terça-feira, 17 de junho de 2014

Blogue do Diego Emir repercute candidatura de Pedrosa (PSOL)
















"A candidatura do PCdoB é uma dissidência interna da oligarquia Sarney", diz candidato a governador pelo PSOL

O advogado Luís Antonio Pedrosa (PSOL) vem demonstrado que não terá medo de ser enquadrado pelos oposicionistas como um defensor do sarneísmo, por ter coragem de bater forte na candidatura comunista. Durante a convenção estadual do seu partido, no último sábado, o pré-candidato a governador disse a este jornalista com exclusividade: "A nossa candidatura existe para contrariar a tese de que o PCdoB é oposição no Maranhão, nós achamos que a candidatura do PCdoB é uma dissidência interna da oligarquia Sarney, tanto que os principais representantes dessa oligarquia migraram para essa candidatura do PCdoB".

A frase de Luís Antonio Pedrosa veio acompanhada da explicação. "Não enxergamos nenhuma diferença entre uma candidatura que está fazendo articulações com latifundiários e representantes do agronegócio com aquela apresentada pelo grupo Sarney", completou.

De acordo com Pedrosa, a sua candidatura é a que representa o verdadeiro espirito da oposição no Maranhão e não grupo que está posto no momento e se coloca como tal.

O pré-candidato a governador pelo PSOL diz que, do ponto de vista programático, há uma necessidade histórica de apresentar a população um cenário de transformações reais e não só de discurso como vem ocorrendo atualmente. 

Pedrosa ainda crítica o método de condução da campanha de Flávio Dino que é amparado por financiamento privado e que no futuro isto trará o custo para o poder público.
Na última eleição o candidato a governador do PSOL, Saulo Arcangeli, hoje no PSTU, ficou muito distante de obter pelo menos 1%, porém, desta vez, o partido deve ter um desempenho melhor, por conta do posicionamento do advogado Luís Antonio Pedrosa, que promete não se curvar as pressões dos dois grupos políticos.

Fonte: Blog do Diego Emir, com edição.

Em tempo: a partir do texto de Diego Emir, Blog do Hugo Freitas também repercutiu candidatura do PSOL . Confira aqui.


Dos blogues que se autodenominam jornalísticos e com foco na notícia, o Blog de Diego Emir foi o único a registrar a convenção do PSOL: aqui.

Erramos - correção às 12h19 de 20/6/2014:
Não foi só o Blog do Diego Emir que tratou da convenção do PSOL/MA. Ela também foi repercutida no Blog do Minard, conforme se verifica aqui. E no Blog do Itevaldo, aqui.

Ecos repaginado


Inspirado na qualidade artística de Elmo Cordeiro, com sua "Arte na Telha", Ecos das Lutas estreia novo formato no blogue.

Redefinimos o leiaute. Mudamos a logo do blogue. Reorganizamos a lista de blogues: aqui o leitor poderá conferir, ao lado, a cobertura da blogosfera alinhada ao candidato da oligarquia, Edison Lobão Filho - no Blogosfera 15; a da orientada pelo candidato da oposição consentida, Flávio Dino - no Blogosfera 65; e também os blogues que não se alinham nem a uma nem a outra candidatura (que optamos por denominar "Filhos da Pauta", "Blogosfera na Luta" e "Mais blogosfera"). Na lista da Blogosfera 50, os blogues com posição em torno da candidatura de Luís Antonio Pedrosa ao governo do Estado.

Essas listas para evidenciar como um e outro lado dos dois grupos em disputa no Estado omitem conjuntamente versões que não lhes interessa no debate sobre qual Maranhão queremos - salvo raríssimas exceções.

E também, como denominávamos no velho jornalismo impresso, a "releasemania" (a publicação de textos enviados pelas assessorias de imprensa sem qualquer alteração - o hoje "control C"/"control V") que se repete sem pudor entre as blogosferas de um e outro agrupamento. Nada de análise ou opinião a elaborar. Só o que vale é reproduzir a versão que ser quer na opinião pública. Pelo menos aqui, o leitor não sai enganado.

Também acrescentamos os botões pelos quais o leitor poderá enviar por e-mail, curtir, tuitar e compartilhar nas diversas redes sociais as postagens que achar interessante divulgar ao amigos/as.

Aos poucos, manteremos com mais rotina a atualização das postagens. Ao lado, além do arquivos de postagens, o ECOS DOS ECOS, com os textos mais acessados no blogue nos últimos 30 dias.

Tentaremos melhorar. Desde já, agradecemos pela visita.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

UNS E OUTROS NO AUMENTO DAS PASSAGENS DE SÃO LUÍS



Uns poucos querem o AUMENTO DAS PASSAGENS.
Outros muitos querem que a Prefeitura TORNE PÚBLICA A PLANILHA DOS CUSTOS do sistema de transportes da cidade.

Uns poucos querem o AUMENTO DAS PASSAGENS.
Outros muitos querem melhoria na qualidade dos ônibus: CHEGA DE LATAS VELHAS!

Uns poucos querem o AUMENTO DAS PASSAGENS.
Outros muitos querem o aumento mas é da frota, querem ÔNIBUS NOVOS!

Uns poucos querem o AUMENTO DAS PASSAGENS.
Outros muitos querem  é  segurança nos ônibus!

Uns poucos querem o AUMENTO DAS PASSAGENS.
Outros muitos querem a LICITAÇÃO PARA AS LINHAS DE TRANSPORTES da cidade!

Uns poucos querem o AUMENTO DAS PASSAGENS.
Outros muitos querem TERMINAIS E PARADAS DECENTES, que não caiam sobre a cabeça dos usuários de transporte, que proteja de fato das chuvas e do sol!

Uns poucos querem o AUMENTO DAS PASSAGENS.
Outros muitos querem o cumprimento da promessa do BILHETE ÚNICO.

Uns poucos só veem o AUMENTO DAS PASSAGENS.
Outros muitos visualizam no horizonte o PASSE LIVRE, as CICLOVIAS, a TARIFA ZERO, um sistema de transporte justo e moderno, não voltado apenas para o lucro.

Uns poucos, que não são nem 1% da população de São Luís, mas contam muito no gabinetes dos poderes, só pensam no AUMENTO DAS PASSAGENS.

Os outros muitos fazem parte daqueles 99% que só contam quando GRITAM e GRITAM BEM ALTO!

NÃO AO AUMENTO DE PASSAGENS!
E não é por TRINTA CENTAVOS! É por DIREITOS!


segunda-feira, 2 de junho de 2014

DUAS GREVES, UMA CIDADE, NENHUM GOVERNO

De CAOSTELO a EdNADA:
nenhuma mudança na administração de São Luís
Franklin Douglas (*) 
Duas greves ocorrem na capital maranhense: a dos professores municipais e a dos rodoviários e empresários de ônibus. Ambas são radicalmente diferentes no tratamento que recebem do poder público municipal.
A dos professores pleiteia reajuste salarial, melhores condições de trabalho (escolas caindo aos pedaços não faltam na cidade), eleição direta para diretores das escolas, dentre outros pontos. Para o atendimento de suas reivindicações, demonstram os recursos oriundos do FUNDEB e outras fontes que escapam à alegada crise financeira pela qual passaria a Prefeitura de São Luís.
Da Administração Municipal, os professores recebem a falta de diálogo; uma proposta risível de reajuste (em três parcelas...), ameaça de corte de ponto, isolamento na mídia local, que praticamente ignora a greve dos docentes municipais.
A greve dos rodoviários e empresários de ônibus é diferente.
Sim, cara leitora, caro leitor, parece esquisito, mas a greve não é apenas dos rodoviários. Basta raciocinar: onde já se viu greve de trabalhadores sem que empresários ameacem corte de ponto? Sem risco de demissão por faltar ao trabalho? Sem repressão aos mesmos para colocar os ônibus circulando? Há algo de suspeito nessa greve.
E a população percebeu rapidamente isso. Pelas redes sociais, fica claro: qualquer aumento de passagens significará uma explosão de protestos na cidade.
Se à greve dos professores sobra dureza na negociação, à dos rodoviários e donos de ônibus não faltam rodadas e rodadas de conversa. Sempre girando em uma saída miraculosa que beneficie os empresários, a partir do orçamento público, para que haja o reajuste aos salários dos rodoviários.
Fala-se em cortar a “domingueira”, o benefício que garante à população pagar meia passagem aos domingos; pensa-se em reduzir impostos; propõe-se atacar a fraude das carteiras estudantis, emitidas exatamente pelas entidades estudantis ligadas à Prefeitura, fiscalização rigorosa aos idosos, biometria facial etc, etc.
Só não se propõe o essencial: TORNAR PÚBLICA A PLANILHA DOS CUSTOS DO TRANSPORTE DE SÃO LUÍS; fazer a LICITAÇÃO DAS LINHAS; MELHORAR A QUALIDADE DO TRANSPORTE (ônibus novos, paradas e terminais decentes). A população até aceitaria pagar mais caro se houvesse um sistema de transportes de qualidade. Como ele inexiste, sua reivindicação é clara: NENHUM AUMENTO DE PASSAGENS!
Isso foi prometido há um ano pelo senhor Prefeito Edivaldo Holanda Júnior, quando recebeu em seu gabinete as lideranças das manifestações de junho de 2013: e até hoje NADA!! Nada de Conferência de Transportes, nada de Conselho Municipal de Transportes, nada de planilha dos custos do sistema! Foram apenas palavras ao vento.
Aos professores, prometeu-se há um ano um tratamento de permanente diálogo sobre as condições de trabalho e salarial da categoria. Também nada foi feito.
As fotos da situação das paradas, das latas velhas que são os ônibus que circulam na cidade, das escolas encharcadas pela água da chuva, pois o telhado não tem conservação, etc, revelam pela internet o completo abandono das escolas municipais. Escola em tempo integral, então, é um sonho reivindicar essa promessa de campanha!
QUANDO O PREFEITO TOMARÁ POSSE NA PREFEITURA? Parece ser a pergunta que paira na cabeça de todo ludovicense cujas esperanças depositou no atual gestor.
Em São Luís, é fato: temos duas greves, uma cidade e nenhum governo!
E para resolver essa situação é preciso chamar o povo à participação.

É necessário inverter a prioridade da gestão: TRATAMENTO DURO AOS DONOS DE ÔNIBUS, RESPEITO AOS PROFESSORES DAS CRIANÇAS DESTA CIDADE, senhor Prefeito!



(*) Franklin Douglas -  jornalista e professor, doutorando em Políticas Públicas (UFMA), escreve ao Jornal Pequeno aos domingos, quinzenalmente. Publicado na edição de 01/06/2014, opinião - p. 03

domingo, 1 de junho de 2014

Artigo Wagner Baldez - DR. RICARDO MURAD, ASSINE SUA RENÚNCIA!

Renuncia, Ricardo Murad!!!


Wagner Baldez (**)

Inúmeras têm sido as promessas feitas pelo Secretário de Saúde, sem, contudo, cumprir um só dos compromissos!
Quem não conhece a persistência do problema da contaminação de nossas praias por coliforme fecal?! Questão essa que o Secretário prontificou-se a solucionar com a máxima urgência, mas nunca apresentou um laudo técnico isentando tais logradouros de qualquer perigo à saúde dos banhistas.
A seguir, surge o artigo de sua autoria, publicado no Jornal Pequeno, com o título: “Saúde: o que era sonho, agora é realidade!”. Falso: a realidade continua sendo a cruel peregrinação de nossa gente pelos corredores do descaso, conforme noticiado, inclusive, pelo Globo Repórter.
Para quem não se recorda, ele havia prometido: “Porei fim ao caos instalado nos corredores do Socorrão”. O Secretário é doutor – Dr. Murad, e quando imposta a voz, parece ser competente! Mas, e se a promessa de cura é a cura da promessa – doença da qual padece o nosso doutor?
Pois bem, em entrevista ao Jornal Pequeno, datada de 29 de dezembro de 2012, Dr. Murad prometeu que até o final de abril de 2014 o problema da falta d’água estaria resolvido.
O problema é perverso, como sabemos – negar um copo d’agua é falta inclusive bíblica. Fazer um homem de pouca renda comprar água em caminhões pipas ou obrigar uma comunidade pobre a abrir um poço artesiano a suas próprias expensas, como vem acontecendo no Maranhão, é de uma crueldade que revela a natureza insensível das nossas autoridades.
Pois, sim. O Dr. Murad dessa vez prescreveu a receita para a cura de suas promessas, quando declarou solenemente ao Jornal Pequeno, na citada entrevista: “Renunciaremos eu e o Joãozinho se até essa data (abril de 2014) todos os problemas de água da cidade não estiverem completamente solucionados”.
Abril, com seu charco d’água, findou-se... Já maio avança meio a terríveis temporais... O “Fazedor de Promessas” chegou até a ser premiado (pasmem!) com mais duas Secretarias.
Mas o problema da falta d’água persiste, desafiando a palavra do Secretário. Cura existe: conforme nos indicou o próprio Doutor, e passa por ele seguir sua receita e fiar sua palavra.
É o caso de lhe perguntarmos: e então, Dr. Murad, vai ou não vai renunciar?

*Escrito em co-autoria com Simei Ribeiro (servidora pública)

(**) Wagner Baldez - Funcionário Público Aposentado, é membro da Comitê de Defesa da Ilha e um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Executiva Estadual do PSOL/MA.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

O GATO COMEU?? Prefeitura de São Luís nada diz sobre tornar pública a planilha dos custos do transporte


Na página da mobilização SE A PASSAGEM AUMENTAR SÃO LUÍS VAI PARAR, está a enquete abaixo:

"Na sua opinião, a Prefeitura de São Luís DEVE ou NÃO DEVE tornar pública a PLANILHA DOS CUSTOS do sistema de transportes da cidade?"

Deixe sua opinião na enquete e contribua para o movimento de pressão na opinião pública para obrigar a Prefeitura de São Luís a tornar pública a planilha de custos do sistema de transporte da cidade.

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior prometeu organizar uma Conferência de Transportes, criar um Conselho Municipal de Transporte e entregar a ele essa planilha. Isso, praticamente HÁ UM ANO!!! E NADA!

No twitter, no face, nas rádios, ele e seu então secretário de Comunicação e homem forte da Administração Municipal, o jornalista Márcio Jerry, presidente estadual do PCdoB, deram essa garantia numa reunião com vários jovens dos movimentos das manifestações de Junho de 2013. Até hoje, NADA!!

Só tornando pública a planilha a população de São Luís saberá realmente a real necessidade de aumentar (ou não) as passagens dos ônibus!

Vote na enquete aqui.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Dono de empresa de ônibus no vermelho É BALELA!!! Saiba por quê.



Acompanhe o cálculo feito por um ex-contador de empresa de ônibus.

Ele usou o exemplo da Linha Divineia:

Quanto fatura:
- Um ônibus faz 8 (oito) viagens;
- Se ele entra num Terminal da Integração (e no caso dessa linha, ele entra), a empresa recebe da Prefeitura de São Luís R$ 150,00 por cada vez que entra. Como o ônibus dessa linha entra no Terminal na ida e na volta, são R$ 300,00 por viagem. Um ônibus dessa linha faz 8 (oito) viagens por dia. Então, são 8 x R$ 300,00 pela passagem no Terminal. Ou seja: a empresa recebe R$ 2.400,00 livres!
- Por baixo, um ônibus dessa linha fatura 1.000 passagens por dia. Cada passagem a R$ 2,10 (dois reais e dez centavos), são R$ 2.100,00 em passagens;
-  Um ônibus da linha Divineia (lata-velha, fedido, soltando fumaça preta!) fatura R$ 4.500,00!! 
(R$ 2.400,00 (terminal) + R$ 2.100,00 (passagens) = R$ 4.500,00!!)

E quanta gasta?
- A diária de um motorista é R$ 43,00. Os dois motoristas que são necessários para a linha funcionar custam R$ 86,00 por dia;
- A diária do cobrador é R$ 25,00. Dois cobradores custam R$ 50,00;
- Um ônibus gasta, em média, para fazer as oito viagens, cerca de R$ 140 litros de óleo diesel. Sendo R$ 2,00 o litro, gasta-se R$ 280,00.
- Somados os custos (motorista + cobrador + diesel), tem-se R$ 416,00 de gasto!!!

O lucro do empresário, em apenas UM ÔNIBUS dessa linha é de R$ 4.084,00 (a diferença entre os R$ 4.500,00 da receita e os R$ 416,00 dos gastos)!!!

Isso fora a meia-passagem para estudantes e o passe livre para idosos e outros, que a Prefeitura repassa por fora, toda quarta-feira aos empresários!

E o empresário não paga COFINS (imposto federal) e nem não paga o ISS (imposto municipal)!!

Enfim, dono de empresa de ônibus no vermelho É BALELA!!!

Eis um exemplo de planilha de cálculo de custo do transporte que o Prefeito Edivaldo Holanda Júnior tanto esconde da população da cidade!!

DIVULGUE A PLANILHA DE CUSTOS DO TRANSPORTE, PREFEITO!!!

Ouça aqui a entrevista do contador feita por Marcial Lima, na rádio Mirante AM:
A verdade sobre o prejuizo dos donos de ônibus.m4a


Ideia que o prefeito EdNADA desconsiderou para o transporte da cidade: preferiu o mirabolante GPS nos ônibus e o BRT, e nada da promessa do Bilhete Único



Diogo Pires Ferreira é arquiteto formado em São Luís, Maranhão, de onde ganhou o mundo. Fez parada em São Paulo e, em seguida, foi fazer mestrado em Barcelona. Lá, aliou-se ao projeto La Ciudad Idea, sobre Barcelona, e fez da sua tese um projeto viário para sua cidade natal.

São Luís atingiu em 2010 a marca de 1 milhão de habitantes e, com 835 km2, ocupa uma área equivalente à metade de São Paulo. Já é maior que Salvador (700 km2), Curitiba (435 km2) e até Madrid (605 km2).

Como outras metrópoles, cresce se espalhando territorialmente e fragmentando as funções urbanas. Áreas de residência e comércio estão cada vez mais distantes. A possibilidade de caminhar para realizar as tarefas básicas do dia-a-dia mingua. Comprar pão precisa de carro.

Diogo fornece estatísticas locais que fazem pensar. Existem cerca de 600 mil habitantes com renda abaixo de R$1.000,00. O número de usuários do transporte público é próximo ao tamanho desse grupo, 572 mil pessoas. Subindo a ladeira da distribuição de renda, existem 138 mil pessoas com renda acima de mil reais e, novamente, outro número que quase empata: são 141 mil carros circulando em São Luís.

São Luís tem 185 linhas de ônibus. Somados os seus percursos, o total é de 5.386 km de extensão, maior do que a distância necessária para cruzar o Brasil de ponta a ponta, que é de 4.400 km.

O projeto de Diogo quer revalorizar a vida local e racionalizar as linhas de transporte público. Ele acredita que é possível consolidá-las em apenas 9 linhas de alta intensidade de uso, desenhadas para ligar os pontos mais importantes da cidade e facilitar a vida do usuário. Mais detalhes no animado e bem produzido vídeo do projeto. (Fonte: EcoCidades)



terça-feira, 27 de maio de 2014

Cadê o GPS e o Bilhete Único prometidos pelo prefeito, Edivaldo Jr, e seu vice, Roberto Rocha, do "condomínio" do Flávio Dino? Embarcaram no VLT do João Castelo?



Como diz o Haroldo Saboia (PSOL):

"Cadê o GPS e o Bilhete Único prometidos pelo prefeito, Edivaldo Jr, e seu vice, Roberto Rocha, do "condomínio" do Flávio Dino? Embarcaram no VLT do João Castelo?"


segunda-feira, 26 de maio de 2014

EdiCAOS, EdiNADA ou EdiVALA? Vote no melhor apelido para a gestão Holandinha



EdiCAOS, EdiNADA ou EdiVALA?

Qual o melhor apelido para a administração municipal de São Luís?

Deixe sua opinião na enquete do Ecos das Lutas.

Vote: aqui.Ou na enquete ao lado, no próprio blogue.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Quase nada para Educação, Saúde e Transporte: orçamento de Dilma privilegia capital financeiro








Orçamento da União 2014 - dos R$ 2 trilhões 383 bilhões, 42% destinados para juros e amortizações da dívida.
 
Já para a Educação, 3,49%;

Para a Saúde, 4,11%;

Para transportes, 1,03%;

Para a política pública de desporto e lazer, 0,09%...

Esse é o nosso Orçamento padrão Fifa para 2014!!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

NO MARANHÃO DOS SARNEYS, NA CIDADE DOS HOLANDAS E NA UFMA DO SALGADO: protestos, paralisações, mobilizações...



Interdição da BR 222, em Açailândia (MA): já dura mais de 24 horas
Moradores de povoado com mais de 10 mil habitantes reivindicam segurança
"MAS A ROSEANA DIZ QUE TA TUDO MUITO BOM, TA TUDO MUITO BEM!!!!!"
Fonte: Reynaldo Costa

Protesto no PAC Rio Anil, bairro da Liberdade...
Reação da Polícia dos Sarneys...
Fotos: Altermar Moraes
Professores em Dia Nacional de Paralisação das Universidades Federais
Foto: Anel

Alunos da UFMA, campus Bom Jesus, em greve há 41 dias:
protesto contra o reitor Natalino Salgado.
Foto: Via de Fato

"Termelétrica Porto do Itaqui (responsável por essa fumaça), instalada na Ilha do Maranhão, gera energia a partir da queima de carvão vindo da Colômbia (queima de carvão é uma das formas mais poluentes pela qual se obtém energia). Essa energia não é, a despeito do que dizem os lobos da política local e nacional, para "alimentar o Maranhão", mas para alimentarem-se a si mesmos, em sua ganância por poder e dinheiro. A termelétrica, que pertencia ao aventureiro Eike Batista (foi vendida para outro grupo) já matou, por deslocamento da área, uma comunidade inteira (Vila Madureira), e vem sufocando a zona rural de São Luís"
Foto: Cláudio Castro
http://www.suacidade.com/sites/default/files/images/viaduto.jpg
Cidade alagada...


...Trânsito caótico... Cidade em lixo...
Quando o prefeito Edvaldo Holanda Jr
vai tomar posse????

[Fonte: Luis Antonio Pedrosa e Joel Jacintho]



domingo, 18 de maio de 2014

SILÊNCIO NADA INOCENTE

O debate sobre Desenvolvimento
que nem Lobão Filho nem Flávio Dino querem...
Franklin Douglas (*) 

Sequestram o povo do debate sobre o modelo de desenvolvimento para o Maranhão.
Como? Simples: ocultando, ignorando, silenciando aqueles que ousam questionar o modelo instaurado no país desde a Ditadura Militar (anos 1960-1980) e reforçado pelo governos civis que a sucederam (de Sarney a Dilma, passando por Collor, Itamar, FHC e Lula – anos 1990 até hoje).
Nesse modelo, resta ao país o papel de fornecedor primário de insumos e matérias-primas aos países industrialmente desenvolvidos. Nessa economia de “enclave”, vão-se  o minério de ferro, o alumínio, o nióbio, dentre outros de nossos minerais, a preços ridículos; voltam-nos produtos manufaturados a preços exorbitantes. Trata-se da reiteração da lógica do velho pacto colonial existente entre Brasil e Portugal, entre os séculos XVI e XVIII. Mudamos apenas de metrópole.
Denuncia o professor Aluísio Leal (UFPA):
“- Em 30 anos, retirou-se 50 milhões de toneladas de manganês do Amapá,  deixaram lá apenas uma imensa cratera cercada de mato;
- Uma tonelada de minério custa 1.500 dólares, uma tonelada de avião custa 50 mil dólares e uma tonelada de satélite custa 5 milhões de dólares: o Brasil só produz o minério...
- O Brasil continua se especializando em produzir gado, soja (para consumo de animal criado na Europa) e minério, um país primário-exportador;
- Nossa Amazônia foi apenas mais um espaço do saque. Nenhuma perspectiva de desenvolvimento efetivo para a região... Os projetos minerais são pensados para durar, no máximo, três ou quatro décadas e, depois disso, as multinacionais vão embora”.
Na ponta de lança desse modelo está o Maranhão: mero fornecedor primário-exportador. É esse o desenvolvimento, que vigora nos últimos 50 anos, que queremos ao Maranhão?
Eis a pergunta que incomoda oligarquia e oposição consentida.
As duas candidaturas da estrutura oligárquica maranhense não querem esse debate. Pois a mínima reflexão sobre ele evidencia que as duas forças se equivalem na defesa de um mesmo modelo: o modelo de desenvolvimento maranhense capitaneado pelo tripé monocultura da soja-agronegócio/mínero-metalúrgico-Alumar e Vale/energético-Refinaria Petrobras e Termelétrica Eike Batista.
Nem a candidatura Lobão Filho nem a candidatura Flávio Dino rompem com esse modelo devastador de nossas riquezas naturais.
Não por acaso nenhum dos candidatos se fez presente no Seminário Internacional Carajás 30 anos, que reuniu mais de 1.000 pessoas, de diversos países (Canadá, Itália, França, Argentina, Colômbia, Peru, Moçambique, etc.), os principais grupos de pesquisa da academia nessa temática (grupos da UFMA, UFPA, UEMA, IFMA, etc.), diversas nações indígenas (Awãs, Krikatis, Guajajaras, etc.), dezenas de organizações populares (MST, Justiça nos Trilhos, Fórum Carajás etc.) , organismos da Igreja Católica (Cáritas, CPT, CIMI etc.), estudantes, professores e militantes sociais. A ausência dos dois pré-candidatos explicita que eles querem que esse debate seja IGNORADO na agenda política de 2014.
Saudado por todos os bispos do Maranhão e pela CNBB, repercutido em órgãos internacionais dos países que estiveram no Maranhão, entre 5 e 9 de maio, para cobrir o seminário, o debate sobre o Projeto Carajás não mereceu uma linha na imprensa tradicional maranhense; uma imagem nos telejornais da capital; um segundo no radiojornalismo maranhense. Esse debate não VALE ser pautado. É preciso que ele seja OCULTADO da esfera pública de discussão.
Mas, e a blogosfera, o campo supostamente mais democrático da rede mundial de computadores? Dividida entre sarneyzistas, dinistas e seus satélites, também nela o debate foi INTERDITADO, para não causar embaraços a seus candidatos.
E, assim, NÃO VALE DEBATER O FUTURO DO MARANHÃO, que não seja sob a lógica oligarquia Sarney versus anti-oligarquia Sarney. Só interessa que o povo assimile os adjetivos, não questione os substantivos da política maranhense.
E o que se busca SILENCIAR nesse debate? Almeja-se desconhecer esta realidade:
O Seminário Internacional Carajás 30 Anos [...], após todos os debates, reflexões, articulações e mobilizações que fizemos ao longo do processo, incluindo os Seminários Preparatórios realizados em Imperatriz, Santa Inês, Marabá e Belém, afirmamos que:
- O extinto Programa Grande Carajás, cujas continuidades, hoje, são comandas pela Vale e seus parceiros, impôs um modelo de desenvolvimento que trouxe enormes prejuízos sociais, econômicos, políticos, culturais, artísticos, ambientais à Amazônia oriental. Mineração, exploração ilegal de madeira, indústrias poluidoras, pesca predatória, monocultivos, pecuária extensiva, especulação imobiliária no campo e na cidade, obras de infraestrutura provocam profundas alterações nas paisagens e nos modos de vida.
- Vivemos sob uma economia de enclaves, controlada por grandes corporações de alcance internacional e, assim como em várias partes do mundo, somos submetidos a: descomunal concentração de terras (a maior do país); poluição; destruição dos ecossistemas; concentração de renda; violência e assassinatos no campo e na cidade; trágicos conflitos fundiários; precarização do trabalho; trabalho escravo e infantil; desmonte da legislação trabalhista, ambiental e territorial; processos compulsórios de migração; aumento da miséria; genocídios de povos e comunidades tradicionais; desigualdade de gênero; marginalização da juventude e velhos.
- [...] chamamos a sociedade da Amazônia, do Brasil e internacional a refletir e resistir contra o desenvolvimento imposto pelo capital e a lutar por: soberania dos povos; democracia popular; reforma agrária; demarcação de territórios indígenas, quilombolas e de populações tradicionais; direito à moradia; soberania alimentar;  conservação do ambiente; respeito às culturas e tradições; Enfim, lutar pela vida.” (CARTA DE SÃO LUÍS).
Chico de Oliveira reflete que, em 60 anos de experiência democrática, o Brasil teve 35 anos de ditadura (Getúlio Vargas – 1930 a 1945; e Militar – 1964 a 1984). Lembremos que nos últimos 60 anos de estrutura oligárquica (de Vitorino Freire a José Sarney), imperou no Maranhão a lógica que ignora, oculta, silencia, interdita a participação do povo no debate sobre os rumos de nosso estado.
No Brasil e no Maranhão, o que se tem de debate democrático na esfera pública foi conquistado pela luta dos movimentos populares, por aqueles que nunca foram considerados na cena política.
Aqueles que se esquivam dessa realidade, desse debate, mantêm um SILÊNCIO NADA INOCENTE que reforça a ideia de que ao povo só cabe o voto, no dia da eleição, e nada mais!

(*) Franklin Douglas -  jornalista e professor, doutorando em Políticas Públicas (UFMA), escreve ao Jornal Pequeno aos domingos, quinzenalmente. Publicado na edição de 18/05/2014, opinião - p. 03