domingo, 18 de março de 2012

PROFESSOR: PROFISSÃO LUTADOR

Franklin Douglas (*)


Na semana passada, o movimento dos professores tomou ruas, praças, redes sociais e turmas de escolas e faculdades. Defendem para a categoria o que já devia ser considerado direito líquido e certo: melhores salários, condições de trabalho e mais verbas para a Educação.
Profissional responsável pela formação de todos os demais profissionais da sociedade, o professor vê sua dedicação, vocação e labuta diária cada vez mais desprestigiadas e mal valorizadas. Profissão ícone e objeto de desejo até bem pouco tempo atrás, já não encanta os jovens em busca de um lugar ao mercado de trabalho.
Mal pago, o professor brasileiro, comparado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) a docentes de 38 outros países, só tem salário superior a dos professores em início de carreira no Peru e na Indonésia. O salário médio do professor brasileiro durante um ano é metade do que recebem seus colegas na Argentina e no Uruguai. Um sexto do que recebe o professor na Suíça. A luta é por garantir ao professor brasileiro o piso salário nacional de R$ 1.451,00 pela jornada de 40 horas semanais.
Sem condições de trabalho, no Brasil as classes são mais cheias, com mais aluno por professor, demandando dele mais tempo e atenção. Ainda de acordo com a Unesco, no Ensino Médio brasileiro, o número de alunos por professor é de 38,9 – é a maior razão encontrada em 33 países dos 38 pesquisados pela instituição. O clamor em alguns municípios maranhenses chega a ser absurdo: é por quadro, giz, carteiras e escola de tijolo e telhado – não de taipa coberta por palha...
Com pouco investimento na Educação, tem-se inviabilizada uma estratégia efetiva de desenvolvimento. No Brasil, apenas 3,9% de seu PIB (Produto Interno Bruto) é investido em Educação. Para se ter ideia, nos Estados Unidos, país de filosofia (neo)liberal e de minimização do Estado, investe-se 7,4% do PIB na área educacional. Na Bolívia, país com menos recursos que o Brasil, o investimento em educação equivale a 6,4% do PIB daquele país. A África do Sul investe 5,4%. Cuba, em condições imensamente desfavoráveis a sua economia, investe 9,1% do PIB em Educação. A reivindicação dos educadores é que o Brasil destine 10% de seu PIB para o investimento em Educação.
Sem salário digno, condições de trabalho e recursos para a educação, a vida do professor é cada vez mais parecida, qualquer que seja seu espaço:
- na educação indígena, onde os professores advindos das etnias não são respeitados em seus direitos no Maranhão;
- na creche, na alfabetização ou no ensino fundamental, onde os professores de São Luís, em greve, reivindicam reforma nas escolas e reajuste salarial. E a população, muitas das vezes, substituindo a obrigação da Prefeitura por escolas comunitárias que lutam arduamente para garantir a alfabetização às crianças dos bairros de nossa cidade;
- no ensino médio, onde os professores lutam pelo respeito ao piso salarial nacional no Maranhão, além de um plano de carreira e um estatuto do magistério;
- na prática desportiva, onde os profissionais da Educação Física sequer têm instrumentos, quadras, ginásios para lecionarem (O Castelinho míngua, o ginásio Marista abandonado, as quadras das escolas estaduais deterioram-se...);
- no ensino da música, onde a escola de música Lilah Lisboa está prestes a cair, por falta de reforma no prédio... Os professores tiveram que suspender suas atividades (mas R$ 10 milhões para a Beija-Flor, têm...);
- no ensino de idiomas, onde nas escolas públicas é precaríssimo e todo o esforço do professor mal dá para os alunos saberem o “the books on the table...”;
- no ensino dos cursinhos, onde o corre-corre do professor pulando de um a outro, a fim de garantir o salário que minimamente dê um pouco mais do que o necessário para pagar a prestação do carro e a gasolina, reduz-se seu trabalho à quantidade de acertos nas questões do ENEM;
- no ensino privado, onde as condições são um pouco melhores, nas escolas de ponta, o professor é quase que um profissional 24 horas, sem tempo à vida pessoal;
- no ensino superior privado, onde docentes vendem sua hora-aula a valores irrisórios, sem direito a fazer pesquisa e extensão, apenas “cuspe” e quadro branco, quando não veem suas notas vendidas inescrupulosamente;
- no ensino superior federal e estadual, onde o Governo Dilma privatiza sua aposentadoria, superlota as salas de aula, nivela a qualidade da produção científica ao produtivismo no qual o docente vale pelo número de artigos que publica; ou no “melhor governo da vida de Roseana”, onde a UEMA, com parcos recursos, tem seus campi do interior sem quaisquer condições de funcionamento...
Como se vê, caro leitor, cara leitora, em todos os espaços da docência, nos tempos atuais, o professor mata um leão por dia, como nas arenas de antigamente. A professora, em condição pior ainda pelo acúmulo de suas tarefas como mulher, mãe, dona de casa, esposa...Mas do que nunca, professores e professoras, são uns lutadores!!


- - - - - -
(*) Franklin Douglas - 
jornalista e professor, e
screve para o Jornal Pequeno aos domingos, quinzenalmente. Artigo publicado no Jornal Pequeno (edição 10.03.2012, p. 16)

sábado, 17 de março de 2012

SABOIA HAROLDO no Estado do Maranhão... Vinhais Velho... Aziz Ab Saber (Drops do Abaporu - 08)

Haroldo Saboia no jornal da oligarquia,
O Estado do Maranhão (12/3/2012 - p.02) - 
Foto editada para ilustrar
a matéria 
"Pré-candidatura de Haroldo Sabóia [sic] racha direção do PSOL"

Haroldo Saboia no jornal dos Diários Associados,
O Imparcial (16/3/2012 - p.03) - 
Foto editada para ilustrar
a matéria 
"PSOL: Haroldo na direção nacional" 
A equipe de Política d´O Estado do Maranhão precisa voltar ao bancos da faculdade: pelo que anda publicando, parece que faltou a duas aulas básicas: chegar a informação e ouvir o outro lado.
Depois da barrigada de anunciar que o candidato a prefeito do PSOL seria o militante Jean Gaspar (não checou a informação), tentou emendar (des)informando a seus leitores que se tratava não de candidatura, mas de uma pré-inscrição às prévias... pior ainda (não ouviu o outro lado).
Jean Gaspar nem é candidato, nem se inscreveu a qualquer prévia: apresentou um recurso ao nacional solicitando reabertura de prazo para inscrição.
O Diretório Municipal do PSOL de São Luís não definirá nada antes dos dias 19 e 20 de maio, data da Conferência Eleitoral Estadual do Partido no estado.
Pelas fotos acima editadas em matérias sobre o PSOL, o (e)leitor de oposição já sabe como deve proceder para se informar sobre o PSOL maranhense: não lendo O Estado do Maranhão ou, ao ler o jornal da oligarquia, interpretar de sinal trocado.

Vinhais Velho vai escapando...
O abraço no Vinhais Velho por militantes sociais de 60 municípios vai consolidando a luta pela defesa do mais antigo bairro de São Luís, o Vinhais Velho.
O abraço foi fruto do encontro das redes de cidadania, que lançaram a campanha pelo Direito Humano à /educação, sob coordenação da Cáritas e do juiz "aposentado" Jorge Moreno.
Ponto para a cidadania maranhense!
Capa do Jornal Pequeno (17/3/2012):
manifestantes abraçam  Vinhais Velho




Aziz Ab Saber: ele sonhou e lutou por um governo que não viu...
Partiu para outro plano o geógrafo Aziz Ab Saber. Junta-se a Milton Santos na defesa do meio ambiente, agora vendo tudo lá de cima.
Ab Saber lutou muito pela eleição de Lula. Decepcionou-se ante o que viu quando, o ex-operário chegou ao Planalto e em nada mudou a situação da devastação ambiental. Manteve-se em luta na sua trincheira, a academia. Deixa várias exemplos para as gerações futuras, especialmente aquela preocupada em preservar o planeta.





Drops do Abaporu* (Coluna Abaporu - Ano II - número 08)
* Abaporu é  a tela brasileira mais valorizada no mundo (1,5 milhão de dólares). Pintada em óleo sobre tela em 1928 por Tarsila do Amaral, é um símbolo do movimento modernista, que propunha  deglutir a cultura estrangeira e adaptá-la à realidade brasileira. O nome vem do tupi e significa aba(homem), pora (gente) e ú (comer): o "o homem que come gente".

O nome da foto... casamento difícil... a bêbada e o desequilibrado (Drops do Abaporu - 08)


O nome da foto: movimento dos sem-candidatura...
Eliziane Gama - que não controla o PPS - quer o apoio de Bira, que não controla o PT, que quer o apoio de Tadeu Palácio, que não controla o PP, que quer o apoio de Roberto Rocha, que não controla o PSB e que agora faz juras de amor a Flávio Dino, que controla o PCdoB, mas sem condições políticas, não quer ser candidato à Prefeitura de São Luís ...



Casamento difícil...
Um casal em paquera inicial... de repente, um vira para o outro e diz que quer casar e que já definiu o local do casamento, os padrinhos e a data, dando ao outro prazo determinado para dar a resposta... será que dessa paquera sai casamento?
Qualquer semelhança com os movimento pré-eleitorais para a disputa às Prefeituras de São Luís e Imperatriz não é mera coincidência...

A bêbada e o desequilibrado
Ecos do Facebook de Alice Pires:
"A BÊBADA E O DESEQUILIBRADO!! Foi denunciado na Assembléia Legislativa do Maranhão mais uma farra promovida por Roseana Sarney e seu vice Washington Macaxeira. Gastos que totalizam 2 milhões de reais só com bebidas alcoólicas e sorvetes.
Quer dizer então que fazendo as contas, noves fora a matemática, eles estão gastando 90% do nosso dinheiro com bebida. E os 10 por cento?? Ah! São do garçonn!!!! Se beber, favor, não dirigir o Estado!!!"



Drops do Abaporu* (Coluna Abaporu - Ano II - número 08)
* Abaporu é  a tela brasileira mais valorizada no mundo (1,5 milhão de dólares). Pintada em óleo sobre tela em 1928 por Tarsila do Amaral, é um símbolo do movimento modernista, que propunha  deglutir a cultura estrangeira e adaptá-la à realidade brasileira. O nome vem do tupi e significa aba(homem), pora (gente) e ú (comer): o "o homem que come gente".

Fiquemos de olho...(Drops do Abaporu - 08)








Drops do Abaporu* (Coluna Abaporu - Ano II - número 08)
* Abaporu é  a tela brasileira mais valorizada no mundo (1,5 milhão de dólares). Pintada em óleo sobre tela em 1928 por Tarsila do Amaral, é um símbolo do movimento modernista, que propunha  deglutir a cultura estrangeira e adaptá-la à realidade brasileira. O nome vem do tupi e significa aba(homem), pora (gente) e ú (comer): o "o homem que come gente".

Para não esquecer, pois eles vão pedir seu voto nas eleições... (Drops do Abaporu - nº 08)


Eles votaram contra o servidor federal e à favor da privatização da Previdência do Serviço Público:

- Edivaldo Holanda Júnior-PTC (quer ser prefeito de São Luís);
- Sarney Filho-PV ("quer" eleger Washington-PT prefeito de São Luís);
- Carlos Brandão-PSDB (vai pedir votos para Castelo, em São Luís) 
- Waldir Maranhão-PP (diz que quer eleger Tadeu Palácio prefeito de São Luís); 
- Pinto Itamaraty-PSDB (quer ser prefeito de Paço do Lumiar); 
- Domingos Dutra-PT (quer a esposa prefeita de Paço do Lumiar);
- Costa Ferreira-PSC (quer ser prefeito de Raposa);
- Davi Alves Júnior-PR, Lourival Mendes-PTdoB, Pedro Novais-PMDB e Alberto Filho-PMDB (vão pedir votos para aliados e parentes nas eleições de 2012 em suas bases eleitorais).
Em tempo: na votação, um deputado se absteve, Hélio Santos-PSD; e quatro fugiram da votação, ausentando-se: Francisco Escórcio (PMDB), Nice Lobão (PSD), Professor Sétimo (PMDB) e Zé Vieira (PR). Faça o mesmo com eles nas urnas!




Drops do Abaporu* (Coluna Abaporu - Ano II - número 08)
* Abaporu é  a tela brasileira mais valorizada no mundo (1,5 milhão de dólares). Pintada em óleo sobre tela em 1928 por Tarsila do Amaral, é um símbolo do movimento modernista, que propunha  deglutir a cultura estrangeira e adaptá-la à realidade brasileira. O nome vem do tupi e significa aba(homem), pora (gente) e ú (comer): o "o homem que come gente".

quarta-feira, 14 de março de 2012

No Dia Nacional da Poesia, ecos da POESIA DO MUNDO


A partir deste Dia Nacional da Poesia, damos um tempo ao POESIA DE QUINTA no Ecos das Lutas, pois a querida Deíla Maia tem andado muito ocupada com seu verso mais precioso, a pequena filha nascida este ano.
Passamos então a, toda quarta-feira, publicar o que de melhor nos traz Lissandra Leite da POESIA DO MUNDO, blogue no qual a jornalista nos dá de presente uma poesia por dia no seu, como ela diz, "diário poético-visual sem Lei Rouanet".
Começamos com ELE, de Elisa Lucinda, e com PARA UMA GRANDE DAMA, dos maranhenses Nosly Jr e Fernando Abreu.

POESIA DO MUNDO (número 01)
Por Lissandra Leite


Ele - Elisa Lucinda


Para uma grande dama - Nosly Jr e Fernando Abreu




Sobre o Dia Nacional da Poesia, leia mais aqui:


"O Dia Nacional da Poesia comemora-se, não por acaso, no dia do nascimento do poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves, 14 de março de 1847. Poeta do Romantismo que ficou conhecido como “poeta dos escravos” por ter lutado bravamente pela abolição da escravidão.
Uma das poesias mais conhecidas de Castro Alves é “Navio Negreiro”, na qual ele mostra indignação ao preconceito racial e a situação em que viviam os negros.  Seus poemas eram movidos por amor e pela luta por liberdade e justiça.
O termo “poesia” é aplicado a estrutura de texto que é dividida em versos. Cada linha de um poema é considerada um verso e um conjunto de versos forma uma estrofe.
Não há poesia sem ritmo, estrofe e rima, mas esses três quesitos nem sempre são apresentados juntos num mesmo texto. Outra característica do poema é a métrica, que é a contagem das sílabas poéticas dos versos.
Com o passar dos anos a poesia foi se dividindo por fases: barroco, arcadismo, romantismo, parnasianismo, simbolismo, pré-modernismo, modernismo, até chegar à forma que se escreve hoje." (texto original aqui)

terça-feira, 13 de março de 2012

Maranhenses na nova direção nacional do PSOL

Haroldo Saboia é titular, Carlos Leen e Nonnato Masson são suplentes do novo Diretório Nacional



O Maranhão está presente na direção nacional do Partido Socialismo e Liberdade.

Ontem, o portal do Tribunal Superior Eleitoral divulgou a relação do novo Diretório Nacional, do Conselho de Ética e do Conselho Fiscal eleitos no III Congresso Nacional do PSOL, em dezembro.

Haroldo Saboia aparece como membro titular, Carlos Leen Santiago e Nonnato Masson como membros suplentes.

Haroldo Saboia, presidente do Diretório Estadual do PSOL-MA, embora  independente foi indicado pela chapa liderada APS (Ação Popular Socialista) com apoio das correntes  TLS (Trabalhadores na Luta Socialista)  e Enlace. Participam desta chapa o ex-presidente Afrânio Boppré, de Santa Catarina, o presidente eleito e deputado federal paulista Ivan Valente, o  Senador Randolfe Rodrigues, do Amapá, a senadora paraense Marinor Brito, o deputado estadual do Pará e ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, e o deputado federal Chico Alencar, do Rio de Janeiro.

Carlos Leen é secretario de Comunicação do PSOL maranhense e também presidente da Comissão Provisória de Imperatriz. Leen foi indicado pela chapa composta pelo Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) e pela dissidência do MES liderada pelo pernambucano Edilson Silva,  secretário-geral da Executiva Nacional do PSOL.

Nonnato Masson é secretário de  Finanças do PSOL/MA e integra o Coletivo 17 de Abril. Foi indicado pela chapa do MES (Movimento de Esquerda Socialista) que tem entre seus dirigentes a ex-deputada gaúcha Luciana Genro, e da Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST), liderada pelo ex- deputado Babá. João Batista Babá foi deputado federal pelo Pará por dois mandatos e hoje exerce sua militância no Rio de Janeiro onde é professor da UFRJ.

Artigo - Wagner Baldez: UM VIOLENTADOR DA VERDADE


Wagner Baldez (*)

      Existem certos tipos de criaturas que se sentem plenamente realizadas em cultivar o hábito de bajular: procedimento este que, por ser considerado um desvio de conduta moral ou falta de caráter, mereceu, com justificada razão, o desprezo de uma bem intencionada parcela da sociedade. Logicamente, se tais agentes assumem abominável postura, não há de duvidar tratar-se de um recurso utilizado como forma de retribuir favores recebidos, como vem de ser o caso do autor da matéria “UM NOME VIOLENTADO”, publicado no Jornal Estado do Maranhão, a respeito do Senador Sarney.
         O articulista, certamente um dos apaniguados do Presidente do Senado (quem sabe não ser o mesmo funcionário dessa Instituição?!...), inicia o seu libelo insurgindo-se contra a mídia, responsabilizando-a pela campanha difamatória contra à pessoa do referido congressista, embora sabendo tratar-se de um dever dos órgãos de imprensa informar os acontecimentos que mais despertem às atenções do público leitor.
         Portanto, a distorção, como pretende o autor da citada matéria, não procede da mídia, mas tão somente da parte denunciante. Senão vejamos.
         Diz o colunista que o então jovem José de Ribamar Ferreira Araújo Costa combateu a Oligarquia Vitorinista. Isto jamais se sucedeu; haja vista o suposto “herói” iniciar a sua carreira política filiando-se no PSD, partido liderado pelo Senador Vitorino Freire, em favor de quem empenhou-se em servi-lo como perfeito SUDRA; inclusive distinguido por se revelar o melhor discípulo, pela facilidade como assimilava os ensinamentos transmitidos pelo seu idolatrado preceptor. Aliás, convivência que teve a duração de 14 anos, com resultados traumáticos para o Maranhão!
      De acordo com a versão sobre a “BOSSA-NOVA”, historicamente, o que de mais importante aconteceu, foi omitido no seu limitado comentário, propositadamente, qual seja a traição praticada pelo ex-deputado Sarney, por ter preferido sacrificar os companheiros da UDN (Ferro Costa, José Aparecido e tantos outros), a manter uma atitude solidária e, sobretudo, digna!
            Enquanto estes “comiam o pão que o Diabo amassou”, isto pelo fato de persistirem fiéis aos princípios que defendiam, Sarney, sorrateiramente, abandona os antigos e diletos companheiros para aliar-se aos militares golpistas; chegando a ocupar o cargo de presidente do Partido dos “CASACA-VERDES”!!!
            Já no caso do proclamado NACIONALISMO, a verdade é que o Senador nunca passou de um contumaz PATRIOPANÇA (qualidade que trata de defender as próprias tripas e o estômago; ainda que em detrimento de quaisquer prejuízos que venha sofrer a Nação). Bem diferente, portanto, do conceito que lhe é atribuído de autêntico PATRIOTA!
        Agregado ao texto, mais uma deferência vem de ser acumulado ao seu indigesto currículo: um “BEM-AVENTURADO PROGRESSISTA”. É tão progressista que o Maranhão por ele escravizado há meio século, vem classificado, nos indicadores sociais, como a unidade mais miserável da Federação!!!
            Em vista do que acabamos de expor, chega-se à conclusão de que a versão produzida no bojo de sua matéria, encontra-se eivadas de contradições, semelhante à biografia do mesmo Senador, escrita por Regina Echeverria, sua colega de profissão... e quem sabe até do Senado...
            Agora, só resta ao colunista Tarcisio Holanda, responsável pela matéria, a iniciativa de se juntar à Regina e outros idênticos companheiros de  comportamento para compor o BLOCO DOS PUXA-SACOS, e com Dona ROSEANA, promotora do evento, fazendo o papel de PORTA-BANDEIRA e SARNEY DE MESTRE-SALA, à comemorar o decadente 400 anos de São Luís, na Marquês de Sapucaí, sob a mais estrondosa vaia!!!

- - - - 
(*) Wagner Baldez é funcionário público aposentado e dirigente estadual do PSOL/MA

quinta-feira, 8 de março de 2012

Com Bertoldo Brech, às mulheres: QUE SEJAM MUITAS AS IMPRESCINDÍVEIS



Há mulheres que lutam um dia e são boas
Há outras que lutam um ano e são melhores,
Há as que lutam muitos anos e são muito boas.


Mas há as que lutam toda a vida
E estas são imprescindíveis"



Maria Firmina dos Reis




















Chiquinha Gonzaga













Olga Benário Prestes











Maria Aragão

segunda-feira, 5 de março de 2012

Novo Código Florestal deve anistiar 75% das multas milionárias



A aprovação do novo Código Florestal, prevista para esta semana, deve levar à suspensão de três em cada quatro multas acima de R$ 1 milhão impostas pelo Ibama por desmatamento ilegal, informa reportagem de Lúcio Vaz e João Carlos Magalhães, publicada na Folha desta segunda-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A Folha obteve a lista sigilosa e atualizada das 150 maiores multas do tipo expedidas pelo órgão ambiental e separou as 139 que superam R$ 1 milhão. Dessas, 103 (ou pouco menos que 75%) serão suspensas, se mantido na Câmara o texto do código aprovado no Senado. Depois, segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

Pelo texto, serão perdoadas todas as multas aplicadas até 22 de julho de 2008, desde que seus responsáveis se cadastrem num programa de regularização ambiental. As punições aplicadas depois disso continuarão a valer.

Leia mais na edição da Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.
Editoria de Arte/Folhapress

domingo, 4 de março de 2012

NA TRILHA DO NEOLIBERALISMO TUCANO

Franklin Douglas (*)

Financeirização da economia, livre comércio internacional, globalização excludente, criminalização dos movimentos sociais, ajuste fiscal, reformas trabalhista e previdenciária, desmonte dos serviços públicos, mercantilização da Saúde e da Educação, política social compensatória e focalizada, Estado mínimo, privatizações... Essa foi a agenda do chamado projeto neoliberal no mundo, e especialmente na América Latina, a partir dos anos 1970.
Para salvar a economia dos Estados Unidos do governo Ronald Reagan (1981-1989) e da Inglaterra do governo de Margaret Thatcher (1979-1990), o receituário neoliberal quebrou países latino-americanos inteiros no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, como México, Bolívia e Chile (primeiro país a fazer privatizações); no fim dos anos 1980, como Uruguai, Equador; e no início dos anos 1990, como Argentina, Colômbia, Peru. Nesse período, as populações desses países ficaram à mercê da pobreza e da miséria.
No Brasil, devido ao forte movimento social de resistência, sob a direção do Partido dos Trabalhadores (PT), a implementação do neoliberalismo foi tardia. Barrada pela participação popular na Constituinte de 1988 (“Com essa Constituição, o país é ingovernável”, dizia Sarney na Presidência da República) e no Fora Collor de 1992, as reformas neoliberais somente viabilizaram-se sob o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002).
O PSDB marcou sua gestão à frente do governo federal com a agenda neoliberal, a reforma da previdência e as privatizações. Nesse período, sofreu forte oposição e enfrentamento do PT, dos servidores públicos e dos aposentados, a quem FHC chamou de vagabundos. Mas, atualizando a expressão “nada mais conservador do que um liberal no poder e nada mais liberal do que um conservador na oposição” sobre o Segundo Reinado (Dom Pedro II, 1840-1889), no Brasil de hoje, nada mais parecido com um tucano no poder do que um petista no poder!
Após demonizar o PSDB com a pecha das privatizações, o PT revigorou o ideário neoliberal e privatizou os aeroportos, num malabarismo fraseológico que tenta nos ludibriar afirmando que concessão não é privatização. E, sem nunca ter dito ao longo da campanha que retomaria as privatizações, Dilma, ao contrário, fez uma defesa da previdência social pública nas eleições de 2010, seu governo retoma, também, a reforma previdenciária, privatizando a Previdência Pública, com a criação do Fundo de Previdência do Servidor Público – o FUNPRESP.
A aprovação do FUNPRESP na Câmara dos Deputados, na noite de 28/02/2012, por 318 a 134 votos, com duas abstenções, contou com o apoio maciço da bancada federal maranhense:
- 11 votos contra o servidor público e pela aprovação do fundo: Alberto Filho-PMDB, Carlos Brandão-PSDB, Costa Ferreira-PSC, Davi Alves Júnior-PR, Domingos Dutra-PT, Edivaldo Holanda Júnior-PTC, Lourival Mendes-PTdoB, Pedro Novais-PMDB, Pinto Itamaraty-PSDB, Sarney Filho-PV e Waldir Maranhão-PP;
- um deputado se abstendo, Hélio Santos-PSD;
- quatro fugindo da votação, ausentando-se: Francisco Escórcio (PMDB), Nice Lobão (PSD), Professor Sétimo (PMDB) e Zé Vieira (PR);
- e apenas dois sendo contrários: Cleber Verde-PRB e Simplício Araújo-PPS.
Privatização rima com traição. Sob essa agenda neoliberal, onde o lucro dos bancos alcança bilhões (o Itaú lucrou R$ 14 bilhões em 2011, o maior lucro da história dos bancos no país), o agronegócio brasileiro é o segundo do mundo em plantação com sementes transgênicas, o ajuste fiscal rumo ao superávit primário impõe o corte de 50 bilhões no orçamento, dos quais R$ 5 bilhões nos recursos da Saúde, e se privatiza aeroportos e a previdência do servidor público, o governo Dilma e o PT traem não só seu eleitorado, mas a agenda de propostas contrárias às teses neoliberais que mobilizou o povo brasileiro na resistência dos anos 1990.
Como que de volta ao passado, Dilma e o PT retomam as trilhas do neoliberalismo tucano!
Em tempo: Na mesma noite do dia 28 de fevereiro, quando os deputados aprovavam em Brasília a privatização da previdência pública, o fazendeiro-grileiro José Osvaldo Damião atropelou a camponesa Fagnea Carvalho de Oliveira, grávida de seis meses e que, por conta dessa violência, perdeu o filho que gestava. A barbárie ocorreu em Bom Jesus das Selvas, na reocupação da fazenda Rio dos Sonhos. As entidades locais sequer conseguem fazer o boletim de ocorrência do ato violento! Às vésperas da semana comemorativa do Dia Internacional da Mulher, trata-se de um fato indignante. Não dá para calar!!
- - - - - -
(*) Franklin Douglas - 
jornalista e professor, e
screve para o Jornal Pequeno aos domingos, quinzenalmente. Artigo publicado no Jornal Pequeno (edição 04/03/2012, página 16)

Artigo - Salvador Fernandes: A METAMORFOSE AMBULANTE DE PARTE DA ESQUERDA MARANHENSE

A linha divisória entre tradição política brasileira e a maioria dos protagonistas petistas é a voracidade de acumular riqueza em tempo mais curto. A exemplificação é de fácil identificação em nível local e nacional. Uns recebem “Bolsa” para não pesquisar o objeto; outros se locupletam de “Consultorias” sem objeto. Na verdade, tem-se uma inversão de valores. No plano nacional, muitos petistas estão sendo moldados pelos aliados conservadores, enquanto que na província a sigla tornou-se apenas o sócio menor de uma oligarquia corrupta e decadente.
Salvador Fernandes (*)
Há dias, um amigo de longas datas, antigo militante petista de primeira hora, telefonou-me para falar, com um ar de surpresa, que, nas vezes em que se dirigiu à sede da direção municipal do Partido para quitar as suas obrigações financeiras com a legenda, no intuito de participar da peleja que irá indicar o futuro candidato do PT à prefeitura de São Luís, sempre a encontrou de portas fechadas.
Sabe, embora não queira acreditar, que é o vale tudo promovido pelos controladores da sigla partidária para a manutenção, no plano municipal, da linha política adesista à oligarquia Sarney. Com certeza, causa-lhe náuseas, mesmo resistindo ao vômito, participar de embates políticos com mercadores que enlameiam e ferem de morte, há um bom tempo, a trajetória daquele Partido, que dentre outras tantas virtudes, se notabilizou pelo exercício da democracia interna e o respeito às diferenças. Este legado que empolgou mentes e corações de múltiplos segmentos sociais e engajou dezenas de milhares de homens e mulheres na construção de um novo Partido de Esquerda, que se propunha a romper radicalmente com a tradição autoritária e personalista das varias organizações da esquerda brasileira.
Tempos atrás, nas concorridas discussões dos fóruns petistas, sejam partidários ou sindicais, era comum muito militante utilizar-se da letra e música do saudoso Raul Seixas – “Metamorfose Ambulante” – para repugnar concepções e práticas que tivessem alguma relação com a matriz ideológica da esquerda tradicional. Era a satanização de todas as organizações com raízes históricas no Marxismo. Para surpresa dos desavisados, estes homens e mulheres, travestidos de nova esquerda, estavam, na verdade, trilhando pelo caminho do conservadorismo político, pondo em prática com afinco as bulas das manobras partidárias, comum às agremiações da elite nacional.
Aqui, entre estes controladores de plantão, como noutros rincões brasileiros, o oportunismo partidário petista campeia. Trazem na ponta da língua as motivações e respostas para tanto. São os ventríloquos do dito “projeto nacional petista”. Em nome desse embuste, tudo é permitido. O resto é “perseguição política” de derrotado. O patrimonialismo petista se alastra como erva daninha. Virou prática corriqueira, entre a maioria daqueles que ocupa um naco do Estado loteado, em nome da sigla partidária.
A linha divisória entre tradição política brasileira e a maioria dos protagonistas petistas é a voracidade de acumular riqueza em tempo mais curto. A exemplificação é de fácil identificação em nível local e nacional. Uns recebem “Bolsa” para não pesquisar o objeto; outros se locupletam de “Consultorias” sem objeto. Na verdade, tem-se uma inversão de valores. No plano nacional, muitos petistas estão sendo moldados pelos aliados conservadores, enquanto que na província a sigla tornou-se apenas o sócio menor de uma oligarquia corrupta e decadente.
Noutra ponta, assiste-se à via crúcis de militantes históricos do PDT maranhense, inclusive recorrendo às instâncias judiciais, na tentativa de preservar os ideais de luta e resistência pautada no trabalhismo getulista, que para maioria que controla a máquina partidária é viver agarrado a um passado que não rende voto, e muito menos negócios. O pior, com anuência do comando nacional pedetista. No caso, é como se entregar cheque em branco a estelionatário.
Assim, para esses timoneiros políticos de “esquerda”, qual seria a ofensa intelectual em afirmar a pertinência desta máxima do senso comum: “Todo político é igual”.
(*) Salvador Fernandes - Economista, Servidor Federal, Ex-Presidente Estadual do PT/MA.