora, a deputada Roseana Sarney (MDB).

Que não se interdite essa justa homenagem a Maria Aragão! Ela mais que merece ser nossa autêntica Heroína da Pátria, no Livro de Aço do Congresso Nacional, uma vez que já está consagrada como heroína no coração de seus conterrâneos.

Viva Maria, heroína do povo brasileiro!

 

(*) Franklin Douglas – professor e doutor em Políticas Públicas.


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Uma benção para a cidade?

O Imparcial, 05 fev. 2024, p. 02

Franklin Douglas (*)

Carnaval é bom e muita gente gosta. Prefeito em época de reeleição, nem se conta! É tempo de marchinha para tudo enquanto é gosto. Em São Luís, ao custo do atraso do pagamento de artistas locais, do não pagamento dos selecionados no edital da Lei Paulo Gustavo e a uma política cultural “pão e circo” para ludibriar o povo, o período momesco parece que será uma benção para a cidade! E que benção (ao menos, aos amigos do prefeito!). E não do senhor, mas do Orçamento Público do Município...

Explico: uma escola de ensino fundamental pré-escolar, o Instituto “Juju e Cacaia Tu és uma benção”, receberia da Secretaria de Cultura (SECULT) cerca de R$ 7 milhões para organizar o carnaval da cidade. Uma escolinha comunitária expert em organizar festas momescas...

Graças ao grito do jornalista Gláucio Ericeira, a folia com o dinheiro público não passou ocultada por confetes e serpentinas da propaganda da Prefeitura e o prefeito Eduardo Braide foi obrigado a cancelar o contrato com a “Juju e Cacaia Tu és uma benção”. O qual ele sabia da existência, atesta a chefe de gabinete exonerada da SECULT, em entrevista à TV Mirante.

Mas não fosse um verdadeiro escândalo uma escola comunitária da Cidade Olímpica receber sete milhões de reais para organizar o carnaval de uma cidade inteira, descobre-se, ainda, que a escolinha comunitária é multitarefas para o dinheiro público:

(i) Serve para tocar projeto na área do Patrimônio Histórico... tem contrato com a Prefeitura para receber R$ 800 mil a fim de dar vida ao Complexo Cultural Bumba meu Boi no Anel Viário;

(ii)  Serve para organizar São João... em 2023, recebeu R$ 290 mil da SECULT para as festas juninas;

(iii) Serve para evento religioso... também em 2023, via emenda parlamentar do irmão do prefeito, o deputado estadual Fernando Braide, recebeu R$ 300 mil da SECMA para o São Luís Gospel.

Uma verdadeira benção essa escolinha!

Se o jornalismo investigativo trouxe o fio do novelo, cabem ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e à Câmara Municipal desenrolar o novelo inteiro.

Quem está por trás da “Juju e Cacaia”? Quais outros contratos ela mantém com a Prefeitura de São Luís? Quais vínculos políticos sustentam a escola comunitária para ganhar tantos contratos com a Prefeitura? Desde quando essa organização da sociedade civil atua junto ao município?

 Assine aqui - CPI DA SECULT JÁ


Questões que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) poderia investigar e jogar luz. Responsabilidade que o presidente da Câmara Municipal, o vereador Paulo Victor, presidente municipal do PSB, não pode fugir!

Mais do que uma benção, a opinião pública e a cidadania ativa da cidade exigem esclarecimentos.

Não se escondam sob as máscaras de fofões, vereadores e vereadoras!

CPI DA SECULT JÁ!


(*) Franklin Douglas – professor e doutor em Políticas Públicas.

sábado, 3 de fevereiro de 2024

A ESQUERDA SUMIU?

 




A ESQUERDA SUMIU?

Franklin Douglas (*)


Em sua coluna “Bastidores”, de 6 e 7 de janeiro de 2024, em O Imparcial, o jornalista Raimundo Borges fez uma provocativa reflexão acerca do paradeiro da esquerda no Maranhão. Sem titubear, carimba um sumiço na “gauche” maranhense, especialmente com Flávio Dino fora da política. Para o debate proposto, entretanto, há que se questionar: a esquerda sumiu de qual espaço mesmo?

Se nos referirmos ao Poder Executivo maranhense, sumiu de onde nunca esteve!

Explico: nem em 2006, com Jackson Lago (PDT) liderando a Frente de Libertação do Maranhão (PDT, PPS, PRB – e, no segundo turno, com o reforço da “Povo no Poder” – PSB, PT, PCdoB, PRB, PMN), nem com Flávio Dino (PCdoB), em 2014, à frente da coligação “Todos pelo Maranhão” (PCdoB, PSDB, PP, SD, PROS, PSB, PDT, PTC, PPS), a esquerda controlou o Governo do Estado. Em ambos os casos, foi a cereja de um bolo preparado no forno da estrutura oligárquica maranhense. Nas duas oportunidades, PSOL, PSTU e PCB expuseram isso em suas campanhas.

Em 2006, embora em enfrentamento direto com a autêntica expressão da oligarquia, Roseana Sarney (PMDB), a quem derrotou, Jackson só logrou êxito com a ajuda do dissidente José Reinaldo Tavares (ex-PFL, ex-PSB, PSDB). No governo, mal controlou a agenda, ainda que com grande sensibilidade para a participação popular. Mas não foi capaz de evitar, por exemplo, a famigerada Lei do Cão contra os professores, bancada pelos setores conservadores daquele “Condomínio do Poder”, na formulação do Prof Dr Wagner Cabral (História/UFMA).

Em 2014, com os pés nos dois palanques presidenciais (Dilma Rousseff-PT e Aécio Neves-PSDB), Dino herdou o acúmulo de forças das oposições no desgastante processo que José Sarney conduziu, com toda a sanha por vingança possível, a cassação de Lago no Tribunal Superior Eleitoral. Jackson anteciparia o cerco, em 2009, do que viria a ser um golpe judicial que derrubaria Dilma da Presidência, anos depois, em 2016. Sem fazer muita força, Dino derrotou Lobão Filho (PMDB), abandonado à própria sorte até por Roseana Sarney.

Ao final daquela eleição, publiquei em artigo uma avaliação sobre aquele pleito:

A metamorfose dinista, entre 2006 e 2014, foi mais acelerada do que se supunha:

(1) de oposição de esquerda (fora dele a invenção do discurso do “pós-Sarney”, em 2006, e do “enfrentamento às oligarquias Sarney e Lago”, em 2008) transitou aceleradamente para

(2) oposição consentida (em 2008, quando teve o voto de Roseana Sarney e Gastão Vieira, no segundo turno das eleições para prefeito de São Luís), saltando à dissidência oligárquica, sob comando de José Reinaldo, Humberto Coutinho e Roberto Rocha, para incorporar

(3) a oposição conservadora, a partir do apoio que buscou e recebeu, de lideranças como José Vieira e os tucanos João Castelo e Sebastião Madeira; às vésperas da eleição, sua candidatura (ex-oposição de esquerda; ex-oposição consentida; ex-oposição conservadora) constitui-se

(4) a opção por dentro do próprio sistema oligárquico de poder [...]” (DOUGLAS, Franklin. A lógica de reprodução do poder oligárquico no Maranhão, 05/10/2014).

No governo, mesmo com uma acentuada sensibilidade social, Flávio Dino não obteve êxito no combate à pobreza, na melhoria do IDH. Prevaleceu substancialmente o “choque de capitalismo” prometido na campanha.  O que ficou ocultado frente a seu correto combate ao governo Bolsonaro, ainda que flertando com setores do bolsonarismo, nacional e local. Segurou o quanto pode, mas, com o seu sucessor à frente, Carlos Brandão (ex-PSDB, ex-PRB, PSB), os setores conservadores do condomínio dinista impuseram uma Lei de Terras que ameaça o Maranhão. Uma Lei de Terras de Sarney (1969) revigorada no que poderia ser pior para trabalhadores e trabalhadoras do campo, quilombolas, povos tradicionais e o meio ambiente do estado.

A esquerda não sumiu, visto que nunca esteve efetivamente no controle do Poder Executivo!

E no Poder Legislativo? Desde 1978, a esquerda nunca passou de meia dúzia de deputados estaduais, um ou dois deputados federais. Talvez, atualmente, o que sumiu mesmo do parlamento foi a disposição de luta, de enfrentamento e denúncia das mazelas do Estado. Outrora uma marca da esquerda maranhense no parlamento. Decorre desse cenário a máxima do governador Carlos Brandão: “não temos oposição, são 42 deputados estaduais nos apoiando”.

Dito isto, de onde a esquerda nunca sumiu? Diria que das ruas, ainda que diminuta em sua mobilização popular. Não obstante enfrentando uma completa mudança de geração e de instrumentos de luta, sob o desafio de reinventar-se nas ruas e nas redes sociais.

E ousaria alertar: de onde nunca poderá desaparecer? De seu projeto histórico!

Até o fim dos anos 1990, tínhamos uma esquerda militante, presente nas bases, no trabalho de formiguinha. Nos tenebrosos tempos atuais, essa militância diária parece ter se deslocado com todo o gás para a extrema-direita. Por sinal, foi preciso a extrema-direita emergir, a partir de 2018, para a esquerda dar-se conta de que só ela pode assumir o papel antagônico ao projeto conservador reacionário em curso.

Ainda que minoria, embora em desvantagem na correlação de forças, a esquerda persiste na sua tarefa histórica irrenunciável: a da luta por uma sociedade igualitária, libertária, distante do latifúndio, das estruturas oligárquicas, opressoras, humilhantes e autoritárias de poder. Luta que ainda se trava no Brasil e o no Maranhão. Dessas batalhas, a esquerda autêntica nunca sumiu nem desaparecerá! É seu destino ser um “anjo torto” na vida, como diria Carlos Drummond de Andrade.

 

(*) Franklin Douglas – professor e doutor em Políticas Públicas.



terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

MAIS DE 140 ORGANIZAÇÕES COBRAM PLANO DIRETOR TRANSPARENTE! E esperam "papo reto" do vereador Paulo Victor (PCdoB), presidente da Câmara Municipal, em defesa de São Luís!


O Movimento de Defesa da Ilha conseguiu reunir em defesa da cidade mais de uma centena organizações reivindicando um debate público e transparente do Plano Diretor. O Movimento aposta na mobilização da população em defesa da zona rural, do Sítio Santa Eulália, das dunas da Litorânea, da natureza de São Luís e contra a especulação imobiliária que coloca vereadores/as de joelhos e à serviço dos ricos da cidade. 
Confira as organizações de juventude, professores, trabalhadores, ambientalistas, pesquisadores, sindicatos, comunidades da zona rural, de articulação de cidadãos e cidadãs em defesa de uma São Luís sustentável, inclusiva, com desenvolvimento urbano inteligente e sem a falta de água, saneamento, o caos do trânsito e a falta de espaços públicos gratuitos de cultura, esporte e lazer para sua população.


 Alerta geral!

São Luís em vigília!


A ilha está de olho na Câmara Municipal de São Luís. Estamos com toda nossa atenção voltada para vereadoras e vereadores da cidade! 


EXIGIMOS que o projeto de Plano Diretor que hoje está na Câmara Municipal seja devolvido para a prefeitura, seguindo a recomendação do Ministério Público Estadual.

Só sairemos dessa vigília, quando esse projeto for devolvido!

O projeto compromete profundamente a vida em nossa cidade e em nossa ilha.  

É um projeto de morte! 

Sua aprovação seria um escândalo! 

É uma típica iniciativa de extrema-direita!

O projeto é violento, ilegal, estruturado em fake news; desconsidera a ciência, as instituições democráticas, a participação social e exclui os vulneráveis. 

Não tem nenhum compromisso social, destruindo ainda mais com o nosso já maltratado meio ambiente, o que resta de natureza.

O projeto abre a possibilidade real do aumento da poluição, de doenças, falta de água, mais e mais inundações, calor, falta de mobilidade urbana, congestionamentos; liquida a zona rural, destrói dunas, acaba com o Sítio Santa Eulália, promove o caos! 

Nesse processo, também  esperamos que o vereador Paulo Victor (PCdoB) - com o poder de presidente da Câmara Municipal que tem - esteja em favor da vida e da Ilha, da cidade, de toda a sociedade, atuando com firmeza nesse processo de devolução.


Assinam este documento:

 

Agência Tambor 

Aliança Palestina - MA

APRUMA - Seção Sindical ANDES

Articulação da CEBs São Luís

Articulação do Semiárido - ASA Maranhão

Associação Agroecologica Tijupá

Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão - Abraço-MA

Associação da comunidade Rural do Murtura

Associação de Agriculturas e Agricultores Familiar da Zona Rural Matinha São Luís

Associação de Artesãos Unidos pela Fibra da Área Itaqui Bacanga

Associação de Deficientes Visuais do Maranhão

Associação de Moradores de Igaraú - AMI

Associação de Saúde da Periferia do Maranhão – ASP/MA

Associação dos Artesãos do Polo  Coroadinho

Associação dos Moradores de Igarau

Associação Hortigranjeiro Horticultores de Pedrinhas

Associação Justiça nos Trilhos (JnT)

Associação Maranhense para a Conservação da Natureza - AMAVIDA

Canal Passarim

Central de Movimento Populares - CMP

Central de Sindicatos Brasileiros - CSB

Central do Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB

Central Sindical e Popular - CSP Conlutas

Central Única dos Trabalhadores - CUT - MA

Centro Acadêmico de História da UFMA

Centro de Cultura Negra - CCN

Centro de Defesa e Apoio à Comunidade.

Centro de Estudos e Educação da Classe Trabalhadora do Estado do Maranhão - CEMARX

Centro Mandacaru de Estudos, Formação e Promoção Social, Política Econômica e Cultural

Coletivo de Comunicação Popular Pinga Pinga

Coletivo de Mulheres da Cidade Olímpica

Coletivo de Mulheres do Maranhão Iêda Batista

Coletivo Disparada - MA

Coletivo Juntos

Coletivo Marginais

Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luís - MA

Comissão de Transporte Alegria Maracanã

Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas - CONFREM

Comissão Pastoral da Terra – CPT - Regional Maranhão

Conselho Ambiental da Apa Maracanã - CONAN

Conselho Cultural do Monte Castelo

Conselho Diretor - IFMA CCH

Conselho Gestor da Resex Tauá-Mirim

Conselho Indigenista Missionário – CIMI - Regional Maranhão

Conselho Municipal de Segurança Alimentar de São Luís

Conselho Pastoral dos Pescadores – CPP - Regional Maranhão

Conselho Regional de Serviço Social - 2a Região MA

Desperta Mulher Brasileira - Paço do Lumiar - MA.

Diretório Acadêmico de Biologia - UFMA

Diretório Acadêmico de Comunicação (DACOM), Gestão Vladimir Herzog - UFMA

Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras do Estado do Maranhão - FETAEMA

Força Sindical

Fórum Carajás

Forúm Estadual de Economia Solidária - FEESMA

Fórum Maranhense de Entidades de Pessoas com Deficiências e Patologias

Fórum Maranhense de Mulheres

Fórum Maranhense de Segurança Alimentar e Nutricional - FMSAN

Fórum Maranhense de Segurança Alimentar e Nutricional - FMSAN

Fórum Permanente das Entidades e Movimentos de Usuários do SUS de São Luís e do Maranhão - FÓRUM SUS SLZ/MA

GEMS-QI

Grupo Agroartes de Igaraú

Grupo Ato de Amor (Paço do Lumiar - Maranhão)

Grupo de Desenvolvimento, Política e Trabalho – GEDEPT/ UEMA

Grupo de Estudos de Dinâmicas Territoriais – GEDITE/UEMA

Grupo de Estudos de Política, Lutas Sociais e Ideologias – GEPOLIS - UFMA

Grupo de Estudos e Pesquisas das Formas Sociais - UFMA

Grupo de Estudos em Democracias, Estados e Territorialidades na América Latina – GAL - UFMA

Grupo de Estudos Trabalho Escravo e Comunicação - UFMA

Grupo de Estudos, Pesquisa e Debates em Serviço Social e Movimento Social - GSERMS/UFMA

Grupo de Estudos: Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente – GEDMMA/ UFMA

Grupo de Mulheres Negras Mãe Andresa

Grupo de Mulheres Negras Maria Firmina

Grupo de Pesquisa e Extensão em Lutas Sociais, Igualdade e Diversidades - LIDA/UEMA

Grupo de Pesquisa em Etnologia e Imagem da UFMA

Grupo de Pesquisa ETC: Economia, Tecnologia e Comunicação - UFMA

Grupo de Pesquisa sobre Geografia, Territórios e Sociedades – CNPq/UFMA

Grupo de Trabalho Fronteiras, Regionalização e Globalização do CLACSO

Grupo Novo Olhar - Bacabeira/MA

Grupo Solidariedade é Vida

Grupo União de Mulheres Empreendedoras da Vila São Luís - GUME

Instituto Cultural Pedra Rara/SL

Instituto de Arquitetas, Arquitetos e Urbanistas do Brasil, Departamento do Maranhão - IAB-MA

Instituto de Gestão de Projetos Sociais - IGPS

Instituto Opus

Instituto São Luís Acessível - ISLA

Instituto Tricomas de Acesso à Cannabis Medicinal - ITAC

Instituto Você em Cena

Laboratório de Análise Territorial e Estudos Socioeconômicos - LATESE/UEMA

Laboratório de Extensão, Pesquisa e Ensino em Geografia – LEPENG/UFMA

Levante Popular da Juventude- MA

Marcha da Maconha de São Luís

Marcha Mundial das Mulheres - MMM/Maranhão

Movimento de Defesa da Ilha

Movimento de Pescadores e Pescadoras

Movimento de Resistência dos Professores – MRP

Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB

Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST - Maranhão

Movimento Mulheres em Luta - MML

Movimento Nacional da População em Situação de Rua - MNPR Maranhão.

Movimento Nacional de Luta Pela Moradia - MNLM

Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe

Movimento Saúde dos Povos - MSP - Maranhão

Mulheres Lésbicas e Bissexuais do Maranhão - MILÉSBIMA

Mulheres Unidas da Cidade Nova

NEAB-UFMA

Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular  - NAJUP - Negro Cosme – UFMA

Núcleo de Estudos em Território, Cultura e Planejamento - MARIELLE/UEMA

Núcleo de Estudos Socioambientais – NES - da UFMA

Observatório de Desenvolvimento Regional – Observa DR – PPDSR – UEMA

Observatório de Políticas Públicas e Lutas Sociais (OPPLS/PPG-UFMA)

ONG Arte-Mojó

Porta e Janela, escritório popular de arquitetura

PSOL - Diretório Municipal de São Luís

PSOL - Maranhão

PSTU

Rede das Mulheres das Marés e das Águas, dos Manguezais Amazônicos do Maranhão e do Piauí - REMULMANA

Rede de Agroecologia do Maranhão - RAMA

Rede de Mulheres Negras do Maranhão- Remnegra

Rede Paneiro de Comercialização Solidária - Região Metropolitana de São Luís

Resistência – PSOL (MA)

Resistência Cultural Upaon Açu – Re(o)cupa

Revoar - Grupo de Familiares e Amigos de Pessoas Privadas de Liberdade

SINASEFE - Seção Maracanã

SINASEFE - Seção Monte Castelo

Sindeducação

Sindicato dos (as) Trabalhadores (as) nas Entidades e Centrais Sindicais, Associações, Federações, Órgãos de Classe, Entidades Não Governamentais e Partidos Políticos no Estado do Maranhão - SINTES-MA

Sindicato dos Pescadores de Paço do Lumiar.

Sindicato dos professores da UEMA e UEMASUL - SINDUEMA Seção Sindical do Andes

Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão - SINDSALEM

Sindicato dos Trabalhadores na Pesca e Aquicultura no Município de São Luís

Sindicato dos Urbanitários do Maranhão - STIU-MA

Sindicato dos(as) Trabalhadores(as)domésticos(as) do Estado do Maranhão

Sindicatos dos Bancários do Maranhão - SEEB – MA

Sintrajufe - MA

UNEGRO-MA

União Beneficente do Rio dos Cachorros

União da Juventude Socialista - UJS (Maranhão e São Luís)

União de Moradores de Alegria Maracanã - UMBAM

União de Moradores do Taim

União Estadual por Moradia Popular