domingo, 12 de fevereiro de 2023
ALERTA GERAL! São Luís em vigília (contra a aprovação do Plano Diretor na marra, em pleno período de carnaval!)
Diário de Bordo nº 3 [30 dias do governo Lula]
Neste Diário de Bordo, uma avaliação dos primeiros 30 dias do governo Lula, com Gilberto Maringoni (SP), Arlete Borges (UFMA) e José Luís Fevereiro (RJ). Para além das fakenews, golpe e contragolpe, confira o que Lula e seu governo acertaram e os cuidados que precisam tomar para não serem sabotados pelo bolsonarismo.
sábado, 14 de janeiro de 2023
Diário de Bordo nº 02 (Golpes e contragolpes)
quarta-feira, 11 de janeiro de 2023
Diário de Bordo - EXTRA (A tentativa de golpe!)
Nesta edição extra do Diário de Bordo, a tentativa de golpe pela extrema-direita em Brasília, a reação dos movimentos populares, a ação de Flávio Dino, cassação da Deputada Mical e os 80 anos de Mundinha Araújo.
sábado, 7 de janeiro de 2023
Diário de Bordo - novo podcast do OiFranklin
Neste episódio, a
primeira semana do governo Lula, a posse, os ministros e os desafios da luta
democrática no Brasil
Acompanhe no Spotify
domingo, 1 de janeiro de 2023
domingo, 18 de dezembro de 2022
PERDEU A SÉRIE MARANHÃO NA COPA? Confira os cinco episódios aqui
Nesta postagem, estão reunidos os cinco episódios da série MARANHÃO NA COPA. Uma produção da disciplina "Produção para a mídia sonora", do curso de Comunicação da UFMA - Rádio e TV, sob responsabilidade dos professores Franklin Douglas e Sarah Fontinele.
A série teve na equipe de roteiro, locução, produção e edição os estudantes Cris Sousa, Marcos Grativol, Matheus Sousa, Sophia Lustosa, Sylmara Durans e Victor Sá.
Confira abaixo:
1958: o primeiro título
1962: o bicampeonato
1970: o tricampeonato
1994: o tetracampeonato
2002: o pentacampeonato
quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
DESMONTE DA ASSISTÊNCIA LEVA BRAIDE AO BANCO DOS REUS
O prefeito Eduardo Braide terá que se explicar no banco dos réus da justiça.
Ações da Defensoria Pública e do Conselho Regional de Serviço Social cobram a Prefeitura de São Luís em relação à manutenção dos serviços de assistência social na cidade e as demissões ocorridas na SEMCAS, cuja titular indicada por Braide sofre denúncias de corrupção.
Em uma só canetada, Braide desmontou o sistema de assistência social, exonerando 98 servidores. Com isso, políticas sociais voltadas à população de rua, idosos, crianças e adolescentes, cadastro e a atualização dos dados do SUAS estão sem rumo na cidade!
domingo, 11 de dezembro de 2022
A perversidade que brada na prefeitura: Nem assistência, nem livro aos pobres
O prefeito Eduardo Braide demonstrou toda a insensibilidade dele aos mais pobres, esta semana.
Desmontou o sistema de assistência social, exonerando 98 servidores, colocando todos no mesmo saco da secretária indicada por ele e acusada de corrupção à frente da SEMCAS.
Com isso, as políticas sociais voltadas à população de rua, idosos, crianças e adolescentes, estão prejudicadas e a atualização do cadastro do SUAS e do Bolsa Família estão sem estrutura nos CRAS, CREAS e Conselhos tutelares.
FEIRA SEM LEITORES. Já a Feira do Livro deste ano foi um lamento só. Distante (na UFMA, onde os ônibusnão dão conta nem da demanda dos univer-sitários), a Feira atraiu poucos leitores, ainda mais numa data bastante difícil.
Não foi pior, uma vez mais, graças a livreiros e estudiosos que carregaram a Feira nas costas...
Há males que vêm para o bem...
O HEXA NÃO VEIO, MAS JÁ PENSOU BOLSONARO REPETINDO MÉDICI, NO TRI DE 1970? AO MENOS ESCAPAMOS DESSA...
No tricampeonato de 1970, o general Médici fazia festa para a seleção, decretando dois dias de feriado nacional e escondendo a realidade do país, como a tortura a presos políticos. Que só vem a público, como na foto com 40 presos liberados em troca da liberdade do embaixador alemão, sequestrado em ação das organizações ALN e VPR. A foto nas capas dos jornais do país (como no jornal O Imparcial, de 23/06/1970) foi uma das exigências dos sequestradores, para mostrar que não havia democracia no país.
Boletim Mudar é Bom - nº 39
https://linktr.ee/franklin.ma
quinta-feira, 8 de dezembro de 2022
NÃO ESTAVA PRONTO: CORRUPÇÃO E DESMONTE DA ASSISTÊNCIA SOCIAL NA GESTÃO BRAIDE
NÃO ESTAVA PRONTO:
CORRUPÇÃO E DESMONTE DA ASSISTÊNCIA SOCIAL NA GESTÃO BRAIDE
Acuado em meio a denúncias de corrupção
de sua indicada, Ana Furtado, para Secretaria Municipal da Criança e
Assistência Social (SEMCAS), o prefeito de São Luís Eduardo Braide combate o
fogo com gasolina: exonerou secretária e cerca de 100 comissionados da SEMCAS,
nivelando todo mundo como corruptos, inclusive servidores de longos serviços
prestados à Prefeitura que nada têm a ver com os desmandos da, agora,
ex-secretária de Braide.
E O QUE É PIOR: COM UMA SÓ CANETADA, BRAIDE DESMONTOU TODA A
POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA DO MUNICÍPIO.
A população mais pobre é quem paga o pato dos desmandos dos
mais ricos na gestão Braide. Estão completamente
sem direção os serviços do Cadastro Único (CadÚnico), que atualiza os dados de benefícios
como BPC e Bolsa Família e atualiza as informações do Censo Anual do SUAS, as
05 unidades de atendimento (Casas Abrigo), os 20 CRAS e 05 CREAS (Centro de
Referência da Assistência Social), 02 Centros POP e o apoio aos 10 Conselhos
Tutelares da cidade, prejudicando a população mais vulnerável como moradores de
rua, em situação de violência, idosos, crianças e adolescentes.
Todo esse desmonte da política de
assistência social exatamente no Dia da Assistência Social, quando a lei que
instituiu o SUAS (Sistema Único de Assistência Social) completa 29 anos (LOAS,
de 7/12/1993). Exoneração de servidores às vésperas do Natal. BRAIDE NÃO TEM DÓ!
APURAR TODA A CORRUPÇÃO EXISTENTE NA SEMCAS!
CPI DA SEMCAS JÁ!!
NÃO AO DESMONTE DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL!!!
Toda solidariedade a assistentes
sociais, psicólogos, pedagogos e demais servidores que nada têm a ver com esses
desvios e foram atingidos por uma decisão injusta do prefeito Braide!
São Luís (MA), 8 de
dezembro de 2022.
PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE
Diretório Municipal de São Luís
domingo, 13 de novembro de 2022
Todo apoio para Lula ter a educação como prioridade
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| Boletim Mudar é Bom - nº 37 |
A vitória de Lula nas urnas deve ser confirmada com o cumprimento de suas promessas de campanha.
Uma das mais relevantes: A PRIORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO!
O desfinanciamento da educação pública, do ensino fundamental e médio ao universitário, durante o governo Bolsonaro, prejudicou uma geração de jovens, que desistiu de continuar seus estudos após sair da escola.
Chamar a sociedade, docentes e estudantes a participar e apontar metas e prioridades para o PPA (Plano Plurianual) do governo é o primeiro passo. Retomar o financiamento, pensando ele como investimento, e não gasto social, é outro ponto importante.
Enterrar iniciativas reacionárias como o "Escola sem Partido" é, também, essencial. Com isso, gerar um ciclo de esperança e uma repactuação social que eleve a educação ao patamar de objetivo estratégico para o desenvolvimento do país.
sábado, 29 de outubro de 2022
A ELEIÇÃO DE NOSSAS VIDAS
Franklin Douglas (*)
Há uma propensão a comparar esta eleição de 2022 com a de 1989. As
imensas mobilizações deste segundo turno pela campanha petista e o clipe dos
artistas cantando a versão atual do histórico jingle “Lula lá”, então, são aproximações
quase irresistíveis entre os dois momentos.
Igualmente, equiparar 2022 a 2002 é outra predisposição que emerge. A
votação de 52 milhões de votos no primeiro turno e a liderança, em todas as
pesquisas, com vantagem acima da margem de erro, contribui muito para essa
analogia.
Mas não é nem uma coisa, nem outra!
E muito menos 2022 é uma mescla de 1989 com 2002.
Não estamos em uma eleição que resulta do acúmulo de forças das teses
progressistas e mobilizações que juntaram tão amplos contingentes e gerações, embora
eleitoralmente derrotados por Collor de Mello.
Também não estamos sob um pleito com vitória assegurada por uma aliança
operário-patrão (Lula-José Alencar), com as garantias de uma “Carta ao Povo
brasileiro”, em que a vertente socialdemocrata desenvolvimentista derrotaria a
outra, subjugada ao neoliberalismo.
A rigor, para 14% dos mais de 156 milhões de eleitores e eleitoras,
essas referências inexistem em suas memórias. São 35 milhões de jovens eleitores,
com até 24 anos de idade, que nem eram nascidos em 1989 e, em 2002, mal
engatinhavam.
ESTA É UMA ELEIÇÃO
INIGUALÁVEL!
De um lado, um campo democrata da centro-direita à extrema-esquerda,
reunindo os ícones da disputa dos últimos 28 anos, Lula e Alckmin, com o apoio
de Fernando Henrique Cardoso e José Serra, até MST e PSTU – para ficarmos nos
símbolos mais marcantes. Do outro lado, uma extrema-direita conservadora e
reacionária, que quer girar a roda da história para trás.
Mais do que uma eleição sob a preponderância das redes sociais,
trata-se de uma disputa cujas armas possibilitaram os ratos saírem dos esgotos.
O que Sebastião Jorge, em sua pesquisa sobre os pasquins dos anos 1800 no
Maranhão, identificava como impropérios e difamações entre um agrupamento
político e outro, em panfletos distribuídos à noite e madrugada pelas casas de
São Luís, saltaram, agora, para a propaganda eleitoral na televisão e no rádio,
em plena luz do dia.
Estamos frente à eleição que decidirá a formatação mais do que de nosso
Estado Democrático de Direito. Definirá as condições de vida e liberdade das
próximas gerações, dos atuais jovens de 24 anos aos seus filhos.
Estamos diante de uma terceira onda conservadora no Brasil, como alerta
o historiador Sidney Chalhoub: a primeira, no século 19, quando da abolição da
escravidão (1888). A reação foi o golpe militar na monarquia, um ano depois, 1889;
na segunda metade do século 20, a segunda onda, o golpe militar de 1964 ante a
possibilidade de ampliação dos direitos dos trabalhadores urbanos aos rurais e
as Reformas de Base de João Goulart. A terceira onda materializa-se na repulsa
aos direitos conquistados na Constituição de 1988 e na inserção de setores da
classe trabalhadora no campo das políticas públicas que possibilitem vida digna
e de oportunidades. Essa onda se iniciou com o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, e
dela emergiu um campo antidemocrático, neofascista, autoritário, anticientífico
e ideologicamente doentio.
Barrar essa onda é o nosso maior desafio nesta eleição de 2022. E,
ainda, não basta vencer o pleito, tem que ocupar as ruas para garantir o
resultado e a posse. E não somente a posse, mobilizar para enfrentar o campo da
extrema-direita que não cessará no dia 30 de outubro. Mais do que nunca, esta é
uma luta que continua.
Vencer com Lula é a condição sine qua non para assegurar a Democracia
brasileira. Com amor e esperança,
derrotar o ódio e a barbárie, este é o nosso dever nesta que é a eleição de
nossas vidas!
domingo, 29 de maio de 2022
NEM UM PASSO ATRÁS!
Franklin Douglas (*)
Proposta de Emenda Constitucional nº 206/2019 (PEC 206) quer instituir
a cobrança de mensalidades nas universidades públicas. Mais um projeto de
maldade com os setores populares, patrocinado pelos conservadores-reacionários
que não admitem pobres no ensino superior. De autoria do deputado bolsonarista
General Peternelli (SP), tem relatório favorável de outro deputado, Kim
Kataguiri (SP), do MBL, o movimento da juventude destruidora dos direitos
sociais no Brasil.
Argumentar a favor da PEC para que haja mais recursos para o custeio da
universidade é balela!
Igualmente falso que a cobrança seria somente aos que teriam condições
de pagar.
Mais cínico ainda é o argumento de que o pagamento de mensalidades
contribuiria para superar a crise de financiamento do ensino superior.
Mero ilusionismo retórico para ocultar a essência da proposta: iniciar
a liquidação da universidade gratuita e pública no país.
Darcy Ribeiro já denunciou há tempos: “A crise da educação no Brasil não
é uma crise; é um projeto!”. Querem substituir o ensino superior público pelo
pago, privatizado, aligeirado e à distância.
Tentar cobrar mensalidades nas universidades públicas não é novidade. Almejaram
no governo Collor de Mello (1990-1992). Empenharam-se novamente sob o governo Fernando
Henrique Cardoso (1995-2002). Em ambos os momentos, fomos às urnas, estudantes
e professores, e barramos esse ataque à universidade pública!
No atual cenário, na ofensiva de sua agenda ideológica, neoliberais e
conservadores buscam novamente alavancar a ideia. Querem fazer a roda da
história girar para trás. Pretendem que a universidade seja lugar somente das
elites dominantes e formadora apenas de seus “doutores”. Aos demais jovens,
restando o trabalho de menor remuneração, pouca reflexão e mera força de
trabalho de reserva ao exército da mão de obra a ser utilizada pelo capital.
Um completo absurdo! Do Maranhão, apoiam a cobrança de mensalidades nas
universidades públicas deputados como Aluísio Mendes (PSC), Cleber Verde
(Republicanos), Edilázio Junior (PSD), Gastão Vieira (PT), Hildon Rocha (PMDB),
João Marcelo (PMDB), Pastor Gil (PL) e Pedro Lucas Fernandes (União).
A iniciativa precisa de 171 deputados apoiando para que siga na
tramitação. Tinha 177 subscrevendo-a. Oito deputados retiraram suas
assinaturas: 02 do PT, 02 do PDT, 01 do PCdoB e 01 do PSB (inacreditável que
tenham assinado...); 01 do PP e 01 do Patriotas. O que levaria à
inadmissibilidade da PEC, visto não ter o número mínimo de apoio. Mas a
proposta segue viva. E recolher assinaturas para substituir as desistências é
algo fácil aos mercadores da educação.
Por isso, não dá para relaxar. É preciso mobilizar as universidades
públicas e os defensores da educação para ir às ruas contra essa proposta.
Mostrar à população as reais intenções dessa cobrança: retirar negros,
indígenas, estudantes das escolas públicas e pobres das universidades. O então
ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro, Milton Ribeiro, já deixou claro
essa real intenção: “Universidade deve ser para poucos” (TV Brasil,
09/08/2021).
Cabe a nós mobilizarmos muitos contra esse retrocesso. Eis a posição
que todos, docentes, discentes, técnicos-administrativos e suas organizações
(DCE´s, DA´s/C.A´s, sindicatos, associações, etc), reitores e gestores das
instituições de ensino superior públicas (como UFMA, IFMA´s, UEMA, etc.)
devemos tomar.
NEM UM PASSO ATRÁS NA
DEFESA DA UNIVERSIDADE GRATUITA, PÚBLICA E DE QUALIDADE!
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Artigo publicado no jornal O Imparcial, edição de 28 e 29/05/2022, opinião, p. 4
sábado, 30 de abril de 2022
LULA SEM MEDO
| Com Lula, há espaço para travarmos essas lutas, trazendo o povo sem medo para o centro do palco dessa disputa por políticas públicas a favor da classe trabalhadora |
Franklin
Douglas (*)
O mais recente ataque do presidente Jair Bolsonaro à urna eletrônica e
ao sistema eleitoral no país explicita que temos, nestas eleições presidenciais
de 2022, três grandes desafios:
1. Ganhar as eleições do campo que representa a barbárie e a
restauração do conservadorismo reacionário de viés neofascista;
2. Garantir que o resultado das urnas dando a vitória às forças
democráticas seja respeitado;
3. Assegurar a posse do eleito pelo campo democrático-progressista, em
janeiro de 2023.
Como diria Nelson Rodrigues, é o óbvio ululante! Está tão gritante, tão
na cara, que ainda há quem não enxergue essa realidade.
Tal como Donald Trump nos Estados Unidos, país cujo sistema eleitoral é
muito mais consolidado e antigo que o brasileiro, não resta dúvida que o
bolsonarismo, derrotado nas urnas, não aceitará o resultado. Incitará sua base
orgânica a uma tentativa de golpe no processo eleitoral. Gritará que houve
fraude.
Não basta ganhar – seja no primeiro, seja no segundo turno. Tem que
ganhar e estar pronto para mobilizar a população para que defenda o resultado e
a posse do eleito. Após as urnas, será preciso estarmos prontos para irmos às
ruas em defesa da eleição e da posse daquele que vier a vencer o neofascismo.
Será uma das mais importantes lutas das classes em movimento no Brasil
contemporâneo.
Como nos ensinou um dos mais importantes sociólogos brasileiros,
Francisco de Oliveira, o que temos de democracia no Brasil foi arrancado e
conquistado pelas classes populares. Numa sociedade cuja República nasce de um
golpe conduzido por militares e que passou por 21 anos de ditadura
civil-empresário-militar (1964-1985), o ano de 2022 será a nova batalha pela
consolidação da democracia neste país.
Frente a esse cenário, não há o que titubear. Hesitar em identificar
quem tem força, base eleitoral e capacidade de articulação para liderar a
retomada do mínimo Estado Democrático de Direito, com respeito a suas
instituições e poderes constituídos, significa cometer o mesmo erro dos que
subestimaram o lavajatismo e o golpe parlamentar-judiciário-midiático de 2016.
Para buscar retomar os direitos que foram desmontados e tirados do povo
brasileiro com a reforma trabalhista e demais ataques aos direitos sociais, não
há que ter dúvida: é preciso primeiro superar esses três obstáculos (ganhar a
eleição, garantir a vitória e a assegurar a posse). E, sem dúvida, só Lula
reúne as condições objetivas e subjetivas para buscarmos reconstruir o estado
social no Brasil.
O apoio a Lula não é cheque em branco.
O voto em Lula, mesmo com Alckmin, não significa alinhamento aos
setores conservadores que se reaproximam dele.
Ir com Lula já é para garantir as mínimas condições de combate democrático
por outra agenda para o país: de retomada do emprego, de valorização dos
salários, de combate à carestia e aos preços altos, de enfrentamento à fome, de
respeito aos direitos dos povos originários, meio ambiente e luta pelos
direitos da juventudes, de mulheres, negros, LGBT´s, agricultores familiares,
os sem-terra e sem-teto.
Sem Lula na Presidência da República, estaremos diante do
aprofundamento da agenda neoliberal, conservadora e reacionária. Com Lula, há
espaço para travarmos essas lutas, trazendo o povo sem medo para o centro do palco
dessa disputa por políticas públicas a favor da classe trabalhadora.
Estão certos aqueles e aquelas que entendem que são enormes esses
desafios. Maior, contudo, tem que ser nossa disposição para a luta, com
movimentações coerentes e inteligentes.
É Lula sem medo!
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Artigo publicado no jornal O Imparcial, edição de 30/4 e 1º/05.2022, opinião, p. 5
sexta-feira, 22 de abril de 2022
BRAIDE, VALORIZE OS PROFESSORES!
Nota do PSOL/São Luís:
BRAIDE, VALORIZE OS PROFESSORES!
O Diretório
Municipal do PSOL em São Luís manifesta seu apoio irrestrito à greve dos
professores e professoras de São Luís e repudia o tratamento dado pela
administração Braide aos professores e professoras de São Luís.
Em greve pela valorização da educação, Braide, ao invés de
fazer uma negociação transparente e honesta com a categoria, utiliza dos
recursos públicos para comprar espaços de publicidade nos meios de comunicação
e mentir para a população, buscando deslegitimar e intimidar o movimento
docente.
Como bom mentiroso, BRAIDE CONTA SETE MENTIRAS À POPULAÇÃO DA
CIDADE. Ao contrário do que diz na propaganda da Prefeitura:
1. Ele não entregou
chips e tablets para os alunos;
2. Ele não reformou
todas as escolas – passou uma tinta em algumas delas;
3. Ele não retornou
com o ensino 100% presencial;
4. Ele não respeita
a Lei do Piso, nem o Plano de Cargos e Carreiras – professores seguem sem suas
promoções homologadas;
5. A categoria
aderiu à greve, diferente do que ele diz;
6. Ele é obrigado a
dar o reajuste, sim, pois ele não cumpre a Lei do Piso;
7. A Prefeitura
pode, sim, dar o aumento pleiteado!
Por todas essas mentiras, fica claro: BRAIDE NÃO VALORIZA A
EDUCAÇÃO!
ELE NÃO ESTAVA PRONTO PARA ADMINISTRAR A CIDADE PARA SUA MAIORIA!
Sua orientação é sempre governar aos grupos privilegiados da cidade.
POR TUDO ISSO,
MANIFESTAMOS NOSSO APOIO À GREVE DOS PROFESSORES E PROFESSORAS. ELES LUTAM POR
UMA MELHOR EDUCAÇÃO PARA NOSSAS CRIANÇAS!
BRAIDE, RESPEITE OS
PROFESSORES E PROFESSORAS DE SÃO LUÍS!
São Luís (MA), 22 de abril de 2022.
PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE
Diretório Municipal de São Luís
quarta-feira, 30 de março de 2022
NãoEstavaPronto
Sem ônibus.
Sem diálogo com rodoviários.
Sem reajuste de 33,24% para professores/as da rede municipal.
Sem reajuste dos servidores públicos municipais.
Sem pagamento justo e tratamento digno aos trabalhadores e trabalhadoras da limpeza pública.
Como avisamos (PSOL-PCB-UP), Braide não estava pronto
para administrar para a maioria da cidade!
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
A ATUALIDADE DA LUTA DE MARIA ARAGÃO
Artigo publicado no Jornal Pequeno, 10 fev. 2022, p. 11 |
Franklin
Douglas (*)
Há 112 anos nascia Maria Aragão. Às novíssimas gerações que vivem sob a
lógica do imediatismo segundo o qual “A melhor banda de todos os
tempos [é a banda] da última semana” (Titãs, 2001), lembrar do nascimento de Maria é um exercício pedagógico
a ser continuamente repetido, porque Maria foi uma mulher de seu tempo e para
além dele!
Maria afirmou sua condição feminina e negra, sem abstrair que o
patriarcado e a subalternidade imposta pela cor da pele emergiram a partir de
um modo de produção que se nutria da exploração do homem sobre outro homem, em
detrimento à igualdade entre os seres humanos.
Filha de Rosa Camargo Aragão, descendente de índio e português, analfabeta,
e Emílio Aragão, guarda-fios (à época, como se denominava o encarregado de
consertar os fios do telégrafo), negro – cuja mãe era uma africana advinda de
Cabinda–, Maria nasceu em Engenho Central (onde hoje é o município de Pindaré-Mirim).
Mas logo na infância viria para São Luís, por determinação da mãe em tornar
seus sete filhos “doutores”, formados. Enfrentou dificuldades muitas: fome,
pobreza, preconceitos...
Certa vez, registrou ela: “[...] Vivi desde os primeiros anos de minha
vida, este sinal, o sinal da fome” (HOLANDA, 2005, p. 24). Maria quase deixou, em 1939, o segundo ano do
curso de Medicina, porque estava doente por passar fome... Mas sabia que, em
definitivo, a fome só se vence pelas condições dignas trazidas pelo trabalho.
Destinada, mesmo com muita luta, a ser o máximo que uma maranhense do
início do século XX poderia alcançar, uma professora normalista, Maria almejou
ir além disso. Ela ousou sonhar em ser, também, médica. Num estado cuja
primeira Faculdade de Medicina só seria fundada em 1957, isso significava ir estudar
no Rio de Janeiro. Não era um sonho para uma mulher... Não era um sonho para
uma pobre... Mas assim fez: seguiu seu sonho, partindo para o Rio, em 1935.
Com muito sacrifício – enfrentou a desnutrição, a pobreza, a falta de
recursos –, Maria foi uma poucas médicas na turma graduada em 12 de novembro de
1942.
Já formada – após alguns trabalhos no Rio –, Maria volta a São Luís, em
1945. Vive de suas consultas aos setores populares da cidade. Vinculada a Luís
Carlos Prestes e dirigente do PCB, não seria nada fácil arranjar emprego àquela
que, comunista, receberia a alcunha de “besta-fera” (e prostituta), por parte
de um padre de Pedreiras, quando visitava o município para fazer uma reportagem
sobre o conflito de terra na região, em 1946. Às vezes, o que recebia, gastava
tudo em remédios que dava a seus pacientes. Só conseguiu seu primeiro emprego
em 1970, na Liga Maranhense de Combate ao Câncer, atual Hospital Aldenora Belo.
Em seguida, no Centro de Saúde do Bairro do Anil. Aqui, sua plena convicção de
que somente um estruturado serviço público e gratuito poderia ser útil à saúde
do povo. (ARAÚJO, 2014).
NO
MARCO DE SEUS 112 ANOS DE NASCIMENTO, A LUTA DE MARIA ARAGÃO CONTINUA
ATUALÍSSIMA!!!
É atual a luta da Maria Aragão,
mulher, negra, no país no qual o racismo estrutural persiste, o feminicídio
alastra-se e a mulher é menosprezada em seu protagonismo na sociedade!
É atual a luta da Maria Aragão
contra a fome, num país que voltou ao mapa mundial da fome!
É atual a luta da Maria Aragão,
médica, no país que uma pandemia matou mais de 634 mil pessoas, por um sistema
de saúde pública!
É atual a luta da Maria Aragão
por um Maranhão sem desigualdades, sem oligarquias, sem a violência na luta
pela terra.
VIVA
FOSSE, MARIA CONTINUARIA A LEVANTAR BEM ALTO A BANDEIRA DO SOCIALISMO,
sobretudo nestes tempos de barbárie!
Viva Maria! Viva a atualidade de
sua luta. Viva o acerto de suas escolhas. Que as novíssimas gerações nunca
deixem a memória dessa mulher potente desaparecer da História do Maranhão!












