quarta-feira, 25 de março de 2009

Diário de uma marcha - parte 2: sob as águas de março, os primeiros passos




É pau, é pedra, é o fim do caminho


(ter que caminhar para o voto valer. Mas a brava gente não desiste. Quem disse que a vida seria fácil para os que lutam contra o esquema Sarney?)

É um resto de toco, um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol

É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira

(eles vão ter que ouvir: por que o TSE não julga o processo de cassação contra Roseana Sarney?...)

É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira



São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração

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