quinta-feira, 13 de março de 2014

13 DE MARÇO DE 1964 - há 50 anos, Jango discursava na Central do Brasil - via Blog do Carlos Leen





"Hoje, o histórico comício da Central do Brasil completa exatos 50 anos. 

Em 13 de março de 1964, cerca de 150 mil pessoas se reuniram sob a proteção de tropas do I Exército, unidades da Marinha e Polícia, para ouvir a palavra do Presidente da República, João Goulart, e do governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola. 

As bandeiras vermelhas que pediam a legalização do Partido Comunista Brasileiro e as faixas que exigiam a reforma agrária foram vistas pela televisão, causando arrepios nos meios conservadores. ‪" (via Blog do Carlos Leen)



PT-PMDB: a charge do Amarildo fala por mil análises

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2014/03/13/a-charge-de-amarildo-527073.asp

quarta-feira, 12 de março de 2014

Social-liberalismo e neodesenvolvimentismo é tema de aula inaugural do Programa de Políticas Públicas da UFMA



SOCIAL-LIBERALISMO E NEODESENVOLVIMENTISMO: NOVAS CONFIGURAÇÕES DO ESTADO BRASILEIRO-Aula inaugural do Programa de Políticas Publicas da UFMA, com o Prof Dr Rodrigo Castelo (Unirio), nesta quarta-feira (12/3) às 15h30, no auditório "E" do Centro de Ciências Sociais (CCSo).

domingo, 9 de março de 2014

NA LUTA MULHER, COM CLASSE!

         
          Franklin Douglas (*) 
Não foram pelos presentes tipo bolsa Victor Hugo, perfume Channel, sapatos Arezzo ou escovinha permanente que o 8 de Março se tornou o Dia Internacional da Mulher. Isso tudo pode até fazer parte, afinal quem delas não gostaria de, neste dia, ser presenteada?
A lógica do capitalismo é tudo mercantilizar. Até mesmo uma data em que mulheres operárias rebelaram-se exatamente contra esse sistema que as oprimia, impondo, por exemplo, uma jornada de trabalho de 16 horas diárias.
Foi por conta de uma greve, na qual reivindicavam a redução da jornada de trabalho para 10 horas por dia (!) que 130 tecelãs foram carbonizadas. Além da redução da jornada de trabalho, elas lutavam pela equiparação salarial (ganhavam um terço do salário dos homens pelo mesmo trabalho realizado) e ambiente digno de trabalho.
Reprimidas violentamente, trancadas e queimadas dentro da fábrica, em Nova Iorque, no dia 8 de março de 1857, essas operárias morreram nesse dia, mas a luta das mulheres nasceu com força e para nunca mais regredir.
E foi o movimento de mulheres, ligado às organizações operárias e partidos socialistas, que propôs, em 1910, a data como dia internacional da luta das mulheres. O que somente viria a ser reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 1975.
Esse detalhe fundamental, a cada ano é propositalmente esquecido por dois equívocos: (1) de conduzir um conjunto de debates, reflexões e comemorações que reforçam a luta feminista como uma luta apenas das mulheres e, sobretudo, como a luta que prevaleceria sobre qualquer outra na transformação da sociedade; e (2) de que esse processo é supraclassista.
A gênese do capitalismo se confunde com o patriarcalismo, o machismo, a violência à mulher e sua opressão. Uma sociedade que se quer diferente, uma sociedade livre, socialista, por exemplo, não tem lugar para machismo, opressão feminina. Se há machismo em sociedades socialistas, é porque não há socialismo autêntico nessas sociedades.
E não se transforma uma sociedade sem um projeto macro, antagônico, oposto ao que prevalece como status quo. Por isso, ensina o filósofo húngaro István Mészáros: “nenhuma ‘questão única’ pode, realisticamente, ser considerada a ‘única questão’”.
Não é só o feminismo, não é só o ambientalismo, não é só o combate ao racismo, a “questão única” que pode conduzir à “única questão” que é a superação do capitalismo.
A compreensão de que a luta das mulheres é suficiente redunda em situações como estas: As injustiças contra os direitos das mulheres foram debeladas porque simplesmente temos UMA DESEMBARGADORA PRESIDENTE do Tribunal de Justiça? A vida da mulher maranhense melhorou simplesmente por termos UMA GOVERNADORA no Maranhão? Ou, pelo fato de termos UMA PRESIDENTA, a situação da mulher brasileira avançou em sua representação política nos demais poderes? E assim se multiplicam os exemplos que mostram que não basta ser mulher, é preciso ter compromisso com o lado mais sofrido e oprimido da condição feminina.
Eis porque não se emancipam mulheres sem que se emancipem junto com elas também os homens!
Para além do sentimento corporativista, a luta da mulher deve ser a luta por uma sociedade que liberte mulheres e homens da miséria, das desigualdades, da opressão, da exploração. E isso exige posição.
Comemorações do 8 de março que juntam da mulher do agronegócio à mulher camponesa, da mulher capitalista à mulher operária, etc., não são mais do que ações que contribuem para tornar o Dia Internacional da Mulher um geleia geral, que descontrói todo o valor de luta pelo qual nasceu há 157 anos, pela resistência das operárias de Nova Iorque.
Maria Aragão, por exemplo, foi uma das maiores expressões dessa concepção. Sua luta é referenciada até hoje.
Como Maria, à luta mulheres, mas com classe!
E, inspirado em Bertoldo Brecht, diria:
“Há mulheres que lutam um dia e são boas;
Há outras que lutam um ano e são melhores;
Há as que lutam muitos anos e são muito boas;
Mas há as que lutam toda a vida,
E estas são imprescindíveis!”
Às queridas leitoras, parabéns pelo Dia Internacional da Mulher.

(*) Franklin Douglas -  jornalista e professor, doutorando em Políticas Públicas (UFMA), escreve ao Jornal Pequeno aos domingos, quinzenalmente. Publicado na edição de 09/03/2014, opinião - p. 03

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

VIVA MARIA!!! - Nos 104 anos do nascimento de Maria Aragão, MST lança documentário e livro sobre a líder maranhense



O documentário "Maria Aragão e a Organização Popular", produzido pela Expressão Popular e a Escola Florestan Fernandes, ligadas ao Movimento Sem-Terra (MST), juntamente com um livro da série Realidade Brasileira, traz, em 52 minutos, depoimentos de lideranças de organizações populares, de amigos e pessoas que conviveram com a líder comunista, como Wagner Baldez, Aldionor Salgado, João Otávio, Josefa Batista Lopes, Silvia Parga, Ironildes Vanderlei, Haroldo Saboia, César Teixeira, Euclides Moreira Neto, Mary Ferreira, Enide Jorge Dino, Ubirajara Aquino, dentre outros, sob narração da atriz Maria Ethel - assista acima, vale a pena conhecer essa parte da história não contada do Maranhão. 

Maria Aragão e a organização popular
Maria Aragão (1910-1991) destaca-se como mulher, negra, médica e militante política que conheceu profundamente as raízes das desigualdades sociais no Brasil e contribuiu para a organização da luta dos trabalhadores da cidade e do campo, desde meados dos anos 1940. 

Dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCB) no Maranhão, foi diretora do jornal Tribuna do Povo com o qual denunciou as degradantes formas de exploração e divulgou as reivindicações dos trabalhadores. Seu valor maior é a arte do trabalho de base, de seu contato direto trabalhadores rurais, em áreas de conflitos de terra no interior do Maranhão, e com operários das indústrias têxteis. Por sua militância destacada, foi presa cinco vezes e barbaramente torturada nos porões clandestinos de Fortaleza, durante a ditadura civil-militar, conquistando a liberdade apenas em 1978.

Maria Aragão defende até o final de sua vida a atualidade do socialismo: "O ideal socialista continuará a germinar no coração dos homens enquanto houver injustiça, desigualdades, discriminação, miséria, analfabetismo, doença e fome, que justifiquem a luta por uma sociedade libertária e fraterna, sonho que acompanha a humanidade desde seus primórdios e viverá conosco até o instante final de nossa civilização." Para a militante comunista, "Quem faz a revolução não são os líderes, é o povo."

Maria Aragão foi o tema de livro e documentário produzido pela Editora Expressão Popular e  Escola Nacional Florestan Fernandes. Eles serão lançados no dia 13 de fevereiro, em Brasília, como títulos da série Realidade Brasileira, fazendo parte da programação do VI Congresso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e comemoração dos 30 anos de vida do movimento. Além de Maria, o intelectual Ruy Mauro Marini também terá sua trajetória retratada em vídeo e livro.
Maria Aragão e a organização popular e Ruy Mauro Marini e a dialética da dependência, dois títulos da Série Realidade Brasileira, produção e realização da Escola Nacional Florestan Fernandes, da Editora Expressão Popular e da produtora Aicó Culturas, com patrocínio da Caixa Econômica Federal.
            Cada título da série é composto por um documentário de 52 minutos e por um livro voltado para a introdução da juventude no debate sobre os problemas e alternativas da realidade brasileira. Dando continuidade à série inaugurada em 2012, são lançados, no início de 2014, Maria Aragão e Ruy Mauro Marini, importantes  brasileiros ainda desconhecidos da juventude brasileira, com novos elementos para a reinterpretação da história do Brasil do ponto de vista crítico, desde o seu passado recente do século XX, lançando luzes sobre a atualidade. (Com assessoria da Expressão Popular)

domingo, 9 de fevereiro de 2014

CASA ARRUMADA, de Lena Gino



The Room of Flowers

Frederick Childe Hassam - 1894 
Por Lena Gino - Mundo Paralelo

Casa arrumada  é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

BRASIL, HORA DE MUDAR!


Congresso dos professores que pode decretar greve nas universidade federais começa dia 10/2, em São Luís


O 33º Congresso do ANDES, o sindicato nacional dos professores das universidade federais inicia na segunda-feira (10/02), em São Luís. Além da análise sobre a situação do país, dos problemas da educação, eleição da nova direção e o plano de lutas da entidade, o Congresso deve apreciar a possibilidade de decretar greve nas universidades federais, dada a falta de retorno do governo federal à pauta de reivindicações dos docentes.

O Congresso, realizado pelo ANDES e pela APRUMA, tem solenidade de abertura programada para às 10 horas do dia 10 de fevereiro, no auditório Paulo Freire, da UFMA.


Igor Lago: Quem ficará com o papel de traidor ou de traído?






DIVÃ MARANHENSE 9 (Fevereiro de 2014)
 


O imbróglio continua, continua(!), continua(?), …

O sarneismo e os seus dissidentes, os reinaldo-dinistas, parecem continuar mergulhados na incerteza.

Estão ansiosos. Falam e fazem a mesma política, sob o mesmo paradigma e seguindo a mesma lógica.

Elaboram os seus passos na busca pelo poder baseados na conquista do apoio do poder central.

Foi assim com Benedito Leite, Urbano Santos, Vitorino Freire e, nos últimos 48 anos, com José Sarney.

(É o dilema da influência do poder central sobre os destinos de um estado periférico dependente).

Acham que a realpolitik é a norma. É a política decidida nos gabinetes com os conchavos e compromissos nem sempre divulgados.

Enquanto não tivermos a decisão petista, que poderá acontecer formalmente ou não, resta aos dois segmentos "politicar" pelo tão cobiçado apoio de quem, em 2010, obteve 70% e 79% dos votos, respectivamente, nos primeiro e segundo turnos.

Vale lembrar que o Bolsa Família estava presente em 53% das famílias maranhenses. Hoje, esse número é bem maior.

Recentemente, o pré-candidato ao governo dos dissidentes afirmou que "Lula e Dilma querem a saída do clã Sarney do governo do Maranhão"; "que o Sarney só apoiou o Lula quando a vitória já estava sacramentada", "que o Sarney não foi sequer um aliado de primeira hora".

O sarneismo, com os seus longos anos de realpolitik, nada respondeu. Está quieto conforme o momento exige. Sabe do apreço (e que apreço!) do Lula pelo senhor incomum, da sua amizade com as principais figuras da era petista cuja governabilidade é devida a ele e ninguém mais.

O divã permanece e o poder central poderá formalizar algo que nenhuma das duas forças poderão se distanciar.

2014 poderá ser mais uma edição de 2010, quando estas duas forças mantiveram-se, lado a lado, no apoio federal.

E como ficarão os acertos com os outros palanques presidenciais oposicionistas?

Talvez nem Freud poderá explicar. Quem ficará com o papel de traidor ou de traído?
Cabe aos que se encontram fora dos dois campos fazer crescer as candidaturas alternativas já postas, a da deputada estadual Eliziane Gama (PPS) e a do advogado Luis Pedrosa (PSOL).

Assim, poderemos fazer com que o divã não nos submeta ao sono profundo da mesmice.

Igor Lago, 05/02/2014.