sábado, 6 de outubro de 2012

MANIFESTE-SE POR UM OUTRO 50! Intelectuais, artistas e acadêmicos votam Haroldo Saboia - 50


M A N I F E S T E - S E
P O R   U M   O U T R O   5 0 !

As pessoas estão na cidade e a cidade nas pessoas, assim como sujeitos e objetos e seus diferenciados ofícios; ambas se reconstroem todos os dias; nas suas esquinas e becos, azulejos e ladeiras, condomínios e avenidas, feiras e praças, sobrados e palafitas; nas conversas das comadres e malandros, poetas e pivetes; engendrando novas formas de convivência e sobrevivência; compartilhando ruas e soluções urbanas; com mais ou menos doses de humanidade, conforme a taxa de inclusão/exclusão das existências de milhões de uns, com seus cantos e desencantos, religiosidades e ateísmos, conferem à paisagem coletiva tons de solidariedade e desagregação.
Diante da tragédia anunciada pelo desencantamento do mundo e de tantas esperanças atiradas na lata de lixo da história, por meio de práticas políticas e alianças eleitorais espúrias, que até Deus amaldiçoaria, afirmamos nosso compromisso histórico com a TRANSPARÊNCIA e com a INVERSÃO DE PRIORIDADES - no plano das políticas públicas - sem abrir mão da defesa das nossas utopias e da nossa indignação, lutando, desde sempre, por uma São Luís que rejuvenesça por meio do respeito à diversidade, combatendo a homofobia, o racismo, a opressão da mulher, a catástrofe ecológica que se abate sobre a ilha, com termelétrica, poluição de praias e rios, devastação de áreas verdes pela especulação imobiliária etc. Enfim, uma cidade sustentável, democrática, plural, solidária, inclusiva.
Diante desta peleja inacabada e dos rumos que as sucessivas administrações municipais autoritárias conduziram a nossa capital quatrocentona a um verdadeiro divórcio da vida dos seus habitantes, propomos um outro pacto político-institucional, pautado numa GESTÃO PARTICIPATIVA e na HUMANIZAÇÃO DA CIDADE; uma outra forma de manifestação coletiva, em prol de uma outra cultura política para administrar a nossa São Luís; livre das amarras do clientelismo político, da compra de votos e da submissão aos ditames da oligarquia que há cerca de cinco décadas infelicita e impede o desenvolvimento humano do estado do Maranhão.
Assim, contra os cinquenta anos de atraso propomos um outro 50 – o cinqüenta da mudança, do socialismo e da liberdade.
Apoiamos a coligação "São Luís, o caminho é pela esquerda!" e declaramos voto em Sildeane Coutinho, vice, e Haroldo Saboia, prefeito.

Assinam:

Joãozinho Ribeiro – Poeta, Compositor e Analista Tributário da Receita Federal do Brasil
Silvio Bembem – Administrador, especialista em Sociologia, mestrando em Ciências Sociais da PUC/SP.
Ricarte Almeida Santos – Cientista Social e Radialista, Coord. Exec. da Cáritas Bras. Reg. - MA
Lena Machado – Cantadora maranhense
Lucineth Cordeiro Machado – Bacharel em Direito, militante das Comunidades Eclesiais de Base (CEB´s)
Wagner Cabral – Historiador e Professor da UFMA
Antonio Gonçalves – Médico e Professor da UFMA
Sirliane Paiva – Enfermeira e Professora da UFMA
Luiz Alves Ferreira – Médico e Professor da UFMA, militante do movimento negro, Sec. Reg.-SBPC/MA
Ana Margarida – Assistente Social
Cristiana Lima – Assistente Social e Professora da UFMA
Zema Ribeiro – jornalista e blogueiro
Custódio Tavares – Engenheiro
Rosemary Marques Teixeira – Assistente Social, especialista em Ciência Política (UNICAMP) e mestre em Educação (UFMA)
Mauro Sérgio Guimarães Machado – Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil
Reinaldo Brito da Silva – Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil
João de Deus Castro – Servidor Público Federal/MPF
Graziela Martins Nunes – Assistente Social
Paula Francinete Ribeiro Araújo – Professora do IFMA
Antonio Carlos Araújo Ferreira – Advogado e Músico
Joisiane Gamba – Advogada da SMDH e Coordenadora do Movimento Nacional de Direitos Humanos.
Natan Máximo – Arte-educador, Professor da Rede Municipal e Estadual de Ensino
Josefa Batista Lopes – Assistente Social e Professora da UFMA
Salvador Fernandes – Servidor Público Federal
Luis Antonio Pedrosa – Advogado
Lamartine Serra – Advogado
Ananias Alves Martins – Historiador, Escritor e Professor
José Arteiro Muniz – Livreiro
Murilo Santos – Cineasta e Professor da UFMA
Flávio Reis – Cientista Político e Professor da UFMA
Marivânia Melo Moura – Historiadora e Professora da Rede Estadual de Ensino
Celso Borges – Jornalista, Produtor Cultural Multimídia, Poeta e Escritor
Arlindo Carvalho – Engenheiro Civil, Arte-educador, Músico e Professor
Maria dos Remédios Freitas Carvalho Branco – Médica infectologista e Professora da UFMA
Jisselda de Oliveira Gonçalves da Silva – Assistente Social e membro do CRESS (Conselho Regional de Serviço Social)
Iguaracira Sampaio – Agente Cultural
Lyndon de Araújo Santos – Historiador e Professor da UFMA
José Henrique de Paula Borralho – Historiador e Professor da UEMA
Antonio Evaldo Almeida Barros – Historiador e Professor da UFMA
Amarilis Cardoso – Relações Públicas e Professora
Marina Maciel Abreu – Assistente Social e Professora da UFMA
Denise Albuquerque – Assistente Social e Servidora Municipal
Joana Coutinho – Professora da UFMA
Célia Martins – Assistente Social e Professora da UFMA
Mayron Régis – Jornalista e assessor do Fórum Carajás
Franklin Douglas – Jornalista e Professor, doutorando em Políticas Públicas
Elias Araújo – Engenheiro Agrônomo e militante do MST
Zayra Sabry – Assistente Social, Professora da UFMA e militante do MST
Claudemir Oliveira – Bancário da CEF, dirigente do Sindicato dos Bancários
Joivaldo Lopes – Sociólogo e Professor do IFMA

Não troque seu voto por uma proposta mirabolante ou por um beijo falso (TV 50 - vale a pena ver de novo parte 5)


Não troque seu voto por uma proposta mirabolante ou por um beijo falso.

Vote PSOL, 50. As melhores propostas, o melhor candidato e nada com Sarney no segundo turno.

Com bom humor, a campanha do PSOL desmontou os factóides do marketing eleitoreiro nesta campanha.

Relembre abaixo:








(TV 50 - vale a pena ver de novo - parte 4) As melhores propostas, o melhor candidato e nada com Sarney no 2º turno

(TV 50 - vale a pena ver de novo - parte 3) Vote no único candidato que de maneira alguma aceitará o apoio de Sarney no 2º turno

(TV 50 - vale a pena ver de novo - parte 2) Vote no único candidato que de maneira alguma aceitará o apoio de Sarney no 2º turno

Vote no único candidato que de maneira alguma aceitará o apoio de Sarney no 2º turno (TV 50 - vale a pena ver denovo)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A BOMBA SUJA DAS PESQUISAS

 Franklin Douglas (*) 

O professor Wagner Cabral tornou-se, ao longo das últimas eleições, um exímio analista das pesquisas de opinião e resultados eleitorais. Sem filiação partidária, mas comprometido com uma visão crítica da realidade, as análises de Wagner Cabral tem sido consideradas por amplas correntes políticas.
Pois veja o que nos revela o professor de História da UFMA, sobre a última pesquisa do Instituto Data M:
“Data M acaba de divulgar pesquisa com um dado que me chamou a atenção, a ausência de "Brancos e Nulos". Fui ver o questionário registrado no TSE e verifiquei que, de fato, não há esse item, mas apenas "Não sabe/Não responderam".
Curioso, fui verificar os questionários das pesquisas anteriores da Data M, onde também não havia a opção "Branco/Nulo", até aí tudo bem. Mas o problema é que em todas as pesquisas Data M houve sim a divulgação do índice de "Brancos e nulos" (inexistente no questionário).
Ou seja, Data M tem divulgado dados inexistentes de "brancos e nulos" em suas pesquisas... Até prova em contrário, Data M manipulou os dados de suas pesquisas, com um item inexistente... Em benefício de quem?”
Mais abaixo retornaremos à pergunta do professor. Antes, relembro trechos do artigo “Quem inventa defunto para ganhar eleição não manipula pesquisa de opinião?”, que publiquei neste Jornal Pequeno, em 05 de setembro de 2006 (o defunto inventado era Reis Pacheco). Dizia:
“ ‘O maior eleitor das eleições é a pesquisa. Ela desperta a visão de qualidades dos concorrentes, provoca ondas de adesão e conduz o eleitorado indeciso a uma decisão que, pela dinâmica das coisas, tende para votar no vencedor’. Nestas palavras, José Sarney expressa claramente o entendimento que tem sobre as pesquisas eleitorais. Publicou esta opinião em seu jornal – O Estado do Maranhão, no dia 14 de agosto de 1994, na Coluna do Sarney.
Em seu artigo “O lado oculto das pesquisas”, Sarney revela a sua astúcia em ‘bem’ utilizar as pesquisas. Elas servem para legitimar a votação, mas também manipulações. No caso, bem orquestradas pela oligarquia maranhense. Essa ‘estratégia’ foi bastante usada em 1994. Repete-se agora, em 2006. E, neste intuito, para Sarney os fins justificam os meios.
Justifica, para ganhar uma eleição, inventar um defunto. Justifica, para vencer um pleito, manipular pesquisa de opinião. E, em 1994, Sarney usou e abusou destas duas regras. Construiu, nas palavras do então candidato das oposições – Epitácio Cafeteira – a verdadeira ‘fraude psicológica’.
É esta fraude que o sarneyzismo busca repetir em 2006. Pesquisas que atribuem votos. Supostos votos que justificam liderança nas pesquisas. Liderança nas pesquisas que justificam mais votos. Mais votos que justificam crescimento e, por fim, vitória eleitoral...” não sem antes garantir a arrecadação de mais e mais dinheiro para a campanha.
Em 2006, os institutos de pesquisa decretavam a vitória de Roseana Sarney ao Governo do Estado, no primeiro turno, com 76% dos votos. Venceu Jackson Lago, no segundo turno. Nessa mesma eleição, o candidato petista ao senado, Bira do Pindaré, sem Lula e politicamente isolado entre Cafeteira (candidato da oligarquia e do Lula) e João Castelo (candidato da oposição consentida), não pontuava sequer 5% nas pesquisas. Saiu das urnas com 557.035 votos (21,58%). O mesmo aconteceu com Haroldo Saboia, candidato ao Senado em 1998 e 2002.  Pesquisas para um lado, voto na urna para outro.
Eis a fórmula da bomba suja das pesquisas, como diz Wagner Cabral: foi assim pelas mãos da oligarquia nas eleições anterior e se repete pelos institutos contratados pela oposição consentida nestas eleições de 2012 em São Luís (mas também em vários municípios do estado).
Continua a “ensinar” o velho oligarca:
“O primeiro político que teve a visão realista das pesquisas de opinião pública e a utilizou de modo cruel e cínico foi, sem dúvida, o generalíssimo Franco, quando lhe perguntaram por que não fazia eleições na Espanha. Respondeu friamente: ‘Para quê? Gastar dinheiro? Se eu mando fazer pesquisas mensalmente e o resultado delas diz que o povo está ao meu lado, as eleições são desnecessárias” (O Estado do Maranhão - 14/08/1994. Coluna do Sarney).
Qualquer que seja o seu candidato, caro (e)leitor, cara (e)leitora, não decida seu voto pelas pesquisas. Resista a pensar como lhe impõe a classe dominante, pois, do contrário, ela acaba também lhe convencendo que não precisa fazer eleição, basta pesquisa de opinião, como preferia o ditador Franco, mas também algumas oligarquias, seja a velha, sejam as “novas velhas” que buscam ressurgir nestas eleições.
Quanto à pergunta do professor Wagner Cabral, “até prova em contrário, Data M manipulou os dados de suas pesquisas, com um item inexistente... Em benefício de quem?”, lhe dou 36 segundos para responder. Confio na sua inteligência e capacidade de raciocínio.    

Em tempo: no último dia 29 de setembro, completamos 20 anos do impeachment do Collor. Aos 19 anos, coordenador do DCE/UFMA, fui um daqueles “caras pintadas”. Mas lideramos (junto com Jorge Moreno, Luis Pedrosa, Hildonjackson Dias, Raimundo Dominici, Josivaldo Correa, Valdemar Barros, Eduardo Pereira, Talib Calvet etc. – gestão “Contraponto” do DCE – e tantos outros colegas de D.A´s e grêmios estudantis, ao lado do Sindicato dos Bancários, CNBB, OAB e CUT) uma grande passeata do “Fora Collor”, do campus do Bacanga à Praça João Lisboa, onde acompanhamos os votos pela cassação do presidente corrupto, convictos que cumpríamos nosso papel de jovens sonhadores, mas cientes de que, na realpolitik, as velhas raposas rifavam um dos seus para não perder o poder... A velha história do entregar os anéis para não perder os dedos.

(*) Franklin Douglas - jornalista e professor, escreve para o Jornal Pequeno aos domingos, quinzenalmente. Artigo publicado no Jornal Pequeno (edição 30/09/2012, página 16)

sábado, 29 de setembro de 2012

20 anos do impeachment de Collor: pra nunca esquecer



Quando assistimos aos vídeos abaixo, não tem como não constatarmos que o impeachment do Collor, há 20 anos, mais do que uma demonstração de força da juventude - que, evidente, teve papel importante no processo de mobilização (e fala aqui um daqueles "caras pintadas"!!) - foi um grande acordão de nossas velhas raposas políticas...


A contagem regressiva até os 336 votos pela cassação: aqui

As velhas raposas no impeachment: aqui

Os caras pintadas (a partir dos 5min28segundos): aqui

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CATRACA LIVRE PARA CRIANÇA: uma bandeira do PSOL!

Castelo, Holandinha e W.O fogem do debate do Turismo




Do Blog do Bois

Edivaldo Holanda Jr. (PTC) não foi, não justificou o motivo da ausência e nem mandou representante.

Mesma postura de João Castelo (PSDB), Tadeu Palácio (PP),  Edinaldo Neves (PRTB) em discutir o turismo em São Luís com o setor produtivo e estratégico da cidade.

No encontro dos candidatos com o trade turísticos participaram apenas Haroldo Saboia (PSOL), Marcos Silva (PSTU) e a deputada estadual Eliziane Gama (PPS), que aproveitou o intervalo da sessão para dar uma passada no auditório da Assembleia, local do encontro entre o futuro prefeito da capital e setor turístico, organizado pelo Sindicato das entidades de turismo do Maranhão. (leia mais aqui)


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Castelo, Edivaldo e W.O fogem de debate com paróquia da área Itaqui-Bacanga



Por Enilson Ribeiro, via face


"Obrigado a todas e todos que foram ao evento ou que contribuiram com a sua divulgação,

Compareceram Marcos Silva, Eliziane Gama (PPS) e Haroldo Saboia.

Enviamos o convite com uma antecedência de 11 dias a tod@s @s candidat@s, apenas dois não confirmaram: João Castelo e Edvaldo Holanda.

@s outr@s todos deram sinal positivo. Mas apenas estes três tiveram o respeito e valorizaram a iniciativa da comunidade e se fizeram presente. Deixo assim uma reflexão pertinente:

Será que posso confiar em uma pessoa que não para pra me ouvir durante a campanha eleitoral? E depois de eleito? Ele vai me ouvir?!?! 

Reflita e faça uma escolha limpa que vise acima de tudo o bem comum!

Valeu!"

Que coisa feia Holandinha... mentindo na TV!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

RENOVAÇÃO CONSERVADORA- Folha exemplifica Edivaldo Holanda Jr como um dos descendentes de famílias tradicionais que disputam 14 capitais

DE PAI PARA FILHO:
Holanda Júnior é exemplo da "renovação" conservadora das famílias tradicionais na política 


PAULO GAMA e LUCAS NEVES - FOLHA DE SÃO PAULO (23/09/2012)

Ao menos 19 filhos ou netos de políticos são candidatos a prefeito de 14 das 26 capitais brasileiras [no infográfico da Folha, Edivaldo Holanda Júnior é exemplo de um deles].

Em cinco dessas cidades, os eleitores têm dois herdeiros entre os quais escolher: em Curitiba, Gustavo Fruet (PDT) - filho do ex-prefeito Maurício Fruet - concorre com Ratinho Junior (PSC), filho do apresentador Carlos Massa, ex-vereador e deputado federal (1991-1995).

Já em Manaus, o ex-senador Arthur Virgílio (PSDB), cujo pai foi deputado e senador, tem entre seus adversários Jerônimo Maranhão (PMN), filho de um dos fundadores de seu partido. O duelo de descendentes se repete em Recife, Natal e no Rio.

Na capital fluminense, Otávio Leite (PSDB), neto do ex-senador Júlio Leite, é adversário da chapa "puro-sangue" formada por Rodrigo Maia (DEM), filho do ex-prefeito César Maia, e Clarissa Garotinho (PR), herdeira do casal Anthony e Rosinha.

As duas candidaturas, no entanto, estão tecnicamente empatadas em terceiro lugar, com 3% e 4%, e veem Eduardo Paes (PMDB) disparar, com 54% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

Dez dos "candidatos herdeiros" concorrem a prefeituras de capitais nordestinas.

Em Salvador, ACM Neto, da terceira geração do carlismo, é o líder do mais recente levantamento feito pelo Ibope.

Além dos filhos e netos, a lista de candidatos em capitais guarda outros parentescos. Teresa Jucá (PMDB), mulher do senador Romero Jucá (PMDB-RO), concorre à Prefeitura de Boa Vista.

José Benito Priante (PMDB) disputa a de Belém com o apoio do primo, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA).


CLÃS NA CÂMARA
Na relação dos concorrentes à vereança, tampouco faltam laços de família ilustres. Em São Paulo, ao menos oito parentes de políticos tentam uma vaga. Dois irmãos petistas, Arselino (já vereador) e Jair Tatto, buscam mandatos na Câmara. O clã também inclui Jilmar, deputado federal, e Ênio, estadual.

Em Porto Alegre, Goulart, neto do ex-presidente João Goulart, disputa pela segunda vez uma vaga de vereador. Não se elegeu da primeira. Sua campanha escancara: "Vote no neto do Jango".

No Rio, Leonel Brizola Neto tenta se reeleger para a Câmara. Da família do ex-governador, há ainda Brizola Neto, atual ministro do Trabalho.

O professor de ciência política da UFRJ Charles Pessanha afirma ser natural que filhos sigam a profissão dos pais, "até porque têm vantagens comparativas".

A "passagem de bastão" ganha contornos perversos, diz ele, quando famílias usam seu capital político para se perpetuar no poder, algo comum aqui por causa da oligarquização que caracteriza a sociedade brasileira.
"Com a modernização da prática política, o aumento da competição entre partidos e o incremento da cultura cívica, a prática tende a diminuir, mas não a desaparecer", afirma ele, que cita os Kennedy e os Bush para lembrar que o expediente não é exclusividade brasileira.
Colaboraram BRUNA BORGES e NATÁLIA PEIXOTO, de São Paulo

sábado, 22 de setembro de 2012

Artigo Wagner Baldez - O falso marxismo das esquerdas no Maranhão e os Partidos Progressistas de Fachada



É difícil acreditar que uma agremiação política que se diz marxista, como é o caso do PCdoB, neste Estado, venha apoiar candidatura reconhecidamente reacionária.

Logicamente que se trata de um procedimento condenável ou simplesmente uma aberração da mais alta ressonância ideológica. Logo agora em que há esforço do PSOL e do PCB no sentido de reconstruir uma frente sólida de esquerda, com finalidade de barrar as ações da direita.  Ações como estas é que respondem pelo atraso crônico em que se encontra o nosso Estado que, conforme indicadores fornecidos pela ONU, IBGE, FGV, é considerado a Unidade mais miserável da Federação.


Qual a razão dos partidos de esquerda não aderirem à proposta da Frente, cujo conteúdo é coerente com os ideais sustentados por tais agremiações?

Essa omissão acaba por decepcionar aqueles que desejam ingressar nos partidos ditos progressistas ou mesmo de esquerda.

Na verdade, o que tem faltado é o necessário espírito de renúncia e coerência nas suas convicções. Sabemos que uma expressiva parcela procura proteger seus interesses pessoais em detrimento da coletividade. Daí, inclusive, um dos motivos crescentes da rejeição imposta à classe política, como se observa.

Certamente, os túmulos dos próceres das esquerdas, como Prestes, Brizola, Arraes, Maria Aragão etc., estão a estremecer de revolta e vergonha diante do trágico comportamento de seus partidários em baixar a CERVIZ apoiando Partidos de Direita.

A esse respeito, causou-nos profunda tristeza o Dr. José Antônio (PSB), cidadão de moral ilibada, cultura jurídica incontestável e exemplo de parlamentar que foi, aceitar ser vice de Castelo!

Também nos deixou penalizado, presenciarmos na Rua Grande, a passeata dos candidatos Edivaldo Holanda Jr. e logo após a do Castelo: cada uma delas tendo à frente a faixa com a inscrição do PDT, já que o Partido se dividiu em duas alas, cada qual optando por um dos candidatos mencionados. Foi neste momento que percebemos o estigma da vergonha emoldurando a fisionomia dos participantes, principalmente dos membros que conduziam à gloriosa e tradicional faixa de um Partido que arrebatava os aplausos e acelerava os corações das multidões em nosso Estado, quando na verdade deveriam estar enfileirados com a Frente de Esquerda, se é que pretendem realmente o progresso de São Luís.

Derrotar a oligarquia Sarney é fundamental para o Maranhão sair do atraso em que se encontra. Mas só isso não basta...

Essa foi a lição que certamente o Dr. Jackson, com amarga experiência de sua cassação sordidamente tramada, deve ter aprendido.

Outro exemplo histórico, este com maior profusão, é o vitorinismo implantado em nosso Estado; ocasião em que era afirmado que, somente com a derrota desse político, o Maranhão estaria liberto de todos os sacrifícios. Pelo contrário: com o advento do Sarneysismo as coisas tenderam a piorar substancialmente em todos os aspectos.

Em resumo, se realmente existe interesse da parte do PCdoB, PDT, PSB, PPS em salvar São Luís, por que procuram se aliançar com PTC, PT, PP, oficialmente de direita? Não vamos nos iludir com essa tolice, pois, assim como o gato magnetiza e abocanha a ave de vôo altivo, eles abaterão nossos melhores ideais e se servirão da gente apenas para banquetear-se de sua ferocidade pelo poder.

(*) Funcionário Público Aposentado e Membro da Executiva Estadual do PSOL/MA





Haroldo, o verdadeiro guerreiro

Wagner Baldez (*)

Dizia Andrew Jackson, presidente dos Estados Unidos no século passado: "um homem de coragem faz uma maioria”. Exatamente o que aconteceu com Haroldo Saboia: corajoso, aguerrido, polêmico, coerente na defesa de seus princípios ideológicos; além do mais dotado de profunda sensibilidade e forte carisma. Esses os componentes principais a lhe substantivar a capacidade nessa obra de agregar em torno de si um contingente expressivo de leais admiradores!

O exemplo de fidelidade demonstrada a sua pessoa decorre de como tem ele se conduzido na vida pública: motivo pelo qual se tornou uma figura histórica consagrada no cenário político de nossa terra. E não há quem lhe deixe de reconhecer os méritos atribuídos pela maioria dos maranhenses!

Afirmam alguns que o eleitorado que acompanha Haroldo desde os primórdios de seu ingresso na política poderá ser comparado à torcida do Flamengo, nunca deixando de prestar o seu apoio, como afirmam: Haroldo até morrer!!!

A forma de Haroldo se consolidar no conceito do eleitorado é justamente o seu procedimento sem jaça, no exercício das lides parlamentares, quer seja no plano Federal, Estadual e Municipal, obtendo elevado destaque. Esta afirmativa é reforçada ou encontrada no jornal do Dieese que lhe conferiu nota 10, reiteradamente, pela sua atuação no Congresso Nacional. Afora o que acabamos de exemplificar, basta acrescentarmos haver sido o mesmo um dos condôminos do coração de Maria Aragão, e apóstolo dos ideais por ela sustentados. Enfim ela se tornara sua ardorosa eleitora. Da mesma forma como enfrenta, da Tribuna, os debates parlamentares, o faz nos combates travados nas praças e ruas, fazendo desses locais a sua trincheira de luta, dependendo onde e como aconteçam os fatos.

Embasado na sua inabalável convicção, nunca recuou das suas decisões, por saber que o homem público ao improvisar curvas, em vez de seguir linearmente na sua trajetória no momento em que é convocado para a luta em favor dos fracos e injustiçados, está propenso a não construir uma geometria de vida que lhe ofereça os melhores ângulos para alcançar as pretensões colimadas.

Para conhecer mais profundamente a participação de Haroldo nas lutas encetadas em nossa terra, basta recordar-nos o enfrentamento que teve, auxiliado por um pujilo de bravos companheiros (o ex-vereador Ananias Neto, Dr. Josimar Pinheiro e Padre Xavier), em defesa dos moradores de São Bernardo, João de Deus, Veracruz, Coroadinho, Padre Xavier, Cidade Olímpica e Sá Viana, locais onde acontecera um verdadeiro genocídio social.

Em nível nacional, combateu a ditadura militar, votou pelas Diretas-Já, em Tancredo Neves; aliás, em tudo que viesse beneficiar a Nação e, conseqüentemente, os brasileiros.

Convém, citarmos, para orgulho dos maranhenses, que a Cia Energética de Brasília na Administração deste nosso conterrâneo, foi eleita a melhor Empresa do país, recebendo prêmio pelo desempenho econômico e financeiro.

Na política local sempre se constituiu num ferrenho anti-sarneysista.

Este o perfil de Haroldo Sabóia, um talássico que se orgulha de ter nascido nesta Upaon-Açu dos tupinambás.

(*) Funcionário Público Aposentado e Membro da Executiva Estadual do PSOL/MA

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Erramos... enquete instituto de pesquisa mais desmoralizado reiniciada

Erramos na enquete, nos alerta um amigo: faltou o Instituto de pesquisa Amostragem.

Melhor corrigir logo e reiniciar a enquete  "NA SUA OPINIÃO, QUAL O INSTITUTO DE PESQUISA SAIRÁ MAIS DESMORALIZADO DESTAS ELEIÇÕES EM SÃO LUÍS?"

Acrescentaremos, na totalização final, os votos já dados. Então, continue opinando.

Agradecemos a correção.

Em busca do tempo perdido(I): Milton Temer entrevista Carlos Nelson Coutinho



Era fã do programa "Em busca do tempo perdido", apresentado pelo Milton Temer, na TVE Brasil. Nela, entrevistas inteligentes.

Fora da TV, Milton Temer aproveita das novas mídias e traz novamente ao público o bom, inteligente e instigante jornalismo de entrevista.

Acompanhem acima a entrevista dele com Carlos Nelson Coutinho, um de nossos mais brilhantes intelectuais brasileiros.

Haroldo Saboia denuncia processo de privatização da rede pública de saúde


Segundo Haroldo, por iniciativa da presidente em 20/09/2011 foi aprovado pelo Congresso Nacional a criação da empresa que prevê a privatização dos hospitais universitários.

O Imparcial On Line

Durante o debate organizado pelas organizações sociais no auditório da OAB-MA nesta quarta-feira, 19, o candidato da coligação "São Luís, o caminho é pela esquerda", Haroldo Saboia (PSOL), denunciou o processo de privatização da saúde no Maranhão, iniciado as partir da rede pública da capital.


"A saúde está sendo privatizada. O hospital do Ipem Carlos Macieira foi privatizado pela administração Roseana Sarney. As UPAs, que é um programa federal, até antes das eleições não atendiam pacientes trazidos pela SAMU, num claro recado de isto é meu do secretário Ricardo Murad. Por fim, até mesmo o hospital Presidente Dutra, por iniciativa da presidente Dilma Rousseff, será administrado pela empresa brasileira de administração hospitalar", elencou o candidato.

Segundo Haroldo Saboia, por iniciativa da presidente em 20 de setembro do ano passado foi aprovado pelo Congresso Nacional a criação da empresa que prevê a privatização dos hospitais universitários. Saboia chamou atenção para a participação do deputado federal Edivaldo Holanda na aprovação da proposta da presidente Dilma. Para o candidato a prefeito de São Luís a privatização do hospital administrado pela UFMA trará graves conseqüências para a população de São Luís.

Haroldo Saboia citou a discrepância entre a rede pública e a rede privada, abastecida financeiramente pelo Sistema Único de Saúde, comparando a quantidade de aparelhos de hemodiálise existente nos hospitais socorrões, um em cada unidade, enquanto que no em uma clínica privada no bairro da Cohama, pertencente ao reitor da Ufma, Natalino Salgado, existem 120 equipamentos para o mesmo tratamento.

O candidato da coligação PSOL-PCB tem apresentado como proposta para melhorar quantitativamente o atendimento o funcionamento das quatro unidades de saúde pertecente à rede municipal de saúde em São Luís, e a construção de mais três, perfazendo sete no total. As novas unidades seriam geograficamente distribuídas nas administrações regionais. A proposta de criação das administrações regionais, apresentada pelo candidato quando era vereador na Câmara de São Luís em 2003, está sendo agora ratificada pelo candidato a prefeito.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

QUEM TEM MEDO DE DEBATE? Hoje tem debates na OAB e Stédile no Instituto Jackson Lago

Castelo, Holandinha e W.O: medo do debate?

Nesta campanha já tivemos vários debates:

- (1) No dia 15 de agosto, à tarde, na Assembleia Legislativa, organizado pelas entidades de Enfermagem: os candidatos Washington e Edvaldo Holanda Jr (mandaram seus vices) e João Castelo (nem vice mandou) não foram... o PSOL foi!

- (2) No dia 15 de agosto, à noite, no CRM-Conselho Regional de Medicina: os candidatos Washington e Edvaldo Holanda Jr (mandaram seus vices) e João Castelo (nem vice mandou) não foram... o PSOL foi!

- (3) No dia 24 de agosto, à noite, na Paróquia da Cidade Operária: os candidatos Washington, Edvaldo Holanda Jr e João Castelo não foram... o PSOL foi!

- (4) No dia 15 de setembro, pela manhã, organizado pela Rede Amiga da Criança e pelo Fórum DCA: nem Castelo, nem Holandinha foram. E não assinaram a Carta Compromisso com os Direitos da Criança... o PSOL foi e assinou!

- (5) No dia 17 de setembro, organizado pelo COREN (Conselho de Enfermagem): Holandinha não foi, nem Washington, nem Castelo (que enviou o vice)... PSOL foi!

- (6) No dia 18 de setembro, organizado pelo CRO-Conselho Regional de Odontologia: Holandinha não foi, nem Washington, nem Castelo (que enviou o vice)... PSOL foi!

Ou seja, até aqui:

CASTELO E EDIVALDO HOLANDA JUNIOR FALTARAM A TODOS OS DEBATES!

Eis o modo democrático quem ambos querem administrar a cidade. Um já se sabe que não gosta de debate democrático, o outro já dá pistas.

Debates na OAB
Hoje tem mais dois debates: das organizações sociais (SMDH, Cáritas, MST, Moradia, CMP, Quilombo Urbano, Pastorais, jornal Vias de Fato etc), às 15h, e da Comissão Justiça e Paz, às 19 horas. Será que Castelo, Washington e Holandinha vão?

Stédile no Instituto Jackson Lago

Às 18 horas o Instituto Jackson Lago realiza conferência com João Pedro Stédile, da direção nacional do Movimento dos Sem-Terras. PSOL sempre presente!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

QUAL INSTITUTO DE PESQUISA SAIRÁ MAIS DESMORALIZADO DESTAS ELEIÇÕES EM SÃO LUÍS?




Nova enquete no Ecos:

Na sua opinião, qual o instituto de pesquisa sairá mais desmoralizado destas eleições em São Luís?

Vote numa das cinco opções: Constat, DataM, Escutec, Econométrica ou Perfil.

Tiramos o Ibope da votação porque aí seria covardia com os institutos maranhenses, embora estejam seguindo o mesmo caminho.

O Ibope foi quem, em 2006, apontou a vitória de Roseana Sarney ao governo do Estado com 72% dos votos, no primeiro turno. Teve segundo turno, e o vencedor foi Jackson Lago.

O mesmo instituto estimou, em 1998 e em 2002, míseros 4% dos votos para Haroldo Saboia, que disputava o Senado. Nas urnas, ele obteve 33% dos votos!

Foi também o mesmo que apontou Bira do Pindaré, em 2006, com menos de 5% dos votos. O petista teve 500 mil votos.

Pesquisa não é voto apurado. Atenção a essa série de manipulações feitas pelos candidatos da velha política.

A enquete serve para lembrar o Ministério Público Eleitoral que é papel dele fiscalizar essas pesquisas. Até ações judiciais há, mas dormem na gaveta do juiz José de Jesus Guanaré...

PSOL homenageia luta pela meia-passagem via poesia de Joãozinho Ribeiro





MEIA PASSAGEM (*)
Joãozinho Ribeiro

São Luís, setembro, setenta e nove:
Veloz esgota-se a tarde
E o dia formando os meses
Que assim vão contando a vida
Mil e novecentas vezes

17, setembro, presente!
Paisagem feita de tempo
Na oficina da história
Guardada feito lembrança
Na gaveta da memória

E os companheiros de outrora?
Em que praça passam as horas?
Nas palafitas, sobrados?
Na luta agora embutida
Em armários de aço silentes,
Por onde navegam as noites?
Nos finais de expediente?

17, setembro, e o povo?
A luta ainda continua?
Ou ficou no meio da paisagem
Abandonada nas ruas?
Carregando outras bandeiras
Que nunca mais foram suas?
E a rebeldia da Ilha,
Protocolou-se também?
Vendeu-se e acomodou-se
Em cargo lhe convém
Feito um discípulo Iscariotes
Na nova Jerusalém?

São Luís, setembro, cidade
Das minhas dezenas de abris
Quem te passeia não sabe
Dos setembros que completas,
Da luta da meia passagem
Pichada em letras de muro,
No coração de um poeta.

(*) adaptado do livro Paisagem Feita de Tempo

Igor Lago divulga Carta de Apoio a Haroldo Saboia


"São Luís

Nos seus 400 anos, São Luís, outrora Upaon-Açu – terra dos Tupinambás, vive os enormes desafios de uma grande cidade brasileira. Mas, com um agravante: a sua conhecida e trágica desigualdade social, exacerbada em relação às outras grandes cidades.

Em sua história política recente, as administrações Jackson Lago foram um marco de realizações em todas as áreas, seja na saúde, na educação, na infraestrutura, na cultura, etc. Sempre voltadas para combater essa mazela de nosso estado e país.

A sua liderança política na capital maranhense, posta à prova em várias eleições, não tem outra justificativa. Não tinha poder econômico, televisão, rádios ou jornais. Enfrentando o império de comunicação construído ao longo dos já quase 50 anos de domínio oligárquico - o conhecido Sistema Mirante e seus apêndices, o qual batizou de “Sistema Mentira”, devido ao tipo de jornalismo empreendido que, muitas das vezes, nas disputas políticas e eleitorais, esquece as regras e o papel de uma concessão num sistema democrático para privilegiar os objetivos políticos e eleitorais de seus patrões-proprietários, Jackson Lago impôs, em São Luís, várias derrotas eleitorais aos poderosos de nossa terra, exceto a última eleição de 2010, quando a sua imagem foi desgastada pelos ataques ao seu governo, algumas das vezes com a colaboração de alguns de seus próprios membros auxiliares, assim como pela exploração da segurança jurídica de sua candidatura, feita tanto pelos sarneyístas como pelas oposições lideradas pelos senhores Zé Reinaldo e seu então candidato Flávio Dino.

Estas eleições de 2012 serão as primeiras após o seu falecimento. Percebe-se o vazio que deixou em todos nós, goste-se de mais ou de menos. Quando reorganizamos o PDT de forma democrática e sob o seu legado, pretendíamos homenageá-lo com um grande debate a respeito de São Luís, bem como encontrar as melhores posições pelo estado afora.  

Infelizmente, o nosso partido também foi alvo da vilania, de interesses pessoais e partidários outros, que os atuais dirigentes (nomeados pelos dois chefes nacionais que andam sumidos nesses tempos de campanha eleitoral!) são apenas serviçais com o único objetivo de locupletar-se.

O Comitê de Resistência Democrática Jackson Lago – movimento idealizado dentro de nosso partido para se contrapor aos atuais chefetes-, discutiu a tese da candidatura própria e lançou o nome do ministro Edson Vidigal que, num ato de  solidariedade à luta partidária, aceitou esse desafio de se contrapor ao que estava estabelecido ao nosso partido, isto é, não cumprir com a própria resolução nacional e coligar-se à candidatura do deputado federal Edivaldo Holanda que, compensatoriamente, licenciou-se por 4 meses para o seu amigo e tão afamado suplente.

Após todas as tentativas, não obtivemos êxito. Decidiu-se, então,  que o Comitê não apoiaria nenhum nome nesse primeiro turno, porém, com a liberação de que cada um tomasse a sua decisão pessoal. Não participei dessa última reunião por compromissos profissionais. Mas senti-me à vontade de expressar, desde o início, a minha posição contra a candidatura Holanda, por representar tudo o que combatemos no nosso partido. 

Representa a “velha política” feita por “novos atores”, nada mais! Essa candidatura, a rigor, é fruto de um grande conchavo que se iniciou há quase 2 anos, com a participação dos senhores Carlos Lupi e seu menino de ouro, Julião Amin, Edivaldo Holanda, o pai, e Flávio Dino. Este, inclusive, revelou o conchavo em declaração recente à imprensa. Não compactuo com essa política pequena, mesquinha, baixa, de interesses, de interferir sorrateiramente nos partidos, de atropelar o processo democrático... Longe disto!

Há 20 dias das eleições, expresso o que já venho fazendo há mais de um mês aos amigos, companheiros e outros interlocutores: No dia 07 de outubro, votarei no candidato Haroldo Saboia (PSOL) para prefeito de São Luís.

Conheço Haroldo Saboia desde os meus 9 anos de idade, quando candidatou-se e elegeu-se deputado estadual pelo MDB em 1978.

Conheço a sua participação na luta contra a implantação da ALCOA na ilha de São Luís; na luta pela Anistia; a sua solidariedade aos estudantes na Greve de 79; na luta pela redemocratização do país; pelas Diretas Já, etc.

Sei de suas boas atuações como deputado estadual por 2 mandatos, deputado federal  por  3 mandatos e vereador de São Luís por 1 mandato, incluindo o privilégio de ter sido Constituinte.

Reconheço, também, o seu importante papel na aliança política que elegeu Jackson Lago prefeito de São Luís em 1988.

Portanto, opto por votar num candidato a prefeito que tem identidade e história com as lutas populares e democráticas de nossa cidade. E não é difícil reconhecer que tem as melhores propostas!

Isto, ninguém pode tirar do Haroldo Saboia, 50!


São Luís, 17 de setembro de 2012.

Igor Lago"